Com as cimeiras que decorreram, por estes dias, na Europa, o mundo parece que pode começar a respirar de alívio, tão grandes foram os passos dados. Combatida a descrença no êxito destes encontros com as respostas aplaudidas, estamos na fase em que somos levados a acreditar que " Sim, é possível ", que a crise pode ser derrotada, se os homens se entenderem. Para a História ficarão os sorrisos e os abraços dos governantes mundiais - de parte deles, claro -, enquanto que, para o cidadão comum, como nós, resta sonhar com esses novos dias, que os actuais são negros como a ferrugem, como já dissemos.
Mas, como todo o pobre desconfia de esmolas aos trambolhões, atrás de uma dura crise não queremos que outra se venha a gerar. É que, vaticinam muitos economistas, a seguir às depressões, vêm geralmente os disparos na inflação e, com esse fenómeno, aí veremos os juros, de novo, a trepar, como se o seu mundo só pudesse passar pelo afogamento das pessoas e das empresas.
Não queremos que assim seja, apelando aos mecanismos de regulação, vigilância e controle, que vimos estampados nos acordos estabelecidos, no sentido de estarem atentos e, mais do que isso, actuantes. Fugir dessa responsabilidade é cavar, uma outra vez, a sepultura da saúde financeira e económica mundiais, esse cancro que ameaçou vitimar-nos a todos e que, agora, viu o pescoço torcido, mas sem ter dado, lamentavelmente, o último suspiro.
Com Obama, o seguro das nossas vidas está mais protegido, mas não é o único factor a ter em conta. Sem o nosso contributo, nem esse novo valor e esforço americanos serão suficientes para nos salvar.
O fio, que nos liga à ténue vida, é demasiado frágil e só uma vontade individual e colectiva muito fortes tem o condão de o reforçar. Que assim seja !
domingo, 5 de abril de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
Grande Diogo!
Não conheço o Diogo de que pretendo falar.Mas isso não importa, quando a sua vitória, numas Olimpíadas de Matemática, o papão devorador de todas as boas intenções dos nossos estudantes, me dá um enorme consolo: é que esse rapaz, o Diogo Meneses, é um dos moços da minha região, que se junta, assim a um outro génio, o Bandeira, este já a pisar e a brilhar nos bancos da Faculdade.
Este Diogo de menos idade, o que aqui retrato hoje mesmo, acabou da ganhar a Medalha de Ouro, relativa aos 8º e 9º anos, pelo que me deu uma alegria imensa.
Estou-te, meu rapaz, muito grato pelo favor que me colocas, assim , de mão beijada, em cima da minha mesa de trabalho. Felicito-te, a ti, teus familiares, amigos, colegas e, sobretudo, professores da EBI de Oliveira de Frades, porque este troféu é uma vitória tua, sem dúvida, mas não deixa também de pertencer, um pouco, a toda aquela gente que enunciei.
Com este feito, que o é, com todas as letras, vens, afinal, dizer-me que, no mar encapelado da nossa educação institucional, ainda há excepções que valem mais que mil palavras, assim roubando o velho ditado popular para aqui o aplicar.
Diogo, não sei quem és, mas isso, para mim, não tem qualquer importância, repito. Basta-me saber que frequentas uma Escola da minha zona para me sentir todo vaidoso.
Bem haja, meu amigo. Mas não te ponhas a olhar para esta vitória como se fosse a última. Não. Faz dela o ponto de partida para outras subidas ao pódio, mas sempre, sempre, com o ouro ao pescoço, que a perfeição deve ser a medida dos nossos objectivos!
Parabéns e boa sorte!
Este Diogo de menos idade, o que aqui retrato hoje mesmo, acabou da ganhar a Medalha de Ouro, relativa aos 8º e 9º anos, pelo que me deu uma alegria imensa.
Estou-te, meu rapaz, muito grato pelo favor que me colocas, assim , de mão beijada, em cima da minha mesa de trabalho. Felicito-te, a ti, teus familiares, amigos, colegas e, sobretudo, professores da EBI de Oliveira de Frades, porque este troféu é uma vitória tua, sem dúvida, mas não deixa também de pertencer, um pouco, a toda aquela gente que enunciei.
Com este feito, que o é, com todas as letras, vens, afinal, dizer-me que, no mar encapelado da nossa educação institucional, ainda há excepções que valem mais que mil palavras, assim roubando o velho ditado popular para aqui o aplicar.
Diogo, não sei quem és, mas isso, para mim, não tem qualquer importância, repito. Basta-me saber que frequentas uma Escola da minha zona para me sentir todo vaidoso.
Bem haja, meu amigo. Mas não te ponhas a olhar para esta vitória como se fosse a última. Não. Faz dela o ponto de partida para outras subidas ao pódio, mas sempre, sempre, com o ouro ao pescoço, que a perfeição deve ser a medida dos nossos objectivos!
Parabéns e boa sorte!
segunda-feira, 30 de março de 2009
Apagão ambiental e desportivo
Era dia de jogo de futebol decisivo para a nossa Selecção - por mais que isso seja escamoteado - quando, em nome da saúde ambiental, foi decidido apagar os diversos sistemas de iluminação. Tomada à letra, esta mensagem surtiu um efeito perverso: os rapazes da bola, com a recta intenção de colaborarem com a iniciativa em causa, tudo fizeram para a pôr em prática, permanecendo na mais negra sombra, pois nunca conseguiram descortinar qualquer fresta de baliza, tão escuro esteve o Estádio do Dragão.
Está encontrada a razão do empate: nem os portugueses se aplicaram pouco, nem tiveram falta de sorte, nem os suecos foram assim um colosso por aí além, devendo-se tal desfecho à escrupulosa colagem à campanha mundial em curso.
De agora em diante, depois de tantos pontos desperdiçados, este sacrifício ambiental não deixará de dar os seus frutos. Com a luz toda, em Portugal e no estrangeiro, não mais um empate ou uma derrota atacará os pupilos de Carlos Queirós, a não ser que outros valores, mais altos - digo, mais baixos, pedindo perdão por este engano! - apareçam, vindos de outras esferas e instâncias.
Têm, assim, toda a desculpa aquelas gentes da bola, desde o Cristiano Ronaldo ao Eduardo, sem esquecer, como é óbvio, o nosso seleccionador.
Para todos, um fraternal abraço e votos, se ainda for a tempo, de muitos êxitos.
Está encontrada a razão do empate: nem os portugueses se aplicaram pouco, nem tiveram falta de sorte, nem os suecos foram assim um colosso por aí além, devendo-se tal desfecho à escrupulosa colagem à campanha mundial em curso.
De agora em diante, depois de tantos pontos desperdiçados, este sacrifício ambiental não deixará de dar os seus frutos. Com a luz toda, em Portugal e no estrangeiro, não mais um empate ou uma derrota atacará os pupilos de Carlos Queirós, a não ser que outros valores, mais altos - digo, mais baixos, pedindo perdão por este engano! - apareçam, vindos de outras esferas e instâncias.
Têm, assim, toda a desculpa aquelas gentes da bola, desde o Cristiano Ronaldo ao Eduardo, sem esquecer, como é óbvio, o nosso seleccionador.
Para todos, um fraternal abraço e votos, se ainda for a tempo, de muitos êxitos.
sábado, 28 de março de 2009
G 20 e os outros
Neste mundo, é sempre motivo de preocupação quando, em cerca de duzentas nações, só a décima parte tudo decide e não deixa nada para os restantes parceiros dessa caminhada universal. Parece que, depois do apito final do criador de todas as coisas, visíveis e invisíveis, alguém pudesse ter ficado com uma qualquer exclusividade, o que se nos afigura uma estratégia verdadeiramente impensável e desprovida de qualquer bom senso.
Se assim é, porque é, porque nem pode ser de outra forma, todos devem ser chamados a lavrar os regos do seu destino. Pôr uns a ditar leis e outros a engoli-las é uma ofensa à dignidade de todo o ser humano. Mais grave se torna este absurdo, no momento em que sabemos que quem faz escrever as várias legislações, estes documentos, é a mesma gente que, digeridas estas, sem apelo, nem agravo, lhe vem buscar o rico e quase eterno retorno.
A reunião do G 20, o clube dos famosos, a arena dos autores de todas as tropelias que quase afogaram o resto do mundo, que escavaram minas de diamante, lhe sugaram o tutano e devolveram rasco granito, do mais reles, não pode continuar a decretar os seus desígnios. Tem de olhar para a desgraça actual e fazer um exame de consciência. Com um profundo ajoelhar, é hora de estes senhores arrepiarem caminho e devolverem a felicidade a quem a merece: a população mundial no seu todo e sem reservas.
Pensem o que pensem, queiram o que queiram, aos G20 só uma via se lhes abre: os outros 180 países, mais coisa ou menos, não podem ficar à margem destas jogadas, que o campeonato também tem a ver com eles e é hora de a cidadania ter uma palavra a dizer.
Falemos todos, então, e com voz grossa, de preferência!
Se assim é, porque é, porque nem pode ser de outra forma, todos devem ser chamados a lavrar os regos do seu destino. Pôr uns a ditar leis e outros a engoli-las é uma ofensa à dignidade de todo o ser humano. Mais grave se torna este absurdo, no momento em que sabemos que quem faz escrever as várias legislações, estes documentos, é a mesma gente que, digeridas estas, sem apelo, nem agravo, lhe vem buscar o rico e quase eterno retorno.
A reunião do G 20, o clube dos famosos, a arena dos autores de todas as tropelias que quase afogaram o resto do mundo, que escavaram minas de diamante, lhe sugaram o tutano e devolveram rasco granito, do mais reles, não pode continuar a decretar os seus desígnios. Tem de olhar para a desgraça actual e fazer um exame de consciência. Com um profundo ajoelhar, é hora de estes senhores arrepiarem caminho e devolverem a felicidade a quem a merece: a população mundial no seu todo e sem reservas.
Pensem o que pensem, queiram o que queiram, aos G20 só uma via se lhes abre: os outros 180 países, mais coisa ou menos, não podem ficar à margem destas jogadas, que o campeonato também tem a ver com eles e é hora de a cidadania ter uma palavra a dizer.
Falemos todos, então, e com voz grossa, de preferência!
quinta-feira, 26 de março de 2009
A lavoura na capital
De mãos calejadas e fatiota nova, os agricultores e seus apoiantes puseram-se em marcha e vieram parar a Lisboa, capital das decisões, mas, praticamente, terra de actividade reduzida em redor da lavoura. A única função que aqui é exercida é aquela que depende do poder do Ministério da Agricultura, dos órgãos nacionais de gestão dos fundos comunitários, dos deputados e de quem manda. Mas estas são razões mais do que suficientes para se deixarem as propriedades e se ir até à Assembleia da República e Palácio de S. Bento, os centros dos centros de quem tudo pode dar, ou tirar, ou, ainda, nem uma coisa, nem outra.
Foi com o intuito de colher alguns frutos que aquela gente da CNA, da pequena agricultura, como quiseram evidenciar, veio por aí abaixo e subiu por aí acima, passe a redundância.
Com a UE e a sua política tida como causadora de muitas das desgraças actuais - eles o disseram -, com os governantes em estranha desgovernação - continuaram -, era alguma a esperança de levar uma mão cheia de promessas, mas partiram, talvez, de bolsos pouco mais que vazios, pouco menos que cheios de coisa nenhuma.
Mas vieram e protestaram, que a fala ainda não paga imposto e a democracia assim o permite.
Se foi rentável esta deslocação, só mais tarde se saberá. Adivinha-se, no entanto, que os lucros são escassos, tal como acontece no seu dia a dia.
Deram um passeio e isso é já uma espécie de paga. Curta, muito curta, para as suas muitas necessidades e reclamações. Ver Lisboa com os olhos de quem sente a terra a fugir-lhe dos pés não é nada agradável, mas sempre dá para mirar uma ou outra vistaça, que no campo não aparece, em movimento, em ruas e mais ruas, carros e mais carros, prédios e mais prédios e gente, só gente, que não diz "bom dia", não dá um ar da sua graça. Mas é gente, isso é de certeza.
Hoje veio a lavoura à capital. Deus queira que a capital dela se não esqueça e vá ao seu encontro. Deus queira, repetimos, que só assim, com a sua boa ajuda, se salva um sector que anda pelos becos da amargura.
Foi com o intuito de colher alguns frutos que aquela gente da CNA, da pequena agricultura, como quiseram evidenciar, veio por aí abaixo e subiu por aí acima, passe a redundância.
Com a UE e a sua política tida como causadora de muitas das desgraças actuais - eles o disseram -, com os governantes em estranha desgovernação - continuaram -, era alguma a esperança de levar uma mão cheia de promessas, mas partiram, talvez, de bolsos pouco mais que vazios, pouco menos que cheios de coisa nenhuma.
Mas vieram e protestaram, que a fala ainda não paga imposto e a democracia assim o permite.
Se foi rentável esta deslocação, só mais tarde se saberá. Adivinha-se, no entanto, que os lucros são escassos, tal como acontece no seu dia a dia.
Deram um passeio e isso é já uma espécie de paga. Curta, muito curta, para as suas muitas necessidades e reclamações. Ver Lisboa com os olhos de quem sente a terra a fugir-lhe dos pés não é nada agradável, mas sempre dá para mirar uma ou outra vistaça, que no campo não aparece, em movimento, em ruas e mais ruas, carros e mais carros, prédios e mais prédios e gente, só gente, que não diz "bom dia", não dá um ar da sua graça. Mas é gente, isso é de certeza.
Hoje veio a lavoura à capital. Deus queira que a capital dela se não esqueça e vá ao seu encontro. Deus queira, repetimos, que só assim, com a sua boa ajuda, se salva um sector que anda pelos becos da amargura.
quarta-feira, 25 de março de 2009
Dos postos às lojas do Correios
Já lá vai o tempo em que os velhos postos e estações dos Correios apenas tratavam daquilo que a esse sector dizia respeito, fazendo apenas algumas incursões pela banca e pelos pagamentos. Pequenas, como aquela que existia em Oliveira de Frades, na única Praça com tal nome, a de Luís Bandeira, onde toda a gente se cruzava, sempre com um cumprimento na ponta da língua, antes de, pomposamente, se instalar na Rua Luís de Camões, eram, indo além dessas funções, também um encontro e reencontro com todo o mundo: com poucos telefones, com raros jornais, sem qualquer assomo de Internet - nem o mais atrevido futurologista se atrevia a falar disso! - ali se recebiam as notícias, boas e más, as verdades e os desenganos. Ali desembocavam todos os rios e ribeiros do universo, que era tão grande quanto isso. Pouco mais, pensava-se.
Com o andar dos tempos, essas casas alargaram o seu âmbito de acção e hoje são um autêntico supermercado, que só não tem sabão, petróleo ao litro, vinho ao quartilho, queijo com e sem casca, broa, panos ao metro. Mas ali se encontram livros, lotaria, CD, canetas, lembranças, dinheiro aos montes, do real e do de papel, certificados de aforro, moeda que vai e vem, correio azul, verde, sem marca, logo branco, poucos faxes, menos telegramas e, acredite-se, nem um aerograma, o que é o melhor dos sinais: acabou a guerra, a do Ultramar, há anos, há muitos anos, graças a Deus...
É isto uma força nova, um agarrar de oportunidades diferentes, quando as tradicionais se esgotam, é isto um exemplo para o mundo empresarial: se deixa de haver quem compre o que se tem no balcão, engoda-se a clientela com produtos que melhor os colem, mais os fidelize. Importante é tê-los em fila, de etiqueta na mão, a aguardar vez, ordeiramente e com os olhos a girarem por tudo quanto seja montra. É, deste modo atrevido, uma publicidade eficiente e uma espera pró-activa, claro, para os Correios, que, numa mata sem cão, todos os gatos servem.
Interessa é vender. E esta gente mostra ter a matéria em dia. Parabéns, por isso, que a saudade das velhas Estações, por melhores recordações que nos tragam, não alimentam o corpo e, numa altura de crises atrás de crises, as estratégias mais aguerridas dão sempre resultado.
A inércia, aqui, pode matar. A lucidez para levar a novos passos é boa conselheira e os seus efeitos positivos, ao que parece, estão à vista.
Com o andar dos tempos, essas casas alargaram o seu âmbito de acção e hoje são um autêntico supermercado, que só não tem sabão, petróleo ao litro, vinho ao quartilho, queijo com e sem casca, broa, panos ao metro. Mas ali se encontram livros, lotaria, CD, canetas, lembranças, dinheiro aos montes, do real e do de papel, certificados de aforro, moeda que vai e vem, correio azul, verde, sem marca, logo branco, poucos faxes, menos telegramas e, acredite-se, nem um aerograma, o que é o melhor dos sinais: acabou a guerra, a do Ultramar, há anos, há muitos anos, graças a Deus...
É isto uma força nova, um agarrar de oportunidades diferentes, quando as tradicionais se esgotam, é isto um exemplo para o mundo empresarial: se deixa de haver quem compre o que se tem no balcão, engoda-se a clientela com produtos que melhor os colem, mais os fidelize. Importante é tê-los em fila, de etiqueta na mão, a aguardar vez, ordeiramente e com os olhos a girarem por tudo quanto seja montra. É, deste modo atrevido, uma publicidade eficiente e uma espera pró-activa, claro, para os Correios, que, numa mata sem cão, todos os gatos servem.
Interessa é vender. E esta gente mostra ter a matéria em dia. Parabéns, por isso, que a saudade das velhas Estações, por melhores recordações que nos tragam, não alimentam o corpo e, numa altura de crises atrás de crises, as estratégias mais aguerridas dão sempre resultado.
A inércia, aqui, pode matar. A lucidez para levar a novos passos é boa conselheira e os seus efeitos positivos, ao que parece, estão à vista.
terça-feira, 24 de março de 2009
As maratonas da vida
Lisboa viveu, no passado domingo, com bastante sol exterior e interior, um ambiente de festa, em redor dumas sapatilhas, de roupas de muitas cores, de diálogos paralelos, de montra política, de verdade desportiva, sem árbitros, na sua já conhecida meia Maratona, a que se associou uma versão mais ligeira, tal como saia de Verão, a mini corrida.
Com a Ponte 25 de Abril como local de partida, com o Tejo lá no fundo e Lisboa no horizonte próximo, bem mais perto, aliás, dos atletas de alta competição, a uma distância enorme para todos aqueles milhares que ali foram para se divertirem e, talvez, se mostrarem, associou-se desporto e convívio, ao mesmo tempo que se deitou mão a causas sociais, o que é altamente relevante.
Na vida, são inúmeras as maratonas, disputadas dia a dia, taco a taco, numa luta por vezes ferozmente desigual: há quem as dispute de uma forma menos aberta, porque existem, dizem as más línguas, resultados viciados à partida. A transparência e o rigor, a verdade e a consciência nem sempre se sentam à mesma mesa. Lamenta-se que assim aconteça, mas disso ainda não conseguimos fugir.
Mas eu sei também que a maioria das pessoas deseja uma competição leal, franca e cristalina, o que faz do desporto e da vida um hino à alegria e ao entusiasmo que lhe devemos dedicar.
Por exemplo, neste preciso momento, conheço alguém que, na pura essência da entrega às causas em que se mete e na definição clara dos objectivos que traça para si e para os outros, se encontra perante mais um grande desafio: a exigência e a limpidez dos processos fazem dela uma vencedora, também agora, quando está à frente do computador a olhar para a meta com uma enorme vontade.
Sei e acredito que vai sair vitoriosa desta grande maratona que tem pela frente, hoje e nas edições que se vão seguir. A coragem e o trabalho fazem prever uma subida ao pódio, que muitos desejamos. Força, então!...
Com a Ponte 25 de Abril como local de partida, com o Tejo lá no fundo e Lisboa no horizonte próximo, bem mais perto, aliás, dos atletas de alta competição, a uma distância enorme para todos aqueles milhares que ali foram para se divertirem e, talvez, se mostrarem, associou-se desporto e convívio, ao mesmo tempo que se deitou mão a causas sociais, o que é altamente relevante.
Na vida, são inúmeras as maratonas, disputadas dia a dia, taco a taco, numa luta por vezes ferozmente desigual: há quem as dispute de uma forma menos aberta, porque existem, dizem as más línguas, resultados viciados à partida. A transparência e o rigor, a verdade e a consciência nem sempre se sentam à mesma mesa. Lamenta-se que assim aconteça, mas disso ainda não conseguimos fugir.
Mas eu sei também que a maioria das pessoas deseja uma competição leal, franca e cristalina, o que faz do desporto e da vida um hino à alegria e ao entusiasmo que lhe devemos dedicar.
Por exemplo, neste preciso momento, conheço alguém que, na pura essência da entrega às causas em que se mete e na definição clara dos objectivos que traça para si e para os outros, se encontra perante mais um grande desafio: a exigência e a limpidez dos processos fazem dela uma vencedora, também agora, quando está à frente do computador a olhar para a meta com uma enorme vontade.
Sei e acredito que vai sair vitoriosa desta grande maratona que tem pela frente, hoje e nas edições que se vão seguir. A coragem e o trabalho fazem prever uma subida ao pódio, que muitos desejamos. Força, então!...
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