Com uma ponta de egoísmo, sinto-me bem por viver numa terra - Oliveira de Frades - que tem um pouco de tudo e pode até ser apontada como exemplo de um modelo de desenvolvimento de sucesso. A dois passos, cruza-a o A25, no seu seio tem uma potente zona industrial, que, com menor ou maior dificuldade, lá vai resistindo à crise. Desemprego é vocábulo aqui não muito comum. Progresso, apreciamo-lo um pouco por todo o lado. Ar de sucesso também. Com tais ingredientes, este meu recanto, sem ser um oásis, há muito tempo que deixou de ser um sítio atrás do sol-posto...
Sinto-me bem por isso.
Ao aproveitar recursos, soube agarrar ainda as energias renováveis, alavancou algumas iniciativas de boas práticas em turismo, não perdeu a pedalada da avicultura, muito embora tenha desperdiçado grande parte de sua agricultura, qual sinal dos tempos...
Numa outra vertente, pegou em equipamentos que lhe conferem um razoável estilo de vida e um pendor cultural que também nos agrada, sobretudo o seu Museu, uma preciosidade de se lhe tirar o chapéu e o vigor associativo que se nota aquém e além.
Perto do mar e a apresentar como pontos altos e fortes as elevações do Caramulo e da Gralheira,
com a minha Serra do Ladário pelo meio, tem nos Rios Vouga, Alfusqueiro, Teixeira, Águeda e o meu Eirô, outros motivos de interesse.
Com as antas de Antelas - a mais rara jóia da pintura rupestre mundial - e de Arca, além de muitas outras, como imagens de um património que nos enche de orgulho, aqui há de tudo, para se contemplar e, mais do que isso, para se viver intensamente.
Estes são tópicos para um Portugal melhor.
Mas se não virmos avançar a barragem de Ribeiradio, se não assistirmos ao arranque de um sistema de saúde capaz e moderno, se não concretizarmos o apoio consequente à terceira idade, se não olharmos a sério para a sustentabilidade ambiental, se o QREN não deixar concluir as obras de saneamento básico em falta, se a justiça teima em não descolar da cepa torta, ainda não podemos dizer que é plena a nossa satisfação.
Se nunca o será, que, ao menos, se aproxime do seu ponto acessível e possível, o que ainda não acontece, como se pode deduzir destas linhas.
Com dois actos eleitorais em vista, um do foro nacional, outro à esfera local, é chegada a hora de todos assumirem as suas responsabilidades. Se assim for, Portugal e a minha terra serão bem melhores, o que se saudará com entusiasmo e alegria.
Assim venha a ser conseguido este nosso desejo e anseio!
Eis então mais uns dados para um Portugal melhor
terça-feira, 7 de julho de 2009
quinta-feira, 2 de julho de 2009
Apoio ao combate à leucemia
Depois de uns tempos de paragem, este regresso acontece numa altura em que andam agitadas as águas políticas - que se amanhem! - e serenas as da solidariedade activa e altamente construtiva. Por um lado, por uma intensa e altuísta acção de Duarte Lima, a Associação Portuguesa contra a Leucemia teve hoje um dia muito especial - o seu.
Quanto são importantes estes movimentos, todos nós o sabemos. Mas poucos têm o arrojo e o discernimento para lhe dar corpo e os colocar em velocidade cruzeiro. Duarte Lima conseguiu esse feito e, agora, os doentes com esta terrível patologia podem respirar um pouco e ter uma acrescida esperança em conseguir a cura tão ansiosamente desejada. Honra lhe seja por isso!
Sem poder partilhar o movimento de tudo dar até à medula, por razões de idade, daqui nos associamos a tão generosa atitude que a televisão nacional tão bem divulgou.
Quando olhamos para estes gestos, vem-me sempre à memória a lembrança de meu irmão que, tratado com especial cuidado, durante cerca de uma década no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, de 1966 a 1975, não conseguiu vencer o flagelo de um cancro que o levou aos catorze anos, mas que nunca mais abandonou a sua família, tal a força que mostrou durante todo esse tempo... Para quem tudo lhe deu nessa prestigiada unidade de saúde de então, vai o meu profundo agradecimento, extensivo a minha família que, nessa cidade e por aqui, foi incansável, assim como todos os nossos amigos e vizinhos.
É por tudo isto que estas campanhas têm, para mim, um significado muito especial.
Quero, assim, enviar ao Duarte Lima e seus companheiros de caminhada um forte abraço e um comovido agradecimento.
Englobo neste sentimento todos aqueles que olham para o outro com esta atenção. Assim, ao Pedro Miguel Rocha que, amanhã, vai apresentar o seu " Juntos temos poder ", também não posso deixar de felicitar e desejar, em nome da AMI, os maiores êxitos e venturas, que bem merece ser assim distinguido, tão nobre foi este acto de escrever um livro para o ofertar a essa prestigiada instituição - a AMI.
É com estas acções que se faz um mundo novo. Nunca com aquelas que hoje aconteceram na Assembleia da República, uma vergonha das vergonhas que, às vezes, nos incomodam.
Mas, essas, que se esqueçam!
Agora, vivam os bons exemplos, estes que aqui apontei!
Quanto são importantes estes movimentos, todos nós o sabemos. Mas poucos têm o arrojo e o discernimento para lhe dar corpo e os colocar em velocidade cruzeiro. Duarte Lima conseguiu esse feito e, agora, os doentes com esta terrível patologia podem respirar um pouco e ter uma acrescida esperança em conseguir a cura tão ansiosamente desejada. Honra lhe seja por isso!
Sem poder partilhar o movimento de tudo dar até à medula, por razões de idade, daqui nos associamos a tão generosa atitude que a televisão nacional tão bem divulgou.
Quando olhamos para estes gestos, vem-me sempre à memória a lembrança de meu irmão que, tratado com especial cuidado, durante cerca de uma década no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, de 1966 a 1975, não conseguiu vencer o flagelo de um cancro que o levou aos catorze anos, mas que nunca mais abandonou a sua família, tal a força que mostrou durante todo esse tempo... Para quem tudo lhe deu nessa prestigiada unidade de saúde de então, vai o meu profundo agradecimento, extensivo a minha família que, nessa cidade e por aqui, foi incansável, assim como todos os nossos amigos e vizinhos.
É por tudo isto que estas campanhas têm, para mim, um significado muito especial.
Quero, assim, enviar ao Duarte Lima e seus companheiros de caminhada um forte abraço e um comovido agradecimento.
Englobo neste sentimento todos aqueles que olham para o outro com esta atenção. Assim, ao Pedro Miguel Rocha que, amanhã, vai apresentar o seu " Juntos temos poder ", também não posso deixar de felicitar e desejar, em nome da AMI, os maiores êxitos e venturas, que bem merece ser assim distinguido, tão nobre foi este acto de escrever um livro para o ofertar a essa prestigiada instituição - a AMI.
É com estas acções que se faz um mundo novo. Nunca com aquelas que hoje aconteceram na Assembleia da República, uma vergonha das vergonhas que, às vezes, nos incomodam.
Mas, essas, que se esqueçam!
Agora, vivam os bons exemplos, estes que aqui apontei!
terça-feira, 23 de junho de 2009
Eleições: tudo ao molho e fé em Deus
Com dois actos eleitorais em disputa, um com marcação com selo do Primeiro-Ministro - as autarquias - e outro da responsabilidade do Presidente da República - as legislativas - , está aberto mais um eventual fosso entre estes dois pólos. Se, no primeiro caso, se defende que cada eleição tenha um dia em exclusivo, no segundo, começa de fervilhar a ideia de que tudo se pode juntar, em nome da poupança...
Pessoalmente e por razões de essência democrática, por força de dar voz separada a quem assim a deve ter, inclinamo-nos para dois momentos, claramente distintos, que isto de falar de poder local nada tem a ver com o grande vozeirão nacional. Em cada esquina, haverá uma proposta, que só é coberta, em muitos casos, pelos partidos por assim ter de ser, em nome da facilidade processual. Mas o que se avalia é a ideia, é o projecto, é a convicção do conhecimento próximo e pessoal. Quanto às legislativas, o caso muda de figura, para se centrar nos figurões: os nomes televisivos, que todos os dias nos entram pela porta dentro. São duas lógicas em confronto, pelo que não podem ser amalgamadas num caldeirão único, por mais que queiramos poupar uns cêntimos. A dignidade da democracia, repetimo-lo, não se pode medir por essa bitola do colchão, ou do travesseiro. Tem os seus custos e um deles é este de lhe conferir um espaço e um tempo próprio!...
Quando se pensa (queremos que assim não aconteça) juntar tudo num mesmo saco e esperar que desse molho incaracterístico saiam os melhores resultados, por menos dinheiro, é confundir ainda mais as nossas gentes, que têm o direito de fazer escolhas com calma e serenidade.
Se estamos mais distantes da área governamental que da presidência, somos levados a esta aparente discordância por defendermos, acima de tudo, a possibilidade de escolher sempre, e na devida altura, os nossos representantes.
Por acaso, este ano fez aparecer três actos eleitorais. Coincidência de calendário, que não anulação da democracia. Se, por outra hipótese, tivessem sido objecto de um outro tempo, nada destas confusões estariam a acontecer. Pensemos assim e deixemos de lado a esfera dos números. Poupemo-los noutras rubricas, nunca no exercício do mais puro direito e dever: o de votar, sabendo para quê e para quem, sem quaisquer dúvidas ou engulhos.
Tudo ao molho e fé Deus? Não, Senhor Presidente, por favor!
Pessoalmente e por razões de essência democrática, por força de dar voz separada a quem assim a deve ter, inclinamo-nos para dois momentos, claramente distintos, que isto de falar de poder local nada tem a ver com o grande vozeirão nacional. Em cada esquina, haverá uma proposta, que só é coberta, em muitos casos, pelos partidos por assim ter de ser, em nome da facilidade processual. Mas o que se avalia é a ideia, é o projecto, é a convicção do conhecimento próximo e pessoal. Quanto às legislativas, o caso muda de figura, para se centrar nos figurões: os nomes televisivos, que todos os dias nos entram pela porta dentro. São duas lógicas em confronto, pelo que não podem ser amalgamadas num caldeirão único, por mais que queiramos poupar uns cêntimos. A dignidade da democracia, repetimo-lo, não se pode medir por essa bitola do colchão, ou do travesseiro. Tem os seus custos e um deles é este de lhe conferir um espaço e um tempo próprio!...
Quando se pensa (queremos que assim não aconteça) juntar tudo num mesmo saco e esperar que desse molho incaracterístico saiam os melhores resultados, por menos dinheiro, é confundir ainda mais as nossas gentes, que têm o direito de fazer escolhas com calma e serenidade.
Se estamos mais distantes da área governamental que da presidência, somos levados a esta aparente discordância por defendermos, acima de tudo, a possibilidade de escolher sempre, e na devida altura, os nossos representantes.
Por acaso, este ano fez aparecer três actos eleitorais. Coincidência de calendário, que não anulação da democracia. Se, por outra hipótese, tivessem sido objecto de um outro tempo, nada destas confusões estariam a acontecer. Pensemos assim e deixemos de lado a esfera dos números. Poupemo-los noutras rubricas, nunca no exercício do mais puro direito e dever: o de votar, sabendo para quê e para quem, sem quaisquer dúvidas ou engulhos.
Tudo ao molho e fé Deus? Não, Senhor Presidente, por favor!
sexta-feira, 12 de junho de 2009
A minha tropa e o Ronaldo
Quase década e meia antes de Cristiano Ronaldo ter nascido, andei eu pela Madeira, em trajes militares e civis, porque ali me chamou o serviço militar obrigatório e quase universal. Ligado ao então BII 19, instalaram-me lá em cima numa espécie de dependência da Força Aérea, a pouca distância do Pico de Barcelos, mas este do Funchal, esclareça-se.
O Verão de 1972, numa ilha bem diferente do que é hoje, foi ali passado, entre o quartel e as piscinas do Lido, as esplanadas à beira-mar, as costas do norte e do sul, desde o Caniçal ao Porto Moniz. Naqueles paraísos, até o futuro, daí a meses, pouco nos preocupava. Moçambique e o M'Cito, lá onde o comboio marcava o rimo e as horas, sendo mensageiro e local de trabalho, nem sequer eram imaginados.
De Ronaldo ninguém falava e mesmo o Dr. João Jardim, que tem um estilo em que me não revejo de maneira nenhuma, mas uma obra que admiro e respeito, nunca dele ouvira falar. Os noventa e quatro milhões de euros de hoje, pagos por Cristiano, comparados com os noventa escudos que, mensalmente, ali nos caíam nos bolsos, são qualquer coisa de um outro mundo. Até aquelas terras, trinta e sete anos depois, nada têm a ver com os tempos que ali vivemos.
Pelo meio, andámos nós, militares da CC 4941, nas escaldantes paragens de um mundo onde Deus parecia nunca ter chegado, mas que a muitos de nós amparou com Suas mãos, algures entre Tete e a Beira, com Moatize, Caldas Xavier, o nosso M' Cito, Doa, Mutara, Rio Zambeze e Sena entre as muitas localidades que se nos tornaram familiares. Durante mais de dois anos, a vida teve ali um interregno, duro, doloroso, mas real.
Quis o destino que, no passado dia 11, nos tivéssemos reunido, em sentida confraternização e convívio, na Quinta do Pinheiro, meio caminho entre Alcobaça e a Nazaré. Neste vivo e revivificante reencontro, senti saudades do Capitão Brás Pinto, do Soares, do Freitas, do Malheiro e de todos aqueles que só estão connosco em pensamento e recordação, que a morte os levou para sempre.
Creiam que, ali, me esqueci de Ronaldo e da vida de hoje. Praticamente sem querer, só me sentia transportado a 1972-1974, à Madeira e a esse imenso Moçambique, um tempo sem tempo que me coube enquanto jovem e português. Relembrei Zeca Afonso e as conversas à mesa em redor de um outro mundo, que estava sempre em choque com aquele que nos puseram à frente. Não esqueci o gozo que nos dava conspirar todos os dias, ainda que nalguns deles comessem, ali mesmo, agentes da DGS/PIDE, em trânsito.
Dia a dia, de 1972 a 1974, muito ali se criticou o regime, tanto que Brás Pinto teve de ir prestar esclarecimentos a uma ZOT de Tete, que sempre mostrava a sua preocupação com o ambiente que no M'Cito se vivia.
Mas foi esse espírito que, animando-nos, nos dava força para alimentar o sonho de um dia regressar.
E assim aconteceu, como se demonstrou neste regresso simbólico a África, no dia 11 deste mês.
Um abraço amigo para todos aqueles que, comigo, estiveram no M'Cito, para calcorrear milhares e milhares de quilómetros em comboio, com os olhos nas cargas críticas que seguiam para Cabora Bassa e o coração ao largo...
Eterna saudade para quem, sendo dos nossos, já ali não pôde estar. Até sempre.
O Verão de 1972, numa ilha bem diferente do que é hoje, foi ali passado, entre o quartel e as piscinas do Lido, as esplanadas à beira-mar, as costas do norte e do sul, desde o Caniçal ao Porto Moniz. Naqueles paraísos, até o futuro, daí a meses, pouco nos preocupava. Moçambique e o M'Cito, lá onde o comboio marcava o rimo e as horas, sendo mensageiro e local de trabalho, nem sequer eram imaginados.
De Ronaldo ninguém falava e mesmo o Dr. João Jardim, que tem um estilo em que me não revejo de maneira nenhuma, mas uma obra que admiro e respeito, nunca dele ouvira falar. Os noventa e quatro milhões de euros de hoje, pagos por Cristiano, comparados com os noventa escudos que, mensalmente, ali nos caíam nos bolsos, são qualquer coisa de um outro mundo. Até aquelas terras, trinta e sete anos depois, nada têm a ver com os tempos que ali vivemos.
Pelo meio, andámos nós, militares da CC 4941, nas escaldantes paragens de um mundo onde Deus parecia nunca ter chegado, mas que a muitos de nós amparou com Suas mãos, algures entre Tete e a Beira, com Moatize, Caldas Xavier, o nosso M' Cito, Doa, Mutara, Rio Zambeze e Sena entre as muitas localidades que se nos tornaram familiares. Durante mais de dois anos, a vida teve ali um interregno, duro, doloroso, mas real.
Quis o destino que, no passado dia 11, nos tivéssemos reunido, em sentida confraternização e convívio, na Quinta do Pinheiro, meio caminho entre Alcobaça e a Nazaré. Neste vivo e revivificante reencontro, senti saudades do Capitão Brás Pinto, do Soares, do Freitas, do Malheiro e de todos aqueles que só estão connosco em pensamento e recordação, que a morte os levou para sempre.
Creiam que, ali, me esqueci de Ronaldo e da vida de hoje. Praticamente sem querer, só me sentia transportado a 1972-1974, à Madeira e a esse imenso Moçambique, um tempo sem tempo que me coube enquanto jovem e português. Relembrei Zeca Afonso e as conversas à mesa em redor de um outro mundo, que estava sempre em choque com aquele que nos puseram à frente. Não esqueci o gozo que nos dava conspirar todos os dias, ainda que nalguns deles comessem, ali mesmo, agentes da DGS/PIDE, em trânsito.
Dia a dia, de 1972 a 1974, muito ali se criticou o regime, tanto que Brás Pinto teve de ir prestar esclarecimentos a uma ZOT de Tete, que sempre mostrava a sua preocupação com o ambiente que no M'Cito se vivia.
Mas foi esse espírito que, animando-nos, nos dava força para alimentar o sonho de um dia regressar.
E assim aconteceu, como se demonstrou neste regresso simbólico a África, no dia 11 deste mês.
Um abraço amigo para todos aqueles que, comigo, estiveram no M'Cito, para calcorrear milhares e milhares de quilómetros em comboio, com os olhos nas cargas críticas que seguiam para Cabora Bassa e o coração ao largo...
Eterna saudade para quem, sendo dos nossos, já ali não pôde estar. Até sempre.
quarta-feira, 10 de junho de 2009
Menos e mais
Sem gostar de andar armado em classificador de gentes de que sei sempre pouco, porque outros têm o dever de, neste dia 10 de Junho, distinguir e voltar a distinguir, vou cair, não sei por que carga de água, na tentação de espalhar mais e menos, tendo em conta a minha cabeça e só a minha cabeça. Ei-los:
Mais - Luís de Camões, Aníbal Cavaco Silva, Paulo Rangel, Manuela Ferreira Leite, José Eduardo Betencourt, Nuno Melo, Miguel Portas(...), Basquetebol do SLB, Meteorologia e a chuva, Força Aérea Brasileira e demais entidades envolvidas na operação 33o, incluindo a França e seus apoiantes, Luís Vasconcelos, Oliveira de Frades, pela excelente sinalização toponímica que está a colocar na sua vila, ex-Provedor da Justiça.
Menos - José Sócrates, Vital Moreira, Víctor Constâncio, Paulo Pereira Cristóvão, Luís Filipe Vieira, Carlos Queiroz, cidade de S. Pedro do Sul, tão nova e tão fraquinha, mesmo que ainda ande de chupeta, ou quase não tenha nascido(...), Assembleia da República no seu todo.
Assim-assim - António Carlos Figueiredo, S. Pedro do Sul, porque não quis perder a oportunidade de ser um citadino com cara de quem só veste esta fatiota porque o QREN assim o exige(...)
A razar a trave - Telmo Antunes, Vouzela, por não se calar face ao intrigante enredo que, em Lafões, minou o sector da saúde(...)
Nem sim, nem sopas - Os portugueses que não quiseram votar, porque eles lá sabem qual a razão que os levou a ficar em casa.
Haverá mais, talvez...
Mais - Luís de Camões, Aníbal Cavaco Silva, Paulo Rangel, Manuela Ferreira Leite, José Eduardo Betencourt, Nuno Melo, Miguel Portas(...), Basquetebol do SLB, Meteorologia e a chuva, Força Aérea Brasileira e demais entidades envolvidas na operação 33o, incluindo a França e seus apoiantes, Luís Vasconcelos, Oliveira de Frades, pela excelente sinalização toponímica que está a colocar na sua vila, ex-Provedor da Justiça.
Menos - José Sócrates, Vital Moreira, Víctor Constâncio, Paulo Pereira Cristóvão, Luís Filipe Vieira, Carlos Queiroz, cidade de S. Pedro do Sul, tão nova e tão fraquinha, mesmo que ainda ande de chupeta, ou quase não tenha nascido(...), Assembleia da República no seu todo.
Assim-assim - António Carlos Figueiredo, S. Pedro do Sul, porque não quis perder a oportunidade de ser um citadino com cara de quem só veste esta fatiota porque o QREN assim o exige(...)
A razar a trave - Telmo Antunes, Vouzela, por não se calar face ao intrigante enredo que, em Lafões, minou o sector da saúde(...)
Nem sim, nem sopas - Os portugueses que não quiseram votar, porque eles lá sabem qual a razão que os levou a ficar em casa.
Haverá mais, talvez...
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Dia da Criança
Nada melhor do que, ao evocar este dia, começar com palavras grandes a recordação de quem, sendo pequenino, é para nós de um tamanho incomensurável: VIVA A CRIANÇA!
Recuando no tempo, anos e anos, vêm-nos à memória a lembrança de quem fomos, o orgulho de quem nos sucedeu, a alegria das meninas e meninos que povoam o nosso mundo, que hoje é bem melhor que o nosso, mas também a angústia de sabermos que, em lados demais, se regrediu, se andou para trás, se atropelam as crianças, se matam os seus sonhos, se amputam os seus desejos, se cava mesmo a sua antecipada sepultura.
Nesta terra de terríveis opostos, o Dia da Criança é muito pouco para o muito que, em seu favor, tem de ser feito. Sendo um grito de alerta, vale isso mesmo. Mas é pouco. Se a festa alegra, a inércia angustia, destrói.
Hoje, 1 de Junho, VIVA A CRIANÇA, mas sempre e em todo o lado!
Recuando no tempo, anos e anos, vêm-nos à memória a lembrança de quem fomos, o orgulho de quem nos sucedeu, a alegria das meninas e meninos que povoam o nosso mundo, que hoje é bem melhor que o nosso, mas também a angústia de sabermos que, em lados demais, se regrediu, se andou para trás, se atropelam as crianças, se matam os seus sonhos, se amputam os seus desejos, se cava mesmo a sua antecipada sepultura.
Nesta terra de terríveis opostos, o Dia da Criança é muito pouco para o muito que, em seu favor, tem de ser feito. Sendo um grito de alerta, vale isso mesmo. Mas é pouco. Se a festa alegra, a inércia angustia, destrói.
Hoje, 1 de Junho, VIVA A CRIANÇA, mas sempre e em todo o lado!
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Uma excepção na justiça portuguesa
Começo esta crónica com uma declaração de interesses: até prova em contrário, sou um crítico acérrimo do sistema judicial português e não vejo nele qualquer sinal de grande confiança, sentindo mesmo que caminha de mal para pior. Temo as consequências que, resultante desta constatação, podem vir para a minha terra, o meu país, os meus concidadãos. Abertamente, não creio que a nossa justiça seja aquele primor de organização e instituição que sempre me tentaram fazer ver e aceitar.
Mas, como em tudo, há poderosas excepções, o que, talvez, confirme esta triste regra. Uma delas é esta: em Oliveira de Frades, aqui bem à beirinha do A 25 e não no fim do mundo, há uma Juíza, assim mesmo, com total toque de cargo feminino, que prima pela boa educação e pelo respeito por quem ali vai em busca de decisões, ou mesmo de consensos e acordos.
Quando, por qualquer motivo, não pode dar seguimento aos actos inerentes à sua nobre função, tem o cuidado de chamar todos os intervenientes, a quem explica, tim-tim por tim-tim, as causas de tal anomalia.
Tiro-lhe, por isso, o meu chapéu, apontando este modelo de funcionamento como uma boa pratica a seguir pelos seus sisudos(as) colegas, que, em casos semelhantes, se fecham em copas, enviando um seco recado por qualquer um(a) de seus(suas) funcionários(as), sem um simples pedido de desculpas.
Porque esta Juíza sente que tem gente à sua frente, porta-se à altura do mundo das relações civilizadas, o que só a dignifica e, por arrasto, muito prestigia esse combalido reino da nossa justiça.
Humanizar os serviços é um dever e um código que cabem bem nas sebentas de quem tem por missão tratar das coisas do direito. Mas há mil e um de seus agentes directos e altamente responsáveis que nunca assumiram patavina destes ensinamentos - o que se lamenta e se condena com todas as letras.
Esta Juíza, pelo menos por duas vezes - tantas como aquelas que presenciei - deixou esta sonora lição. Parabéns, por isso. Nunca esmoreça quanto a esta matéria: aquelas pessoas, que por ali se amontoam ( outro aspecto a corrigir ), não esquecem a consideração que, sendo-lhes devida, só com V.Exa tem sido conseguida!
Se há mais destes bons exemplos, ainda bem. Mas, então, tenho o azar de conhecer estes e só estes...
Mas, como em tudo, há poderosas excepções, o que, talvez, confirme esta triste regra. Uma delas é esta: em Oliveira de Frades, aqui bem à beirinha do A 25 e não no fim do mundo, há uma Juíza, assim mesmo, com total toque de cargo feminino, que prima pela boa educação e pelo respeito por quem ali vai em busca de decisões, ou mesmo de consensos e acordos.
Quando, por qualquer motivo, não pode dar seguimento aos actos inerentes à sua nobre função, tem o cuidado de chamar todos os intervenientes, a quem explica, tim-tim por tim-tim, as causas de tal anomalia.
Tiro-lhe, por isso, o meu chapéu, apontando este modelo de funcionamento como uma boa pratica a seguir pelos seus sisudos(as) colegas, que, em casos semelhantes, se fecham em copas, enviando um seco recado por qualquer um(a) de seus(suas) funcionários(as), sem um simples pedido de desculpas.
Porque esta Juíza sente que tem gente à sua frente, porta-se à altura do mundo das relações civilizadas, o que só a dignifica e, por arrasto, muito prestigia esse combalido reino da nossa justiça.
Humanizar os serviços é um dever e um código que cabem bem nas sebentas de quem tem por missão tratar das coisas do direito. Mas há mil e um de seus agentes directos e altamente responsáveis que nunca assumiram patavina destes ensinamentos - o que se lamenta e se condena com todas as letras.
Esta Juíza, pelo menos por duas vezes - tantas como aquelas que presenciei - deixou esta sonora lição. Parabéns, por isso. Nunca esmoreça quanto a esta matéria: aquelas pessoas, que por ali se amontoam ( outro aspecto a corrigir ), não esquecem a consideração que, sendo-lhes devida, só com V.Exa tem sido conseguida!
Se há mais destes bons exemplos, ainda bem. Mas, então, tenho o azar de conhecer estes e só estes...
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