Ao entrar nas instalações da CARRIS, em Santo Amaro-Lisboa, agora renovadas e arejadas e mais funcionais, dei de caras com uma apelativa exposição de material diverso: como devorador compulsivo de tudo quanto seja informação, fui direitinho a esses papéis, muito mais apetecíveis, para mim, claro, que toda a panóplia de nova comunicação que tudo invade e tudo submerge.
Como papel é isso mesmo, sem quaisquer outras classificações, torna-se mais apetecível se o seu conteúdo tiver força de atracção e poder de nos prender, sem mais demoras: foi o que ali aconteceu.
Por entre aquela parafernália de dados e informações, " A próxima página é a melhor paragem" entrou-me, de imediato, pelos olhos dentro. Descobri então uma ideia genial: extractos de livros para "Ler entre linhas", que me parecem uma iniciativa de sucesso e um bom chamariz e apelo à necessidade de, no meio de dois pontos da cidade, ler e voltar a ler.
Qual escola móvel, esta funciona a contento de todos: valoriza esta empresa de transportes e acrescenta cultura aos seus passageiros.
Parabéns por esta medida e que ela frutifique por tudo quanto é sítio.
Dica do dia
Cidadão do mundo na capital, não esqueci a minha terra, essa magia que tem cada vez mais encanto e que bem é capaz de empreendimentos arrojados(...) ao estilo deste - o que relatámos atrás - e doutros.
Se Lisboa é a nossa cidade, Oliveira de Frades é o motor que nos faz mover: aquelas energias, meio mar, meio serra, são tudo e muito mais. Vindas para ficar, por estarem entranhadas no nosso próprio BI, as forças que dali emanam andam sempre connosco.
Hoje, ao pensar que cada amanhã poderá ser melhor, sobretudo depois de termos ao nosso alcance a Barragem de Ribeiradio, foi desta obra que me lembrei para alavancar desenvolvimento e continuar a esperança de um torrão com vida e energias próprias.
Saltou-me à memória, desde logo, a beleza ímpar daquele Vale do Vouga e as suas águas. Vi-as então a crescer e a semearem encanto.
Pensei na "varanda" que o meu amigo Acácio, o da Papelaria Correia, ali tem, em terreno e casa para beneficiar, como um local para quem goste de admirar a natureza e acordar com os pés à beira da água e os olhos na imensidão da futura albufeira.
Ao contemplar esse sonho de um tempo que pode estar próximo, dei uma saltada à Nossa Senhora Dolorosa, vi um largo e um quase Santuário, admirei-o, de novo, quis ganhar estaleca para subir à descoberta da Serra do Ladário e não resisti à chamada do meio-dia. Sentei-me numa mesa da Churrasqueira Ribeiro e ali saboreei mais alguns dos pitéus da nossa região.
Servido a preceito, aí fui eu monte acima, à procura de antas e miradouros, deixando-me espraiar pelo Oceano que tão bem se contempla lá do alto, no Pico das Cruzes ou na aldeia de Lameirolongo.
A Barragem de 2013, o mar de sempre, eis quanto nos podem dar estas terras.
Aparecer é um dever e um prazer.
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
sábado, 12 de dezembro de 2009
Sugestões
Se o tempo continuar como está hoje, com um sol a valer, não muito quente, mas agradável, deixo aqui uma sugestão para um passeio familiar ou para um grupo de amigos: uma visita a Oliveira de Frades, ao seu Museu Municipal, porque vale a pena ser esmiuçado de alto a baixo.
Bem colocadas, as suas peças e obras entram pelos olhos dentro, constituindo uma saborosa viagem pela história e enografia locais.
Se vierem com tempo - e após um contacto com a Câmara Municipal, é quase obrigatório espreitar a Anta pintada de Antelas, provavelmente um dos maiores tesouros europeus de arte rupestre contínua e a resistir aos milénios, desde que o génio indecifrável dos nossos antepassados ali deixou aquele primor de uma dádiva que não tem preço: é simplesmente admirável.
Porque a cultura anda de mão dada com a gastronomia, se vier a uma sexta-feira, não parta sem degustar o mais regional dos pratos caseiros, um feijão com couves e carne de porco, no Restaurante Cantinho, na Feira, nesta vila, que faz voltar vezes sem conta para repetir a dose e levar para casa.
De ânimo cheio e estômago aconchegado, dê um salto ao Caramulo, passando pela Anta de Arca e pela aldeia da Bezzerreira, a beleza serrana, por excelência. Com essse vasto horizonte no seu olhar e armário de recordações duradouras, delicie-se com o magnífico Museu do Caramulo, convivendo com os automóveis de sempre, mas - importante e a não perder! - não pode ir embora sem se demorar na sua colecção de arte, desde a antiguidade ao presente-passado muito próximo, o de Picasso, por exemplo.
Um dia, ao regressar a estas paragens, vai descobrir mundos de encantar.
Tentaremos falar deles, sempre que a vontade de os desvendar nos invada o nosso canto das ideias a partilhar.
Quando vier, leva uma carrada de saudades.
Bem colocadas, as suas peças e obras entram pelos olhos dentro, constituindo uma saborosa viagem pela história e enografia locais.
Se vierem com tempo - e após um contacto com a Câmara Municipal, é quase obrigatório espreitar a Anta pintada de Antelas, provavelmente um dos maiores tesouros europeus de arte rupestre contínua e a resistir aos milénios, desde que o génio indecifrável dos nossos antepassados ali deixou aquele primor de uma dádiva que não tem preço: é simplesmente admirável.
Porque a cultura anda de mão dada com a gastronomia, se vier a uma sexta-feira, não parta sem degustar o mais regional dos pratos caseiros, um feijão com couves e carne de porco, no Restaurante Cantinho, na Feira, nesta vila, que faz voltar vezes sem conta para repetir a dose e levar para casa.
De ânimo cheio e estômago aconchegado, dê um salto ao Caramulo, passando pela Anta de Arca e pela aldeia da Bezzerreira, a beleza serrana, por excelência. Com essse vasto horizonte no seu olhar e armário de recordações duradouras, delicie-se com o magnífico Museu do Caramulo, convivendo com os automóveis de sempre, mas - importante e a não perder! - não pode ir embora sem se demorar na sua colecção de arte, desde a antiguidade ao presente-passado muito próximo, o de Picasso, por exemplo.
Um dia, ao regressar a estas paragens, vai descobrir mundos de encantar.
Tentaremos falar deles, sempre que a vontade de os desvendar nos invada o nosso canto das ideias a partilhar.
Quando vier, leva uma carrada de saudades.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Europa e Copenhaga
O meu Rio, o do Eirô, pertinho do A25, meio caminho entre Aveiro e Viseu - 40/40 Km - já mostrou que a tradição de haver cheias antes do Natal ainda anda a razar parte dos tempos de antigamente: dizia, no passado, que, para bem ser, tinha este de rebentar pelas costuras três vezes e trepar o Cortelho, galgar as duas pequenas pontes, fazendo-se ver e ouvir, como convém.
Este ano, já ameaçou uma só vez, mas, mesmo assim, muito longe dessas suas épocas douradas. Se assim é, anda mouro pela costa. É por este e outros motivos que estou a olhar para Copenhaga com esperança e sabida apreensão: se, por um lado, penso que dali, daquela Conferência, podem sair sinais que salvem, enquanto é tempo, o nosso planeta, por outro, receio bem que outros interesses mais imediatos, mais mesquinhos se sobreponham ao bom senso.
Dividido entre estes dois mundos antagónicos, o da crença no futuro e o da entrega ao abismo, por teimosia e descaramento, por desprezo para com os nossos vindouros, continuo vivamente expectante. Mas sinceramente céptico, tenho de o confessar.
Aqui, neste concelho de Oliveira de Frades, onde as energias alternativas têm campo largo e onde a Martifer diz como se devem escrever essas páginas, até já tive o imenso prazer de ver renascer, aí pela terceira vez, a Barragem de Ribeiradio, a que se acrescenta a da Ermida. Estes dois investimentos ficam a dever-se à acção da citada Martifer, de mãos dadas com a EDP.
Se assim acontecesse por todo o mundo, talvez este quadro negro de um ambiente desconjuntado e em farrapos nunca tivesse ido tão longe. É para travar este panorama que está a decorrer, em Copenhaga, este encontro mundial.
Com um novo Tratado de Lisboa já em vigor, com outras alavancas mais, bem pode ser que dali saia fum0 branco. Mas só se os homens assim o quiserem e, sem esse passo, nada feito.
Se ali persistir a cegueira, o meu Rio do Eirõ pode não encher pelo Natal.
Nem outros. Nem outros. Nem outros. Nem outros e muitos mais.
Este ano, já ameaçou uma só vez, mas, mesmo assim, muito longe dessas suas épocas douradas. Se assim é, anda mouro pela costa. É por este e outros motivos que estou a olhar para Copenhaga com esperança e sabida apreensão: se, por um lado, penso que dali, daquela Conferência, podem sair sinais que salvem, enquanto é tempo, o nosso planeta, por outro, receio bem que outros interesses mais imediatos, mais mesquinhos se sobreponham ao bom senso.
Dividido entre estes dois mundos antagónicos, o da crença no futuro e o da entrega ao abismo, por teimosia e descaramento, por desprezo para com os nossos vindouros, continuo vivamente expectante. Mas sinceramente céptico, tenho de o confessar.
Aqui, neste concelho de Oliveira de Frades, onde as energias alternativas têm campo largo e onde a Martifer diz como se devem escrever essas páginas, até já tive o imenso prazer de ver renascer, aí pela terceira vez, a Barragem de Ribeiradio, a que se acrescenta a da Ermida. Estes dois investimentos ficam a dever-se à acção da citada Martifer, de mãos dadas com a EDP.
Se assim acontecesse por todo o mundo, talvez este quadro negro de um ambiente desconjuntado e em farrapos nunca tivesse ido tão longe. É para travar este panorama que está a decorrer, em Copenhaga, este encontro mundial.
Com um novo Tratado de Lisboa já em vigor, com outras alavancas mais, bem pode ser que dali saia fum0 branco. Mas só se os homens assim o quiserem e, sem esse passo, nada feito.
Se ali persistir a cegueira, o meu Rio do Eirõ pode não encher pelo Natal.
Nem outros. Nem outros. Nem outros. Nem outros e muitos mais.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Uma nova Europa
Nem de propósito: depois de praticamente um mês de ausência deste recanto de reflexão e de exposição dos nossos sentimentos, o regresso dá-se no momento em que a União Europeia ganhou um novo fôlego, quando a República Checa, finalmente, acaba de assinar o Tratado de Lisboa!... Feliz coincidência, grande salto na vida de todos nós: esta é uma outra "Europa", aquela que se vai continuar a construir sob um manto diferente, talvez mais profundo, provavelmente mais a caminho de qualquer coisa de novo, novo, de certeza, mas desconhecido quanto baste!
Um baque no computador, que me era familiar, levou-me a esta fuga de contacto com o mundo. Como a minha mestria no manuseamento destas máquinas não é nada por aí além, aquela falta da caixa que tanto me tem acompanhado deu-me cabo da mioleira. Notícias, só aquelas que os outros me traziam, poucas descobertas por mim mesmo, a partir das teclas que agora tenho de novo à minha frente: ao ver que há Tratado de Lisboa, da nossa Lisboa, sinto-me um cidadão com sorte.
Nascido sete anos antes do Tratado de Roma e cerca de 365 dias a antecederem o Tratado CECA, nestas décadas, muitas, as mudanças apareceram aos trambolhões: vi juntarem-se países atrás de países neste imenso projecto comum, assisti aos tempos áureos da adesão de Portugal e da Espanha, vi cair o Muro de Berlim, senti a emoção de ver caminhar para aqui, para a UE, aquelas nações saídas do Império Soviético, admirei Jacques Delors, aprecio a força de Durão Barroso e, agora, vejo o nome da minha capital no edifício legislativo desta nossa Casa. Sou, na realidade, um europeu com sorte, porque vou ter a oportunidade de acompanhar uma ideia-obra que agora tem mais pernas para andar.
Que se vá em frente, assim o desejo!
Um baque no computador, que me era familiar, levou-me a esta fuga de contacto com o mundo. Como a minha mestria no manuseamento destas máquinas não é nada por aí além, aquela falta da caixa que tanto me tem acompanhado deu-me cabo da mioleira. Notícias, só aquelas que os outros me traziam, poucas descobertas por mim mesmo, a partir das teclas que agora tenho de novo à minha frente: ao ver que há Tratado de Lisboa, da nossa Lisboa, sinto-me um cidadão com sorte.
Nascido sete anos antes do Tratado de Roma e cerca de 365 dias a antecederem o Tratado CECA, nestas décadas, muitas, as mudanças apareceram aos trambolhões: vi juntarem-se países atrás de países neste imenso projecto comum, assisti aos tempos áureos da adesão de Portugal e da Espanha, vi cair o Muro de Berlim, senti a emoção de ver caminhar para aqui, para a UE, aquelas nações saídas do Império Soviético, admirei Jacques Delors, aprecio a força de Durão Barroso e, agora, vejo o nome da minha capital no edifício legislativo desta nossa Casa. Sou, na realidade, um europeu com sorte, porque vou ter a oportunidade de acompanhar uma ideia-obra que agora tem mais pernas para andar.
Que se vá em frente, assim o desejo!
sábado, 10 de outubro de 2009
Obama, Machado e as eleições
Com a atribuição do Prémio Nobel da Paz a Barack Obama, em sinal de reconhecimento e, mais do que isso, como um grito de esperança urgente e necessária, cumpriu-se um dever de cidadania: ao distinguir as convicções, mais do que a prática que ainda não teve tempo de fazer germinar uma nova ordem mundial, foi do futuro que se falou e foi do amanhã que se tratou. Se ontem vieram dos EUA sinais de desencanto, agora os sinos parecem entoar um cântico novo e foi esta esperada melodia que o Nobel da Paz quis significar.
Pesa sobre Obama uma outra responsabilidade, a acrescentar à luz que tem feito irradiar: este Prémio diz-lhe que o Mundo espera uma política nova, uma outra postura e um outro olhar. É isso que todos desejamos. Entretanto, meu caro Obama, os meus parabéns, idos de uma pessoa que tanto te estima e admira...
Mas, enquanto festejas este galardão, o meu amigo António Machado, que vive num recanto do mundo que os EUA nem sonham, à beira do Vau, limites de Oliveira de Frades, vive envolto no desgosto enorme de se ver acorrentado a uma pulseira electrónica, que lhe tolhe os passos e o entusiasmo, porque teve a pouca sorte de, há anos, quando o IP5 tinha alguns problemas, colidir com uma viatura de que resultou a morte de vítimas indefesas, que me merecem todo o respeito e consideração. Nesse dia fatídico, o azar, o terrível infortúnio bateu à porta de todos, nesse momento de dor.
Se a morte ceifou vidas, ninguém mais apaga a pressão que isso exerce sobre quem, ido na estrada, talvez tenha provocado - ou tenha sido interveniente nesse acidente -, o que muito o martiriza, sei-o eu de fonte limpa. Mas a justiça dos homens, ao condená-lo assim, mais agrava esse seu sofrimento, essa mágoa que, eternamente, lhe bate à porta.
Para o amigo Machado, vai o meu abraço de solidariedade e de muita amizade, sem pôr em causa a tristeza que, também imortal, se abate sobre os familiares das vítimas dessa dupla tragédia.
Ontem, quando nos cruzámos, nuns minutos de abertura das tão dolorosas restrições, bem me veio à memória o valor supremo da liberdade e da paz, que Obama tanto defende.
Por assim ser, falei hoje de Obama e do Machado, por mais estranho que pareça! Mas, na minha visão, uma e outra destas perspectivas se cruzam e se interligam.
Tal como a realização, amanhã, das eleições autárquicas que são um ponto alto na história democrática do meu querido país. Merecem, por isso, esta referência à parte e um desejo de que os meus compatriotas expressem, de viva voz, o que lhe vai na alma, votando.
Só assim se cumpre a cidadania e se constrói uma terra adulta.
E a minha já atingiu a maioridade, que quero, amanhã, ver fortalecida.
Pesa sobre Obama uma outra responsabilidade, a acrescentar à luz que tem feito irradiar: este Prémio diz-lhe que o Mundo espera uma política nova, uma outra postura e um outro olhar. É isso que todos desejamos. Entretanto, meu caro Obama, os meus parabéns, idos de uma pessoa que tanto te estima e admira...
Mas, enquanto festejas este galardão, o meu amigo António Machado, que vive num recanto do mundo que os EUA nem sonham, à beira do Vau, limites de Oliveira de Frades, vive envolto no desgosto enorme de se ver acorrentado a uma pulseira electrónica, que lhe tolhe os passos e o entusiasmo, porque teve a pouca sorte de, há anos, quando o IP5 tinha alguns problemas, colidir com uma viatura de que resultou a morte de vítimas indefesas, que me merecem todo o respeito e consideração. Nesse dia fatídico, o azar, o terrível infortúnio bateu à porta de todos, nesse momento de dor.
Se a morte ceifou vidas, ninguém mais apaga a pressão que isso exerce sobre quem, ido na estrada, talvez tenha provocado - ou tenha sido interveniente nesse acidente -, o que muito o martiriza, sei-o eu de fonte limpa. Mas a justiça dos homens, ao condená-lo assim, mais agrava esse seu sofrimento, essa mágoa que, eternamente, lhe bate à porta.
Para o amigo Machado, vai o meu abraço de solidariedade e de muita amizade, sem pôr em causa a tristeza que, também imortal, se abate sobre os familiares das vítimas dessa dupla tragédia.
Ontem, quando nos cruzámos, nuns minutos de abertura das tão dolorosas restrições, bem me veio à memória o valor supremo da liberdade e da paz, que Obama tanto defende.
Por assim ser, falei hoje de Obama e do Machado, por mais estranho que pareça! Mas, na minha visão, uma e outra destas perspectivas se cruzam e se interligam.
Tal como a realização, amanhã, das eleições autárquicas que são um ponto alto na história democrática do meu querido país. Merecem, por isso, esta referência à parte e um desejo de que os meus compatriotas expressem, de viva voz, o que lhe vai na alma, votando.
Só assim se cumpre a cidadania e se constrói uma terra adulta.
E a minha já atingiu a maioridade, que quero, amanhã, ver fortalecida.
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Luto por um amigo
Conheci o Eng. Falcão e Cunha em caminhadas jornalísticas e autárquicas. Habituei-me a estimá-lo e a admirá-lo, até por ser natural do meu distrito, ele de Mangualde, eu de Oliveira de Frades, duas terras unidas por outro traço comum: a industrialização a tempo e horas, ou quando tal foi possível e desejável.
Percorremos vários trajectos na companhia de outro amigo, infelizmente também já desaparecido: João Maia. Juntos, orgulhamo-nos daquilo que fizemos. Mas, no meu caso especial, em relação ao Eng. Falcão e Cunha, que agora nos deixou - o que lastimo e muito me dói - tenho de confessar que lhe devo um nó do então IP 5, hoje A25. Passo a relatar: essa via, em Reigoso, teimosamente, não previa qualquer ligação directa. Face ao descontentamento geral, estes três e muitos outros juntaram-se e o nó nasceu e cá está, forte, sólido, útil e importante, a servir duas zonas industriais e um montão de gente que muito agradece este melhoramento.
Mas, agora, depois de a notícia ter corrido mundo, via comunicação social, é a tristeza que me invade: o Eng. Falcão e Cunha morreu. Paz à sua alma e sentidos pêsames a toda a sua família.
Portugal está mais pobre. Mas a minha sede do concelho já o perpetuou para sempre, em rotunda que ostenta o seu nome, porque aqui a gratidão tem raízes e sabe honrar quem desta terra se não esquece.
Por estar de luto, eis aqui este desabafo. Dedico-o ao Eng. Falcão e Cunha, um amigo que perdi, um exemplo de homem que recordarei eternamente.
Percorremos vários trajectos na companhia de outro amigo, infelizmente também já desaparecido: João Maia. Juntos, orgulhamo-nos daquilo que fizemos. Mas, no meu caso especial, em relação ao Eng. Falcão e Cunha, que agora nos deixou - o que lastimo e muito me dói - tenho de confessar que lhe devo um nó do então IP 5, hoje A25. Passo a relatar: essa via, em Reigoso, teimosamente, não previa qualquer ligação directa. Face ao descontentamento geral, estes três e muitos outros juntaram-se e o nó nasceu e cá está, forte, sólido, útil e importante, a servir duas zonas industriais e um montão de gente que muito agradece este melhoramento.
Mas, agora, depois de a notícia ter corrido mundo, via comunicação social, é a tristeza que me invade: o Eng. Falcão e Cunha morreu. Paz à sua alma e sentidos pêsames a toda a sua família.
Portugal está mais pobre. Mas a minha sede do concelho já o perpetuou para sempre, em rotunda que ostenta o seu nome, porque aqui a gratidão tem raízes e sabe honrar quem desta terra se não esquece.
Por estar de luto, eis aqui este desabafo. Dedico-o ao Eng. Falcão e Cunha, um amigo que perdi, um exemplo de homem que recordarei eternamente.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Belém: fumo houve, fogo não sei...
De vez em quando, nisto de eleições, saem umas pedradas, a meio do caminho, que podem ferir muitas e boas cabeças. Foi assim no passado, aconteceu agora e tal não deixará de suceder no futuro, citando La Palisse. A edição deste ano teve o seu epicentro em Belém e os estragos recaíram sobre um assessor (o fumo), não se sabendo a dimensão do fogo que por ali anda a corroer a mobília e a, talvez, abeirar-se, perigosamente, das pessoas.
Dissemos há dias que os tempos não iam bons. Descobre-se, com esta demissão, que o nosso medo tinha(tem) toda a razão de ser. Afinal, esse fogo, de que se não conhecem os contornos, nem está circunscrito, existe mesmo. Só que o Comandante-Mor das operações - por quem nutrimos uma enorme simpatia e nos inspira toda a confiança - não há maneira de desfiar a meada em que tudo sito se tornou. Diz querer fazê-lo depois das eleições, quando os cacos e os destroços já andarem por aí a carpir mágoas de todo o tamanho. Nessa altura, para uns será tarde demais, para outros, a saber a doce mel, teremos o tempo das palmas talvez não merecidas. Isto é, para sermos assim-assim, nem claros, nem obscuros: nesta contenda toda, há forças políticas que já esfregam as mãos e outras que começam de torcer as orelhas, mas é pouco o sangue vital que por ali corre...
Tal como outrora, por força de destinos que se escrevem sempre com vítimas e vitoriosos, desta feita também do agora Inquilino de Belém nasceu a sina já conhecida - a influência, quer queiramos, quer não, nos resultados eleitorais, prevendo-se, salvo algum forte vento contrariador, as mesmas tendências...
Esperando ainda algum esclarecimento adicional e tranquilizador, a minha esperança ainda não morreu, apesar de estar agonizante, entre a vida e a morte.
Mas, em tempo de vindimas, até ao lavar dos cestos temos safra.
A ver vamos...
Dissemos há dias que os tempos não iam bons. Descobre-se, com esta demissão, que o nosso medo tinha(tem) toda a razão de ser. Afinal, esse fogo, de que se não conhecem os contornos, nem está circunscrito, existe mesmo. Só que o Comandante-Mor das operações - por quem nutrimos uma enorme simpatia e nos inspira toda a confiança - não há maneira de desfiar a meada em que tudo sito se tornou. Diz querer fazê-lo depois das eleições, quando os cacos e os destroços já andarem por aí a carpir mágoas de todo o tamanho. Nessa altura, para uns será tarde demais, para outros, a saber a doce mel, teremos o tempo das palmas talvez não merecidas. Isto é, para sermos assim-assim, nem claros, nem obscuros: nesta contenda toda, há forças políticas que já esfregam as mãos e outras que começam de torcer as orelhas, mas é pouco o sangue vital que por ali corre...
Tal como outrora, por força de destinos que se escrevem sempre com vítimas e vitoriosos, desta feita também do agora Inquilino de Belém nasceu a sina já conhecida - a influência, quer queiramos, quer não, nos resultados eleitorais, prevendo-se, salvo algum forte vento contrariador, as mesmas tendências...
Esperando ainda algum esclarecimento adicional e tranquilizador, a minha esperança ainda não morreu, apesar de estar agonizante, entre a vida e a morte.
Mas, em tempo de vindimas, até ao lavar dos cestos temos safra.
A ver vamos...
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