Se às três é de vez, desta feita apenas podemos falar em duas situações. Mas a sua sequência mostra que o Museu Grão Vasco, em Viseu, é um bom laboratório e viveiro para a carreira de quem quer singrar na vida. Primeiro, Dalila Rodrigues saiu desta casa e foi dirigir o MNAA. Agora, calhou a sorte a António Filipe Pimentel, que fez as malas e aí vai de abalada para a casa lisboeta, uma espécie de céu museológico a que todos aspiram.
Como diz o "Público", aqui temos mais um profissional com uma grande ambição, mas, acescentamos nós, com uma lacuna de vulto: a veia para a gestão. Acreditamos, no entanto, que a sua experiência profissional e académica possa ultrapassar aquilo que a Ministra não viu em Paulo Henriques, se tal argumento não tiver sido a poeira para os olhos com que, frequentemente, somos brindados.
Mas, com esta partida de terras de Viriato para a Capital, pela parte que nos toca, ficamos algo agradecidos. Afinal, ao menos, servimos para gerar gente que salta do interior para a Casa Grande, aquela que, em carreira, todos desejam.
Tememos é que tal ida cheire a muito passsageiro, porque a longevidade daquele cargo não é presságio de nada de bom: Dalila viu-se forçada a abandoná-lo, com muita pena nossa; Paulo Henriques, idem-idem.
Resta saber quais são as cenas seguintes do livro que agora se reinicia. Se Deus quiser, aqui estaremos, então, para o saber.
Cá por mim, que de História também sou, MNAA, uf!, nunca: não tenho vocação para fechar e abrir portas vezes demais.
Ao novo Director, apesar de tudo, boa sorte!
Resta esperar para descobrir quem está a caminho de Viseu, que o seu Museu, sendo bom viveiro, não pode ser visto como uma qualquer rectaguarda para Directores em trânsito, uma espécie de comarca de ingresso, daquelas de antigamente.
Se nos agrada que a escolha tenha recaído em quem viveu de perto com "Grão-Vasco", esta constatação não augura nada de bom. É que Dalila Rodrigues teve o triste destino que se conhece e, como agora, os prazos também foram água-vai, bem pode acontecer que Pimentel não aqueça o lugar.
Está visto que a Arte Antiga não se dá muito bem com esta "modernice" de nomeações: por dá cá aquela palha lá se pira o Director pela porta pequena, para não falarmos numa outra "corrida" qualquer...
Ou há ali uma grande pedra no sapato, ou aquela Casa tem enguiço.
De História sou eu, mas, uf!, ali nunca poria os pés
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Haiti
Num dia destes, de grande tristeza e comoção, só um palavra nos ocorre: solidariedade.
Perante aqueles cenários de morte, destruição e horror, só essa ideia, a da solidariedade activa, nos motiva.
Olhemos para o Haiti com atenção.
Elevemos o nosso pensamento por quem partiu para sempre.
Saibamos cuidar dos vivos com o carinho e cuidados de que precisam e tanto merecem.
Partamos em seu auxílio.
Testemunhemos o nosso apreço por quem está a ir para o terreno e para quem pensa em fazê-lo.
Apelemos à Comunidade Mundial no sentido de dar tudo sem olhar a meios, ou pedir qualquer coisa em troca.
Nós, que vemos a vida na dimensão eterna, é para Deus que nos voltamos. Que Ele ajude toda aquela gente que tanto sofre!
Perante aqueles cenários de morte, destruição e horror, só essa ideia, a da solidariedade activa, nos motiva.
Olhemos para o Haiti com atenção.
Elevemos o nosso pensamento por quem partiu para sempre.
Saibamos cuidar dos vivos com o carinho e cuidados de que precisam e tanto merecem.
Partamos em seu auxílio.
Testemunhemos o nosso apreço por quem está a ir para o terreno e para quem pensa em fazê-lo.
Apelemos à Comunidade Mundial no sentido de dar tudo sem olhar a meios, ou pedir qualquer coisa em troca.
Nós, que vemos a vida na dimensão eterna, é para Deus que nos voltamos. Que Ele ajude toda aquela gente que tanto sofre!
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Neve e chuva alimentam rios
Este Inverno tem-nos trazido um pouco de tudo. Envergando vestes de outrora, trajado a rigor de capote e capucha, ora aparece com um frio de rachar, ora se verte todo em águas-mil, ora nos brinda com um poderoso manto de neve tão branca que faz doer os olhos, ora deixa escapar uns raios de sol, ora bufa, assanhado, por todos os lados, ora grita desmedidamente, quase a meter medo, ora se esgueira de nós sem dizer palavra e aí vai cedinho para a cama, fugindo por entre as águas do mar, para voltar, de novo, no dia seguinte com o seu ar de improviso, por mais que se esforcem os homens em querer ler a sua sina...
Hoje mesmo e nos dias imediatamente anteriores, todas estas sensações se entranharam nas nossas vidas, com particular interesse. Por aquilo que vimos, o planeta terra ainda tem algumas boas reservas, que convém não desperdiçar, para que se conservem tal como sempre foram: estações do ano, à antiga e à maneira de nossos queridos e saudosos avós.
Dicas do dia
Nas andanças da vida, melhor, na necessidade de ter o carro em ordem, tivemos de ir a Tondela, lá em baixo, onde o vale de Besteiros se apresenta senhor de si mesmo: plano, aprazível, cheio de barro preto e muita arte e até uma povoação que tem nome de África, mas fica ali a dois passos do centro de mais uma das nossas novas cidades. Com Marrocos no seu património, um concelho assim é sempre mais rico e mais cosmopolita.
Feita esta visita europeia e "africana", chegou a hora do almoço e lá fomos nós, aí pela décima vez, até à "Varanda do Criz". Coube-nos em sorte um saboroso coelho estufado, envolvido na maior das surpresas: um Rio, aquele, o Criz, cheio que nem um ovo, melhor, que ovo partido com a força que imanava do seu interior, porque as suas águas inundavam as margens, quase abafavam a porta do moinho, ouvindo-se dizer que, em sete anos, aquela era uma enchente de se lhe tirar o chapéu.
Com as suas fontes a serem a chuva e a neve caramulana "derretida", a quererem caminhar para o mar, via Dão e Mondego, um Rio assim vale a pena ser visto e lembrado.
Por mim, não vou esquecer tão depressa o espectáculo que me foi dado apreciar daquela "Varanda" especial...
Prometo voltar, de certeza.
Hoje mesmo e nos dias imediatamente anteriores, todas estas sensações se entranharam nas nossas vidas, com particular interesse. Por aquilo que vimos, o planeta terra ainda tem algumas boas reservas, que convém não desperdiçar, para que se conservem tal como sempre foram: estações do ano, à antiga e à maneira de nossos queridos e saudosos avós.
Dicas do dia
Nas andanças da vida, melhor, na necessidade de ter o carro em ordem, tivemos de ir a Tondela, lá em baixo, onde o vale de Besteiros se apresenta senhor de si mesmo: plano, aprazível, cheio de barro preto e muita arte e até uma povoação que tem nome de África, mas fica ali a dois passos do centro de mais uma das nossas novas cidades. Com Marrocos no seu património, um concelho assim é sempre mais rico e mais cosmopolita.
Feita esta visita europeia e "africana", chegou a hora do almoço e lá fomos nós, aí pela décima vez, até à "Varanda do Criz". Coube-nos em sorte um saboroso coelho estufado, envolvido na maior das surpresas: um Rio, aquele, o Criz, cheio que nem um ovo, melhor, que ovo partido com a força que imanava do seu interior, porque as suas águas inundavam as margens, quase abafavam a porta do moinho, ouvindo-se dizer que, em sete anos, aquela era uma enchente de se lhe tirar o chapéu.
Com as suas fontes a serem a chuva e a neve caramulana "derretida", a quererem caminhar para o mar, via Dão e Mondego, um Rio assim vale a pena ser visto e lembrado.
Por mim, não vou esquecer tão depressa o espectáculo que me foi dado apreciar daquela "Varanda" especial...
Prometo voltar, de certeza.
sábado, 2 de janeiro de 2010
Vagueira - Sul
Ontem, quando entrámos no Ano da Biodiversidade, pus-me a olhar o Oceano Atlântico, admirado e apreciado através da costa da Vagueira-Sul, reflectindo na sua riqueza e na necessidade de nós, os seres humanos, reflectirmos sobre as questões do futuro, que tanto nos inquietam e que tão pouco cuidamos.
Ao abrir-se mais este Ano, o de 2010, cabe-nos dar um contributo activo, porque a defesa do nosso meio ambiente não é tarefa anónima, mas um espaço de acção individual, que ninguém pode alienar.
Ao olhar esse imenso Oceano, visto da costa Vagueira-Sul, recordei quantos o sulcaram, dele partindo para o mundo inteiro, em corredores de água e globalização, dedicando-lhes este desabafo pessoal, porque aquele é ...
Mar que nos toca,
Mar pai, mar sustento,
Mar que afaga,
Mar que une e separa,
Mar riqueza e infinito,
Mar medo e aspirações,
Mar português, mar do mundo
Mar da Vagueira, mar da China,
Mar de Belém, mar do Velho do Restelo,
Mar do Japão, mar da Terra Nova,
Mar dos Açores, mar da Madeira,
Mar do Brasil, mar de S. Tomé,
Mar da Guiné, mar de Angola,
Mar de Moçambique, mar de Timor,
Mar de Cabo Verde, mar de Macau,
Mar de mares, mar da eterna Índia,
Mar português, mar do mundo
Mar ouro, mar canela, mar doce, doce mar,
mar mártir, mar escravo,
Mar Vouga, mar Tejo,
Mar água, mar peixe,
Mar caixão, mar memória,
Mar calmaria, mar tormenta,
Mar sal, mar sol, mar estrela,
Mar perto, mar distante,
Mar limite, mar ponte,
Mar de ontem, mar de sempre,
Um abraço, mar meu,
Mar português, mar do mundo
Mar para sempre português e do mundo,
Mar, meu amigo MAR...
Ao abrir-se mais este Ano, o de 2010, cabe-nos dar um contributo activo, porque a defesa do nosso meio ambiente não é tarefa anónima, mas um espaço de acção individual, que ninguém pode alienar.
Ao olhar esse imenso Oceano, visto da costa Vagueira-Sul, recordei quantos o sulcaram, dele partindo para o mundo inteiro, em corredores de água e globalização, dedicando-lhes este desabafo pessoal, porque aquele é ...
Mar que nos toca,
Mar pai, mar sustento,
Mar que afaga,
Mar que une e separa,
Mar riqueza e infinito,
Mar medo e aspirações,
Mar português, mar do mundo
Mar da Vagueira, mar da China,
Mar de Belém, mar do Velho do Restelo,
Mar do Japão, mar da Terra Nova,
Mar dos Açores, mar da Madeira,
Mar do Brasil, mar de S. Tomé,
Mar da Guiné, mar de Angola,
Mar de Moçambique, mar de Timor,
Mar de Cabo Verde, mar de Macau,
Mar de mares, mar da eterna Índia,
Mar português, mar do mundo
Mar ouro, mar canela, mar doce, doce mar,
mar mártir, mar escravo,
Mar Vouga, mar Tejo,
Mar água, mar peixe,
Mar caixão, mar memória,
Mar calmaria, mar tormenta,
Mar sal, mar sol, mar estrela,
Mar perto, mar distante,
Mar limite, mar ponte,
Mar de ontem, mar de sempre,
Um abraço, mar meu,
Mar português, mar do mundo
Mar para sempre português e do mundo,
Mar, meu amigo MAR...
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Até amanhã, não, até 2010
Com a gente do tempo a acertar muito razoalvelmente, apesar das bicadas que "choveram" de Santarém e da Régua por descontentamento dos autarcas locais, este ano de 2009, que trouxe mais enxurradas de problemas que cheias de água, está quase a despedir-se, a partir para sempre e nunca mais voltar. Neste calendário imparável, voltar para trás nunca pode acontecer. Lei universal, esta não tem nada de Descartes. É assim e assim mesmo, porque tem de ser.
Por mais que os homens queiram controlar tudo - e há uns mais dominadores que outros e alguns até intragáveis (...) - houve Quem dissesse, um dia, há horas sem fim, que subsistem domínios que não são acessíveis a ninguém. A marcha do tempo é um deles.
Sendo esta a lógica sem lógica, por estar para além dela, vamos ver 2009 a ir para o cesto dos papéis. Saudades, nem por isso... Desejo de melhores dias, isso sim: com a consciência de que a perfeição é impossível, que um outro tempo nos calhe em sorte, antes de cairmos num qualquer abismo sem fundo.
Deste ponto, que o milagre das novas tecnologias põe ao nosso alcance, vou agora sair.
Antes de acenar com lenços brancos a 2009, o meu maior sonho é que todos possam vir a ter um ano de 2010, aquele que se inicia daqui a horas, a abarrotar de tudo o que mais precisam.
Mas há uma certeza que ninguém deve esquecer: o nosso contributo, pessoal e intransmissível, não se atira para o lado. Fazer um melhor ano depende, assim e também, de cada um de nós.
Com tantos e tão inadiáveis desafios, desde o clima e o ambiente à estafada economia, tudo está à nossa espera.
Voltaremos assim que pudermos. Bem haja por nos terem aturado. Que 2010 apareça com as doses certas, é isso que mais aguardamos.
Um abraço...
Por mais que os homens queiram controlar tudo - e há uns mais dominadores que outros e alguns até intragáveis (...) - houve Quem dissesse, um dia, há horas sem fim, que subsistem domínios que não são acessíveis a ninguém. A marcha do tempo é um deles.
Sendo esta a lógica sem lógica, por estar para além dela, vamos ver 2009 a ir para o cesto dos papéis. Saudades, nem por isso... Desejo de melhores dias, isso sim: com a consciência de que a perfeição é impossível, que um outro tempo nos calhe em sorte, antes de cairmos num qualquer abismo sem fundo.
Deste ponto, que o milagre das novas tecnologias põe ao nosso alcance, vou agora sair.
Antes de acenar com lenços brancos a 2009, o meu maior sonho é que todos possam vir a ter um ano de 2010, aquele que se inicia daqui a horas, a abarrotar de tudo o que mais precisam.
Mas há uma certeza que ninguém deve esquecer: o nosso contributo, pessoal e intransmissível, não se atira para o lado. Fazer um melhor ano depende, assim e também, de cada um de nós.
Com tantos e tão inadiáveis desafios, desde o clima e o ambiente à estafada economia, tudo está à nossa espera.
Voltaremos assim que pudermos. Bem haja por nos terem aturado. Que 2010 apareça com as doses certas, é isso que mais aguardamos.
Um abraço...
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Muita chuva e mais dinheiro
De boina na cabeça para não ser tocado pela chuva, andava este pacato cidadão, em dia de temporal, mais um para a nossa conta, pelas ruas de Vouzela, quando, numa ida à CGD, foi abordado por um outro passante, ou o que quer que seja, talvez até cliente normal daquela casa, que lhe propôs uma tarefa inédita, mas tentadora.
(Se quiser saber mais, aguarde uns minutos...)
É Vouzela uma afamada terra de doçaria divinal, daquela que põe a milhas Tentúgal, ao mesmo tempo que ostenta um legado e um património de primeira água, a começar pela Rua da Ponte e a continuar na vetusta Igreja Românica, sem esquecer uma realidade que ultrapassa muito qualquer hipotética potencialidade, em termos locais e concelhios. Se as palavras são material que o vento leva, só uma visita e outra e outra podem fazer desfrutar aquilo que por ali existe, obra da natureza, ideia genial do homem.
Um pastelinho saboreado no Café Central, com mais uma espreitadela à Igreja da Misericórdia, é bom aperitivo para tudo o que mais vier.
E se notícias quiser, logo em frente tem o "NV", com 75 anos de história e muito mais para lhe dar. Enciclopédia regional, a relatar factos e vidas desde 1935 - comemorando, por isso, as suas Bodas de Diamante neste ano de 2010 - recomenda-se o seu estado de saúde...
De coração satisfeito, agora vamos ao episódio dos tais milhões...
Dicas do Dia
Como dissemos, nas nossas andanças por esta nossa segunda terra, que dali são a mulher e as filhas, para já não falar de outros ternos laços familiares, calhou-nos a sorte de ter ido à CGD, três dias antes do fim do ano, a 29, e de termos sido protagonistas de uma verdadeira história de fazer crescer água na boca.
Ao sairmos daquele estabelecimento bancário e altamente banqueiro - que até paga, com o nosso esforço, sussurrram as más línguas, o próprio BPN ... - topámos um humilde cidadão que pedia uma ajuda, veja-se, para carregar dinheiro que queria depositar.
Bateu-nos no ombro uma vez e outra e, qual pobre desconfiado, quase rejeitámos o apelo por um socorro de que tanto precisava.
Rendidos a tal pressão, ali fomos nós. E, na frente de sua carrinha, por sinal de padeiro, segundo cremos, vimos uma caixona de moedas e moedas de euros vivos. Demos-lhe uma mãozada, duas afinal, tal o peso da carga que ajudámos a levar para dentro da felizarda CGD de Vouzela, cerca das 12 horas e trinta minutos do dia que acima assinalámos.
Apanhados de surpresa com tamanha riqueza dos outros que não nossa, logo fomos ver se o Euromilhões nos tinha trazido igual sorte...
Pura especulação: cada cêntimo daquela trouxada fora para outros que não para quem a carregou.
Uma feijoada, comida no Restaurante " Coração de Lafões ", fez-nos esquecer o esforço feito e acabou por recompensar as energias perdidas.
Mas, creiam, porque somos humanos, os olhos ficaram todos, com óculos e tudo, na massa de cobre e prata ou o que quer que seja, que nos fez pôr os dedos das mãos a doer e estas mais pesadas que chumbo.
Como era de outros, que lhe faça muito bom proveito, sobretudo agora que estamos em maré de desejar Bom Ano Novo. Que assim seja....
(Se quiser saber mais, aguarde uns minutos...)
É Vouzela uma afamada terra de doçaria divinal, daquela que põe a milhas Tentúgal, ao mesmo tempo que ostenta um legado e um património de primeira água, a começar pela Rua da Ponte e a continuar na vetusta Igreja Românica, sem esquecer uma realidade que ultrapassa muito qualquer hipotética potencialidade, em termos locais e concelhios. Se as palavras são material que o vento leva, só uma visita e outra e outra podem fazer desfrutar aquilo que por ali existe, obra da natureza, ideia genial do homem.
Um pastelinho saboreado no Café Central, com mais uma espreitadela à Igreja da Misericórdia, é bom aperitivo para tudo o que mais vier.
E se notícias quiser, logo em frente tem o "NV", com 75 anos de história e muito mais para lhe dar. Enciclopédia regional, a relatar factos e vidas desde 1935 - comemorando, por isso, as suas Bodas de Diamante neste ano de 2010 - recomenda-se o seu estado de saúde...
De coração satisfeito, agora vamos ao episódio dos tais milhões...
Dicas do Dia
Como dissemos, nas nossas andanças por esta nossa segunda terra, que dali são a mulher e as filhas, para já não falar de outros ternos laços familiares, calhou-nos a sorte de ter ido à CGD, três dias antes do fim do ano, a 29, e de termos sido protagonistas de uma verdadeira história de fazer crescer água na boca.
Ao sairmos daquele estabelecimento bancário e altamente banqueiro - que até paga, com o nosso esforço, sussurrram as más línguas, o próprio BPN ... - topámos um humilde cidadão que pedia uma ajuda, veja-se, para carregar dinheiro que queria depositar.
Bateu-nos no ombro uma vez e outra e, qual pobre desconfiado, quase rejeitámos o apelo por um socorro de que tanto precisava.
Rendidos a tal pressão, ali fomos nós. E, na frente de sua carrinha, por sinal de padeiro, segundo cremos, vimos uma caixona de moedas e moedas de euros vivos. Demos-lhe uma mãozada, duas afinal, tal o peso da carga que ajudámos a levar para dentro da felizarda CGD de Vouzela, cerca das 12 horas e trinta minutos do dia que acima assinalámos.
Apanhados de surpresa com tamanha riqueza dos outros que não nossa, logo fomos ver se o Euromilhões nos tinha trazido igual sorte...
Pura especulação: cada cêntimo daquela trouxada fora para outros que não para quem a carregou.
Uma feijoada, comida no Restaurante " Coração de Lafões ", fez-nos esquecer o esforço feito e acabou por recompensar as energias perdidas.
Mas, creiam, porque somos humanos, os olhos ficaram todos, com óculos e tudo, na massa de cobre e prata ou o que quer que seja, que nos fez pôr os dedos das mãos a doer e estas mais pesadas que chumbo.
Como era de outros, que lhe faça muito bom proveito, sobretudo agora que estamos em maré de desejar Bom Ano Novo. Que assim seja....
sábado, 26 de dezembro de 2009
O legado do Natal
Fustigados dias a fio com chuva e vento, que trouxe à costa saloia de Lisboa momentos de tristeza, horror e prejuízos sem fim, para além de outros casos pontuais, mas também com sinais de alerta e preocupação, o dia um depois do Natal 2009 - e é assim que se fazem os calendários, com um ponto de partida como data a celebrar - foi vivido com bastante sol e um céu azul.
As notícias, que nos chegam agora frescas e a toda a hora, deram-nos conta de trabalhos e canseiras por aqueles lados do nosso Oeste, enquanto nós, os felizardos de um Inverno sem estragos, continuamos a abrir garrafas de champanhe e a pensar que a Festa nunca mais pode parar. Mas, neste caso, infelizmente, a verdade não é única, nem universal e aquilo que nos contenta deixa outros carregados de tristeza e sofrimento. Nesta altura, para que lhe mostremos que não estão sós, volvemos também os nossos pensamentos para quem sofre, pensando no tsunami de 2005 e nos estragos que, em 2009, se abateram sobre a região oeste de Torres Vedras e locais das respectivas imediações.
A todos, um fraternal abraço!
Dicas do dia
Familiarmente, coube-me a grande sorte de poder ter a família - aquele núcleo essencial e que tanto amo - junta a mim, por esta época natalícia.
Como o tempo estava convidativo, trouxa na mão, partimos em direcção a Aveiro, que o A25 põe a dois passos. Estrada seca, em vinte minutos, a ria e a cidade dos canais se postaram à nossa frente. Entre Cacia e o "Porto", o tal que não tem clube, mas vive do tráfego marítimo saído e entrado nesta cidade de José Estêvão, está a nascer um pequeno troço de via férrea. Como gostamos de progresso, saudamos esta iniciativa. Achamos, no entanto, que parte encolhida e envergonhada, porque só tem uma via e, ainda pior, nem sequer tem energia eléctrica que faça circular os comboios, o que é falha de palmatória e quebra profunda de visão estratégica. É pena que, em 2009, isto assim aconteça!...
Dada uma curta volta por aquelas bandas, chegou a hora do almoço. Cheios de repastos em centros comerciais, optámos por cheirar a Ria, ali em redor do Rossio e da Praça do Peixe, entrando pelo " Legado da Ria ", onde o serviço e a qualidade gastronómica nos convidaram a regressar.
Com tal opção, ainda tivemos o prazer de passar ao lado de um edifício " Arte Nova ", que, no meio da água e do cheiro à Praça que lhe dá o nome, faz de Aveiro uma terra com marca.
Aquele dia UM depois do Natal de 2009 valeu bem a pena: família reunida, olhos repletos de paisagem e uns assomos de arte, tudo se reuniu para encantar.
E o Restaurante " Legado da Ria " deu mais um ar de sua graça.
Um dia, um tempo qualquer, lá voltarei. Porque o gosto e o olhar assim fazem prescrever tal receita, muito melhor que a que pode vir de qualquer farmácia...
As notícias, que nos chegam agora frescas e a toda a hora, deram-nos conta de trabalhos e canseiras por aqueles lados do nosso Oeste, enquanto nós, os felizardos de um Inverno sem estragos, continuamos a abrir garrafas de champanhe e a pensar que a Festa nunca mais pode parar. Mas, neste caso, infelizmente, a verdade não é única, nem universal e aquilo que nos contenta deixa outros carregados de tristeza e sofrimento. Nesta altura, para que lhe mostremos que não estão sós, volvemos também os nossos pensamentos para quem sofre, pensando no tsunami de 2005 e nos estragos que, em 2009, se abateram sobre a região oeste de Torres Vedras e locais das respectivas imediações.
A todos, um fraternal abraço!
Dicas do dia
Familiarmente, coube-me a grande sorte de poder ter a família - aquele núcleo essencial e que tanto amo - junta a mim, por esta época natalícia.
Como o tempo estava convidativo, trouxa na mão, partimos em direcção a Aveiro, que o A25 põe a dois passos. Estrada seca, em vinte minutos, a ria e a cidade dos canais se postaram à nossa frente. Entre Cacia e o "Porto", o tal que não tem clube, mas vive do tráfego marítimo saído e entrado nesta cidade de José Estêvão, está a nascer um pequeno troço de via férrea. Como gostamos de progresso, saudamos esta iniciativa. Achamos, no entanto, que parte encolhida e envergonhada, porque só tem uma via e, ainda pior, nem sequer tem energia eléctrica que faça circular os comboios, o que é falha de palmatória e quebra profunda de visão estratégica. É pena que, em 2009, isto assim aconteça!...
Dada uma curta volta por aquelas bandas, chegou a hora do almoço. Cheios de repastos em centros comerciais, optámos por cheirar a Ria, ali em redor do Rossio e da Praça do Peixe, entrando pelo " Legado da Ria ", onde o serviço e a qualidade gastronómica nos convidaram a regressar.
Com tal opção, ainda tivemos o prazer de passar ao lado de um edifício " Arte Nova ", que, no meio da água e do cheiro à Praça que lhe dá o nome, faz de Aveiro uma terra com marca.
Aquele dia UM depois do Natal de 2009 valeu bem a pena: família reunida, olhos repletos de paisagem e uns assomos de arte, tudo se reuniu para encantar.
E o Restaurante " Legado da Ria " deu mais um ar de sua graça.
Um dia, um tempo qualquer, lá voltarei. Porque o gosto e o olhar assim fazem prescrever tal receita, muito melhor que a que pode vir de qualquer farmácia...
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