Vagueira, sexta-feira santa. Olhos e ouvidos no mar, mente no ar...
Pela água vou eu,
levo no bolso
um horizonte
e não vou parar.
Andar perdido
no mundo
é sina, é dor
a não carregar.
Ter o céu
como limite,
ir até ele
sem vacilar.
É um desafio,
um imperativo,
um sonho,
um passo a dar.
Pela água vou eu,
sozinho,
mundo além,
quase a cantar
sábado, 23 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Perdi em Portugal, ganhei em Espanha
Ando eu para aqui a defender o meu Benfica, que trazia dois golos no bornal, quando saiu do Porto, e vejo-me na condição de dizer que perdi por incapacidade de jogar melhor que o adversário. Custou-me a roer este resultado, mas o FCP - assumo-o - mereceu passar à final.
Que se tirem as lições que se entenderem, mas o SLB não proporcionou a receita ideal. E, quando assim é, parabéns a quem foi melhor.
Na vizinha Espanha, eu, que sou fã do futebol do Guardiola, daquele Barça fenomenal, tenho de confessar que gostei imenso de ver Mourinho a triunfar.
É a minha costela de português a vir ao de cima e a ficar contente no momento em que Mourinho treina e Ronaldo marca, numa espécie de dois em um para o nosso ego também se sentir bem.
Para andar deprimido, chega-me, aqui no meu cantinho de Oliveira de Frades, o noticiário nacional que vem de Lisboa: "perde" o Benfica, afunda-se o país, sem dinheiro e sem poder.
Uma lástima, estas duas desgraças.
Salvou-me o Mourinho para dormir mais descansado.
Que se tirem as lições que se entenderem, mas o SLB não proporcionou a receita ideal. E, quando assim é, parabéns a quem foi melhor.
Na vizinha Espanha, eu, que sou fã do futebol do Guardiola, daquele Barça fenomenal, tenho de confessar que gostei imenso de ver Mourinho a triunfar.
É a minha costela de português a vir ao de cima e a ficar contente no momento em que Mourinho treina e Ronaldo marca, numa espécie de dois em um para o nosso ego também se sentir bem.
Para andar deprimido, chega-me, aqui no meu cantinho de Oliveira de Frades, o noticiário nacional que vem de Lisboa: "perde" o Benfica, afunda-se o país, sem dinheiro e sem poder.
Uma lástima, estas duas desgraças.
Salvou-me o Mourinho para dormir mais descansado.
terça-feira, 19 de abril de 2011
Tempos difíceis
Acordar hoje com uns pingos de chuva é uma forma de se cumprir um velho ditado popular, que diz que, em Abril, águas mil. Seja.
Só que este inverno deslocado, aqui, neste meu concelho de Oliveira de Frades, vem acompanhado de fortes incertezas quanto ao nosso futuro. Se esta é uma terra onde o trabalho de casa é feito continuamente com gosto e com sucesso - o que parecia um seguro de vida contra todas as crises -, agora sente-se que, apesar das dinâmicas de empreeendedorismo, não se está imune a esse terrível vírus, que, em Lisboa, tem o laboratório principal.
As gentes da troika, uma combinação pesada de técnicos e políticos de tesoura em punho e de coração vazio, podem trazer-nos carradas de desânimo, de turbulência e outras coisas negras demais, se não houver o cuidado e o bom senso de dotar o programa de austeridade de medidas de incentivo à criação de emprego e riqueza.
Sabemos que esta é uma equação difícil de acertar. Mas tudo tem de ser feito nesse sentido.
Cortar nas despesas certas e sabidas, levar a contabilidade negativa só para o sector do trabalho e das pensões, ou para a diminuição do consumo pela via do aumento dos impostos é caminho fácil de descrever. O importante é caldear isso com incentivos que contrariem os efeitos desse pacote forçado e desastroso.
Em Oliveira de Frades, quando o pais correu para todo este desvario, criaram-se postos de trabalho, inovou-se, dotou-se Portugal e o mundo de energias renováveis, fez-se crescer o mercado das exportações com produtos de topo e empresas de vistas largas, pelo que não é justo que, neste momento, se questione tudo quanto foi feito.
Solidários somos nós. Muito mais que a UE que nos acolhe, se aproveita de nós, vendendo-nos tudo o que quer, inventando esquemas de crédito para se adquirir até a lua e, agora, mostra-se mesmo mais dura e inflexível que o próprio papão do FMI. Esta não é a minha UE, sendo que sou um europeísta convicto. Esperava mais humanismo e muito mais justiça equitativa do que aquilo que nos estão a dar.
Cometemos erros de grandezas desmedidas, disso não duvidamos. Mas, com isso, ajudámos a crescer economias como a da Alemanha e outras.
Nestes tempos difíceis, esperamos vozes amigas.
Dispensamos quem venha para nos enterrar ainda mais.
Só que este inverno deslocado, aqui, neste meu concelho de Oliveira de Frades, vem acompanhado de fortes incertezas quanto ao nosso futuro. Se esta é uma terra onde o trabalho de casa é feito continuamente com gosto e com sucesso - o que parecia um seguro de vida contra todas as crises -, agora sente-se que, apesar das dinâmicas de empreeendedorismo, não se está imune a esse terrível vírus, que, em Lisboa, tem o laboratório principal.
As gentes da troika, uma combinação pesada de técnicos e políticos de tesoura em punho e de coração vazio, podem trazer-nos carradas de desânimo, de turbulência e outras coisas negras demais, se não houver o cuidado e o bom senso de dotar o programa de austeridade de medidas de incentivo à criação de emprego e riqueza.
Sabemos que esta é uma equação difícil de acertar. Mas tudo tem de ser feito nesse sentido.
Cortar nas despesas certas e sabidas, levar a contabilidade negativa só para o sector do trabalho e das pensões, ou para a diminuição do consumo pela via do aumento dos impostos é caminho fácil de descrever. O importante é caldear isso com incentivos que contrariem os efeitos desse pacote forçado e desastroso.
Em Oliveira de Frades, quando o pais correu para todo este desvario, criaram-se postos de trabalho, inovou-se, dotou-se Portugal e o mundo de energias renováveis, fez-se crescer o mercado das exportações com produtos de topo e empresas de vistas largas, pelo que não é justo que, neste momento, se questione tudo quanto foi feito.
Solidários somos nós. Muito mais que a UE que nos acolhe, se aproveita de nós, vendendo-nos tudo o que quer, inventando esquemas de crédito para se adquirir até a lua e, agora, mostra-se mesmo mais dura e inflexível que o próprio papão do FMI. Esta não é a minha UE, sendo que sou um europeísta convicto. Esperava mais humanismo e muito mais justiça equitativa do que aquilo que nos estão a dar.
Cometemos erros de grandezas desmedidas, disso não duvidamos. Mas, com isso, ajudámos a crescer economias como a da Alemanha e outras.
Nestes tempos difíceis, esperamos vozes amigas.
Dispensamos quem venha para nos enterrar ainda mais.
terça-feira, 29 de março de 2011
Souto Moura, um ar quente num país frio
Eu, pecador me confesso, não conhecia a obra do Arquitecto Souto Moura. Do nome e da fama que vinha adquirindo, tinha ouvido falar. De seu irmão, também, mas quando ocupou a Procuradoria. Mas dele, deste Prémio "Nobel", pouco, muito pouco do seu trabalho me chegara às mãos, aos olhos e à mente, salvo o Estádio Axa - nome que me irrita - de Braga e, talvez, uma ou outra obra. Tocado por este galardão, senti-me na "obrigação" e gosto de abrir as páginas de seu enorme livro artístico. O que vi, o que me entrou, de imediato, pelos olhos dentro, foi bonito de ver. E estimulante. Numa palavra agora muito em voga: fiquei fã, fã a sério. Como filho de peixe sabe nadar, aqui este ditado, um tanto alterado, vem a propósito, passando a ler-se "filho de mestre(Siza Vieira), nada que se farta", a ponto de, agora, lhe suceder neste troféu e prestígio. Num pais, o nosso, amargurado e curvado sob o peso de um asfixiante clima económico, político e social, cada vez mais grave, sabe bem receber estes tónicos. É assim como que uma óptima lufada de ar quente num campo gelado. Souto Moura trouxe-nos esta alegria e, com ela, em envelope à parte, vem uma mensagem: afinal, não somos tão maus como nos querem pintar. Obrigado, grande artista da arquitectura, que, pela sua modernidade, irá marcar uma época, que o românico, o gótico, o manuelino, o neoclássico são de um outro tempo: este é o de uma nova forma de afirmação, de um novo ser e um novo estar. Registar tudo isto em construção e urbanismo é obra, é mesmo grande obra! Parabéns!
terça-feira, 22 de março de 2011
Isto não anda bem
Aqui, na encosta da Serra do Ladário, entre Aveiro e Viseu, num ponto em que o meu concelho, Oliveira de Frades, quase mostra a sua vertente de transição, começou a chover e a trovejar. O ar primaveril está, assim, a fugir-nos um pouco, esperando-se que por um curto período.
Obviamente que não é isto que me preocupa. Tenho receio, muito receio, do que pode estar para vir a outros níveis: o meu país não pára de sofrer. Perde hoje, não ganha amanhã e tudo cheira a enorme dúvida e confusão.
Se entendo que é tempo de virar a página, tais as peripécias que temos vivido, não deixo de estar apreensivo, muito mesmo.
Sei que, amanhã, se joga muito do nosso futuro próximo na Assembleia da República. Sei que as posições estão nos antípodas de um e de outro lado da barricada e pouco ou nada há a fazer para inverter esse ambiente de incrível crispação.
Sei que os mercados estão sobre nós como gato a bofes. Sei que a UE quer que caiamos na verdade dura do recuo na dívida, mas duvido desta receita que agora nos apresentam e discuto a forma como aqui se chegou.
Sei que é arriscado dar um passo noutra direcção. Sei, no entanto, que prolongar esta agonia também não é remédio que baste. Sei que quero ir para outro lado, mas não sei se esse será o melhor caminho.
Em suma, sei tudo e não sei nada. Seja o que Deus quiser, que os homens falharam de todo!...
Obviamente que não é isto que me preocupa. Tenho receio, muito receio, do que pode estar para vir a outros níveis: o meu país não pára de sofrer. Perde hoje, não ganha amanhã e tudo cheira a enorme dúvida e confusão.
Se entendo que é tempo de virar a página, tais as peripécias que temos vivido, não deixo de estar apreensivo, muito mesmo.
Sei que, amanhã, se joga muito do nosso futuro próximo na Assembleia da República. Sei que as posições estão nos antípodas de um e de outro lado da barricada e pouco ou nada há a fazer para inverter esse ambiente de incrível crispação.
Sei que os mercados estão sobre nós como gato a bofes. Sei que a UE quer que caiamos na verdade dura do recuo na dívida, mas duvido desta receita que agora nos apresentam e discuto a forma como aqui se chegou.
Sei que é arriscado dar um passo noutra direcção. Sei, no entanto, que prolongar esta agonia também não é remédio que baste. Sei que quero ir para outro lado, mas não sei se esse será o melhor caminho.
Em suma, sei tudo e não sei nada. Seja o que Deus quiser, que os homens falharam de todo!...
sábado, 12 de março de 2011
Sem palavras
Desde Fevereiro, esse mês curto, à medida do nosso ordenado e, mesmo assim, com muitos dias a mais, que nos não abeiramos desta banca. Temos o dever de pedir desculpa por tal omissão. Isso aqui fica. Mas, agora que regressamos, vamos ao trabalho:
1 - Temos Presidente novo-velho, reeleito e agora empossado. Veio à Assembleia, em dia solene de baptismo renovado, e barafustou. Não foi cordial? Não. Foi duro? De que maneira... Falou demais? Talvez para o "dia", que não para as necessidades de alguém que seja capaz de dar dois murros na mesa de tanta ilusão, morta em função daquilo que se conhece... Foi o fim de um ciclo? Cremos que sim. Acabou-se o verniz? De todo... Até porque, de partida para Bruxelas, o PM se encarregou de, a machado, aparecer de catana e carro-canhão, ao esconder aquilo que deveria ter confessado, em sinal de constitucionalidade não quebrada... Vêm aí tempestades? Já não há sol que nos anime....
2 - Geração à Rasca, não; um mundo de gente descontente, sim: só assim se compreende o protesto que saiu para as ruas do país, oriundo de um modo desorganizado e inorgânico, neste dia 12 de Março. As multidões que, há pouco vimos na TV, dizem tudo. Ouvi-las é um imperativo de consciência e de governação consciente. Baixar os olhos será sempre o pior dos caminhos.
Não estivemos lá, porque os combustíveis estão caros. Mas, em atitude mental, não perdemos pitada deste movimento que nos põe todos a pensar. Ou, pelo menos, assim deve acontecer.
3 - A comunicação de que os camionistas vão parar é outro sinal incomodativo.
4 - A existência de uma Europa em soluços pressupõe grande constipação, quase pneumonia a caminho de um sufoco total, se não quiser segurar o projecto de sonho que, um dia (e que rica ideia ela foi!) nasceu. Se não agir num todo económico, cai em vão tudo aquilo que for dito. Pegar em pontas não diz nada: precisa-se é de mais acção conjunta, a 27 e não desta forma casuística e calculista...
4 - Mas o que mais nos tira o sono é o que se passa no Japão, onde a natureza ditou as suas poderosas e, neste caso, destruidoras leis. Para todas as vítimas, o nosso pesar. Para aquela gente, que foi dada a conhecer à Europa, pela primeira vez, por portugueses, que a vida continue!
5 - Cheios de incertezas, ainda acreditamos que é possivel esperar dias melhores. Mas, por cada dia de atraso em escolher o melhor caminho, é todo um futuro que se hipoteca.
6 - Dito isto, dêem-se os passos que muitos aguardam, incluindo nós próprios e as "gerações à rasquinha" e tantas elas são!...
1 - Temos Presidente novo-velho, reeleito e agora empossado. Veio à Assembleia, em dia solene de baptismo renovado, e barafustou. Não foi cordial? Não. Foi duro? De que maneira... Falou demais? Talvez para o "dia", que não para as necessidades de alguém que seja capaz de dar dois murros na mesa de tanta ilusão, morta em função daquilo que se conhece... Foi o fim de um ciclo? Cremos que sim. Acabou-se o verniz? De todo... Até porque, de partida para Bruxelas, o PM se encarregou de, a machado, aparecer de catana e carro-canhão, ao esconder aquilo que deveria ter confessado, em sinal de constitucionalidade não quebrada... Vêm aí tempestades? Já não há sol que nos anime....
2 - Geração à Rasca, não; um mundo de gente descontente, sim: só assim se compreende o protesto que saiu para as ruas do país, oriundo de um modo desorganizado e inorgânico, neste dia 12 de Março. As multidões que, há pouco vimos na TV, dizem tudo. Ouvi-las é um imperativo de consciência e de governação consciente. Baixar os olhos será sempre o pior dos caminhos.
Não estivemos lá, porque os combustíveis estão caros. Mas, em atitude mental, não perdemos pitada deste movimento que nos põe todos a pensar. Ou, pelo menos, assim deve acontecer.
3 - A comunicação de que os camionistas vão parar é outro sinal incomodativo.
4 - A existência de uma Europa em soluços pressupõe grande constipação, quase pneumonia a caminho de um sufoco total, se não quiser segurar o projecto de sonho que, um dia (e que rica ideia ela foi!) nasceu. Se não agir num todo económico, cai em vão tudo aquilo que for dito. Pegar em pontas não diz nada: precisa-se é de mais acção conjunta, a 27 e não desta forma casuística e calculista...
4 - Mas o que mais nos tira o sono é o que se passa no Japão, onde a natureza ditou as suas poderosas e, neste caso, destruidoras leis. Para todas as vítimas, o nosso pesar. Para aquela gente, que foi dada a conhecer à Europa, pela primeira vez, por portugueses, que a vida continue!
5 - Cheios de incertezas, ainda acreditamos que é possivel esperar dias melhores. Mas, por cada dia de atraso em escolher o melhor caminho, é todo um futuro que se hipoteca.
6 - Dito isto, dêem-se os passos que muitos aguardam, incluindo nós próprios e as "gerações à rasquinha" e tantas elas são!...
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Terror em dois mundos
Olho para a África mediterrânica, onde predomina o islão, e vejo tudo a ferver. Vi a Tunísia, passei para o Egipto, dei uma volta por outros países e em todos eles descortinei uma revolta/revolução que cheira a efeito de novas tecnologias e muita animação em partir para um mundo diferente.
Mas, ao assistir ao que agora acontece na Líbia, estou cada vez mais preocupado: ali há sangue a mais - e cada gota é sempre de lamentar - e uma vontade de se não sair do lugar, em termos de cúpula. Se assim foi naqueles dois estados, anteriormente citados, o seu fim apressou-se, praticamente. Ali, porém, o caso muda de figura, porque tudo está a descambar para o torto.
E já estamos a pagar o primeiro tributo a essa teimosia em deixar a presidência, que o petróleo não pára de subir.
Entretanto, o mais grave é que, na Líbia, há muita gente nossa em trabalho e muito interesse económico, que, aliás, serviu de alimento a relações políticas nada convenientes... E quando estão vidas em jogo, tudo é muito mais sério.
Que haja o bom senso de deixar seguir a revolução, em nome de um futuro que se deseja bem melhor.
Se aqui são os homens a causar tanto sofrimento, na Nova Zelândia foi a natureza que destruiu, por via de um sismo, bens e, pior que tudo, ceifou vidas, muitas, aliás.
Dói-nos assim a ira dos homens, choramos as consequências daquilo que vem não se sabe de onde, mas, de certeza, de algo que nunca o homem vai controlar.
Para um pouco de desanuviamento, aí estão as "Correntes d'Escrita", onde, a partir de uma frase, se parte em busca da descoberta em cada painel de debate e criatividade. Uma delas é esta: " Falta futuro a quem tem no presente as ambições/passadas" ( Armando Silva Carvalho ).
Fica registada esta máxima. E vale a pena pensar nela, mesmo em tempo de crise e turbulência.
Mas, ao assistir ao que agora acontece na Líbia, estou cada vez mais preocupado: ali há sangue a mais - e cada gota é sempre de lamentar - e uma vontade de se não sair do lugar, em termos de cúpula. Se assim foi naqueles dois estados, anteriormente citados, o seu fim apressou-se, praticamente. Ali, porém, o caso muda de figura, porque tudo está a descambar para o torto.
E já estamos a pagar o primeiro tributo a essa teimosia em deixar a presidência, que o petróleo não pára de subir.
Entretanto, o mais grave é que, na Líbia, há muita gente nossa em trabalho e muito interesse económico, que, aliás, serviu de alimento a relações políticas nada convenientes... E quando estão vidas em jogo, tudo é muito mais sério.
Que haja o bom senso de deixar seguir a revolução, em nome de um futuro que se deseja bem melhor.
Se aqui são os homens a causar tanto sofrimento, na Nova Zelândia foi a natureza que destruiu, por via de um sismo, bens e, pior que tudo, ceifou vidas, muitas, aliás.
Dói-nos assim a ira dos homens, choramos as consequências daquilo que vem não se sabe de onde, mas, de certeza, de algo que nunca o homem vai controlar.
Para um pouco de desanuviamento, aí estão as "Correntes d'Escrita", onde, a partir de uma frase, se parte em busca da descoberta em cada painel de debate e criatividade. Uma delas é esta: " Falta futuro a quem tem no presente as ambições/passadas" ( Armando Silva Carvalho ).
Fica registada esta máxima. E vale a pena pensar nela, mesmo em tempo de crise e turbulência.
Subscrever:
Mensagens (Atom)