Não esqueço o dia negro que ontem se viveu, a propósito dos dez anos do terrível onze de Setembro e o ataque às Torres Gémeas em NY.
Não esqueço, nem atiro para trás das costas, porque as imagens de morte a que assistimos e a devastação que ali se viu não mais abandonam as nossas vidas. Em Abril/Maio, desse ano, ali estive em Congresso da AIND e vi o esplendor da cidade, o gigantismo desses míticos edifícios, ao mesmo tempo que convivi com o fervilhar de portuguesismo a dois passos - numa cidade vizinha, onde uma rua é toda nossa, inteirinha.
Mas, porque a vida tem de continuar, soube do Congresso do PS, em Braga, que vi por um canudo, tive conhecimento de que o Governo e parte dos Sindicatos chegaram a um acordito em matéria de avaliação, esse tema e outros que já levou(varam) a Lisboa, há tempos, mais de 200000 professores. Com mais toque ou menos retoque, o papel está assinado, com a FENPROF a ficar de fora.
Mas o cerne deste edifício, o da Educação e o ano escolar que aí vêm são tudo menos aquilo que é essencial: a estabilidade, agora minada por cofres vazios e um desemprego docente de arrepiar. Haja fé, que o resto vem por acréscimo, dizem os crentes.
NOTA - Em Portugal, a uma escala bem mais pequena, mas, apesar disso, de igual modo amargamente sentida e sofrida, também houve um 11 de Setembro: o acidente ferroviário de Alcafache, em 1985, com dezenas e dezenas de mortes e desaparecidos e um sem número de feridos. E muitos traumas para toda a vida.
NY e Alcafache são, a seu modo, datas negras da nossa história. Separadas por décadas, a sua evocação é um dever de todos nós. E uma homenagem a quem partiu, milhares em NY, menos em Alcafache, mas mortos todos eles.
Paz à sua alma.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Funcionários bons e maus
Nunca gostei de generalizações fáceis, nem de preconceitos. Como tive parte de minha vida profissional ligado ao estado, incomoda-me a facilidade com que se catalogam os funcionários públicos, geralmente para depreciar e amesquinhar o seu trabalho e dedicação à causa em que se integram. Mas há casos e casos.
Testemunhei isto mesmo no dia de hoje, precisamente na Câmara Municipal de Vagos: no Atendimento, fui recebido com categoria, precisão, determinação, sentido comunicacional, educação, gosto de bem servir o utente, atenção aos problemas, o que me faz, numa escala de 0 a 5, dar a nota máxima. Mas aquilo que percebi e quase ouvi, em telefonema interno, a uma funcionária de um qualquer Gabinete ligado a obras e afins, deixou-me de boca aberta, tão baixo foi o nível de resposta que veio ao de cima, estilo, "estou sentada, não me vou levantar para procurar esse processo"...
Entendo ser meu dever vir dizer que estes comportamentos não são admissíveis em posto nenhum, muito menos em pessoas que estão ao serviço de munícipes, de cidadãos, isto é, que desempenham funções no sector público.
Não conheço ninguém no que diz respeito a este caso. Estou à vontade, por isso, para o comentar, com uma intenção: que acabem estas faltas de ética, de dignidade, de brio, de ser alguém a merecer um posto de trabalho.
Aconteceu isto na tarde de 8 de Setembro de 2011, em pleno dia de discussão no Governo de aspectos relacionados com estas matérias.
É com gente desta que se não pode contar em certos sítios, salvo se houver uma tão grande má disposição que leve a estas atitudes. Se foi este o caso, que se me perdoe esta confissão e desabafo.
Duvido é que tenha sido essa a razão.
Creio que se trata de um problema mais fundo: o de um evidente desencontro entre o que devia ser um funcionário a sério e um desempenho mais do que medíocre, por não passar de um mísero zero, em termos de nota.
Pena tenho é que, por vezes demais, pague o justo pelo pecador.
Nota 5 para o Atendimento da CM de Vagos, nota zero para alguém desse tal Gabinete...
Mas nada de generalizações, repito!...
Testemunhei isto mesmo no dia de hoje, precisamente na Câmara Municipal de Vagos: no Atendimento, fui recebido com categoria, precisão, determinação, sentido comunicacional, educação, gosto de bem servir o utente, atenção aos problemas, o que me faz, numa escala de 0 a 5, dar a nota máxima. Mas aquilo que percebi e quase ouvi, em telefonema interno, a uma funcionária de um qualquer Gabinete ligado a obras e afins, deixou-me de boca aberta, tão baixo foi o nível de resposta que veio ao de cima, estilo, "estou sentada, não me vou levantar para procurar esse processo"...
Entendo ser meu dever vir dizer que estes comportamentos não são admissíveis em posto nenhum, muito menos em pessoas que estão ao serviço de munícipes, de cidadãos, isto é, que desempenham funções no sector público.
Não conheço ninguém no que diz respeito a este caso. Estou à vontade, por isso, para o comentar, com uma intenção: que acabem estas faltas de ética, de dignidade, de brio, de ser alguém a merecer um posto de trabalho.
Aconteceu isto na tarde de 8 de Setembro de 2011, em pleno dia de discussão no Governo de aspectos relacionados com estas matérias.
É com gente desta que se não pode contar em certos sítios, salvo se houver uma tão grande má disposição que leve a estas atitudes. Se foi este o caso, que se me perdoe esta confissão e desabafo.
Duvido é que tenha sido essa a razão.
Creio que se trata de um problema mais fundo: o de um evidente desencontro entre o que devia ser um funcionário a sério e um desempenho mais do que medíocre, por não passar de um mísero zero, em termos de nota.
Pena tenho é que, por vezes demais, pague o justo pelo pecador.
Nota 5 para o Atendimento da CM de Vagos, nota zero para alguém desse tal Gabinete...
Mas nada de generalizações, repito!...
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Agosto sem saudades
Prestes a despedir-se este mês de Agosto, temos de confessar que, aqui em Oliveira de Frades, não deixou grandes saudades, ao trazer chuva e até frio e a não ser capaz de nos oferecer melhores ideias que aquelas que nos têm atormentado a vida. Também não admira que assim tenha acontecido: com os políticos em férias, só as Escutas foram capazes de sair da toca imunda em que estavam encolhidas. Veio também essa coisa de taxar os ricos, mas, depois, ninguém é capaz de definir o respectivo universo e tudo fica na mesma.
Hoje, dizem-nos, vêm aí pesadas medidas de modo a, em 2015, se ter um grau zero em termos de endividamento. Para quem está lá em cima, quase nos Himalaias, isto de descer a uma altitude a cheirar a beira mar, vai ter que se lhe diga.
Enquanto isto se foi vendo, aqui, na minha terra, nota-se que a estrada que vai ligar a Zona Industrial a Arcozelo das Maias e Ribeiradio lá continua a sua marcha e tem duas notas de valor: uma pista para ciclismo e passeios. Boa ideia.
Idas as férias que nem chegaram a vir, já estou à espera da Festa de Nossa Senhora Dolorosa, em Ribeiradio, a maior de toda a zona e cheia de tradição
Também a ganhar estatuto e lugar nas nossas agendas, o VI Festival da UMJA - Sobreira - vai para o ar nos próximos dias 17 e 18. Boa sorte!
Lá mais distante, na Casa de Lafões, em Lisboa, está-se na fase de tudo fazer, neste Centenário e suas comemorações, para receber, na sua Sede, o Presidente da República no próximo dia 9 de Outubro. Grande honra e enorme responsabilidade!...
Assim se viveu este mês de Agosto que agora vai fugir-nos. No meio de tantas incertezas, só uma verdade nos chega às mãos: este não voltará mais e também, por aquilo que foi, não merece ser reeditado...
Hoje, dizem-nos, vêm aí pesadas medidas de modo a, em 2015, se ter um grau zero em termos de endividamento. Para quem está lá em cima, quase nos Himalaias, isto de descer a uma altitude a cheirar a beira mar, vai ter que se lhe diga.
Enquanto isto se foi vendo, aqui, na minha terra, nota-se que a estrada que vai ligar a Zona Industrial a Arcozelo das Maias e Ribeiradio lá continua a sua marcha e tem duas notas de valor: uma pista para ciclismo e passeios. Boa ideia.
Idas as férias que nem chegaram a vir, já estou à espera da Festa de Nossa Senhora Dolorosa, em Ribeiradio, a maior de toda a zona e cheia de tradição
Também a ganhar estatuto e lugar nas nossas agendas, o VI Festival da UMJA - Sobreira - vai para o ar nos próximos dias 17 e 18. Boa sorte!
Lá mais distante, na Casa de Lafões, em Lisboa, está-se na fase de tudo fazer, neste Centenário e suas comemorações, para receber, na sua Sede, o Presidente da República no próximo dia 9 de Outubro. Grande honra e enorme responsabilidade!...
Assim se viveu este mês de Agosto que agora vai fugir-nos. No meio de tantas incertezas, só uma verdade nos chega às mãos: este não voltará mais e também, por aquilo que foi, não merece ser reeditado...
sexta-feira, 29 de julho de 2011
De Oliveira de Frades para os EUA
Eu sei que ninguém me passa cartão. Sei que, aqui, com o Caramulo e o Ladário a barrarem-nos as ondas que andam por aí, no ar, é difícil chegar a Lisboa e, muito mais, à capital dos EUA.
Mas, por favor, meu Caro Obama, eu, que tenho um PIN da campanha eleitoral, verdade, verdadinha, em oferta das filhas, que foram de visita ao Zé Martins, um amigalhaço da minha terra, só lhe peço um favor: entendam-se quanto a isso do Orçamento e do salvação do défice.
Sei que isto de andar aflito, afinal, não é estatuto de pelintras de Oliveira de Frades, nem de Atenas, nem de Dublin, nem de Bruxelas. Chega à América e isso tira-me o sono todo, porque, ao perder o euro e o dólar, de uma só vezada, é água a mais para o nosso moinho.
Salve-se, que nós agradecemos.
E, já agora, se quiser - o que muito me agradaria - convide-me para uma troca de opiniões na Casa Branca, que tenho uma tradutora de cinco estrelas, uma jovem filha que "brinca" a trabalhar e que muito gosta do que faz.
Era um sonho de vida que nunca mais esqueceria, meu Caro Obama!
Mas, por favor, meu Caro Obama, eu, que tenho um PIN da campanha eleitoral, verdade, verdadinha, em oferta das filhas, que foram de visita ao Zé Martins, um amigalhaço da minha terra, só lhe peço um favor: entendam-se quanto a isso do Orçamento e do salvação do défice.
Sei que isto de andar aflito, afinal, não é estatuto de pelintras de Oliveira de Frades, nem de Atenas, nem de Dublin, nem de Bruxelas. Chega à América e isso tira-me o sono todo, porque, ao perder o euro e o dólar, de uma só vezada, é água a mais para o nosso moinho.
Salve-se, que nós agradecemos.
E, já agora, se quiser - o que muito me agradaria - convide-me para uma troca de opiniões na Casa Branca, que tenho uma tradutora de cinco estrelas, uma jovem filha que "brinca" a trabalhar e que muito gosta do que faz.
Era um sonho de vida que nunca mais esqueceria, meu Caro Obama!
sábado, 23 de julho de 2011
Para a Noruega com amor
Sou um norueguês que sofre, um cidadão do mundo dorido com a tragédia que se abateu sobre um país, que, não sendo um reino perfeito, é, todavia, um exemplo vivo e activo de uma democracia solidária. Por tudo isto, ou por isto mesmo, mais se estranha a origem e ferocidade deste atentado e do ataque que se lhe seguiu. Um horror!
Com a violência como receita, quero dizer, bem alto, que não se vai a lado nenhum. Quero, publicamente, testemunhar a minha solidariedade com todos aqueles que sofrem a dor de ver partir, assim barbaramente, os seus ente-queridos e dizer que acredito que quem assim se despediu da vida terá, algures, a merecida recompensa.
Quero manifestar o meu direito ao repúdio perante actos tão vis. Quero podê-lo dizer aqui abertamente, também por sentir quanto a Noruega deu - e está a dar - à causa da democracia. Devo a sua gente muito daquilo que sou em termo de valores de cidadania e de participação. Obrigado, irmãos noruegueses!
Estou convosco. E com quem mais sofre, aí, no norte europeu que tanto estimo.
Os meus pêsames, a minha total solidariedade.
E agora, temos de perguntar: que fazer? Que pensar de tudo isto?
Que respostas dar?
Uma só se impõe: condenar com veemência todo este horror e combatê-lo por todos os meios em em todos os lados.
E pensar ainda em Olof Palme, um outro herói que, ali ao lado, tombou cheio de ideais e apoios ao mundo livre. Bem haja também.
Activa e solidariamente.
Com a violência como receita, quero dizer, bem alto, que não se vai a lado nenhum. Quero, publicamente, testemunhar a minha solidariedade com todos aqueles que sofrem a dor de ver partir, assim barbaramente, os seus ente-queridos e dizer que acredito que quem assim se despediu da vida terá, algures, a merecida recompensa.
Quero manifestar o meu direito ao repúdio perante actos tão vis. Quero podê-lo dizer aqui abertamente, também por sentir quanto a Noruega deu - e está a dar - à causa da democracia. Devo a sua gente muito daquilo que sou em termo de valores de cidadania e de participação. Obrigado, irmãos noruegueses!
Estou convosco. E com quem mais sofre, aí, no norte europeu que tanto estimo.
Os meus pêsames, a minha total solidariedade.
E agora, temos de perguntar: que fazer? Que pensar de tudo isto?
Que respostas dar?
Uma só se impõe: condenar com veemência todo este horror e combatê-lo por todos os meios em em todos os lados.
E pensar ainda em Olof Palme, um outro herói que, ali ao lado, tombou cheio de ideais e apoios ao mundo livre. Bem haja também.
Activa e solidariamente.
sábado, 16 de julho de 2011
Sócrates e a filosofia
Há atitudes que aprecio e uma delas é esta: ir à procura de conhecimento. José Sócrates, sendo que o José serve, neste contexto, para não haver quaisquer confusões com o outro Sócrates, o Grego, com quem Carlos Rodrigues, há tempos, brincou no "Notícias de Vouzela", seguiu este caminho e lá foi para Paris estudar filosofia.
Aqui, nesta minha terra de Oliveira de Frades, ainda que se não morra de amores (antes pelo contrário) por aquelas políticas que aplicou nestes últimos seis anos, queremos dizer a José Sócrates que esta opção só peca por tardia. Querer ir além daquilo que são, praticamente, as rectas de uma qualquer engenharia civil, para aprofundar as curvas e os círculos sem fim e profundos da filosofia, é gesto que tem de ser aplaudido.
Quando dissemos que só condenamos um certo atraso nesta tomada de posição, é porque sabemos que esta ciência das ciências faz bem a toda a gente e muito jeito teria dado nas suas passadas tarefas da governação. Mas mais vale tarde que nunca.
Assim, temos de o confessar, é sempre tempo de ir buscar saber. Neste caso concreto, trata-se mesmo de uma versão mais elaborada das "Novas Oportunidades", agora em versão francesa, que José Sócrates quer experimentar. Que por ali se dê muito bem, eis os votos de quem, apesar de tudo, não lhe quer mal nenhum.
Que o saber não ocupa lugar, eis um outro velho ditado que em Massada, salvo erro, de Trás-os-Montes, também veio a dar frutos, que o seu filho Zezito o soube captar e vivenciar, como, agora, se está a ver.
Que a filosofia merece todos os esforços, mesmo o de pedir licença sem vencimento, eis esta prova provada, sem quaisquer dúvidas.
Força, Zé!...
Aqui, nesta minha terra de Oliveira de Frades, ainda que se não morra de amores (antes pelo contrário) por aquelas políticas que aplicou nestes últimos seis anos, queremos dizer a José Sócrates que esta opção só peca por tardia. Querer ir além daquilo que são, praticamente, as rectas de uma qualquer engenharia civil, para aprofundar as curvas e os círculos sem fim e profundos da filosofia, é gesto que tem de ser aplaudido.
Quando dissemos que só condenamos um certo atraso nesta tomada de posição, é porque sabemos que esta ciência das ciências faz bem a toda a gente e muito jeito teria dado nas suas passadas tarefas da governação. Mas mais vale tarde que nunca.
Assim, temos de o confessar, é sempre tempo de ir buscar saber. Neste caso concreto, trata-se mesmo de uma versão mais elaborada das "Novas Oportunidades", agora em versão francesa, que José Sócrates quer experimentar. Que por ali se dê muito bem, eis os votos de quem, apesar de tudo, não lhe quer mal nenhum.
Que o saber não ocupa lugar, eis um outro velho ditado que em Massada, salvo erro, de Trás-os-Montes, também veio a dar frutos, que o seu filho Zezito o soube captar e vivenciar, como, agora, se está a ver.
Que a filosofia merece todos os esforços, mesmo o de pedir licença sem vencimento, eis esta prova provada, sem quaisquer dúvidas.
Força, Zé!...
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Uma má avaliação e um grande estremeção
Anda toda a gente arreliada com a Moody's, porque esta agência se comportou mal e veio castigar, injusta e, talvez, malevolamente, as nossas finanças nacionais e os bolsos individuais e particulares. Uns malandros, essa gente!
Sei que assim é e acompanho o cortejo de lamentos e condenações, mas não deixo de observar que, com cerca de um século de vida, todas essas organizações conviveram com o nosso sistema, sem grandes queixumes.
Só que, agora, o caso muda de figura e o dólar sente-se ameaçado pelo seu novato parceiro, o euro. Como a Moody's e afins estão todas localizadas nos EUA, eis uma "boa"razão para desancarem na malta europeia. Aqui, a Oliveira de Frades, vieram dizer-nos que esta é uma estratégia que, fazendo cair Portugal, depois a Grécia, a Irlanda e já a Itália se chegará ao cerne alemão e, por via disso, ao euro em si mesmo: derrubá-lo é o objectivo final. Pelo meio, que se lixem os pequenotes, do tamanho de uma casca de noz, aquelas que correram mundo, divulgaram culturas e ciência e, nestes tempos, são facilmente descartáveis.
Não é este o mundo que quero e esta solidariedade bem a dispenso. Repito o que disse há muito tempo: ou a Europa se une, ou cai estatelada em chão movediço, lodacento.
Que Bruxelas abra os olhos! Isto já não vai com meias medidas, nem com falinhas mansas. É preciso bater o pé e dar cabo das políticas que nos querem abafar. Só em bloco isso se pode conseguir.
Uma voz é necessária e só uma, mas proclamada por estadistas e não por quadros de meia tigela.
Esse é o caminho.
Este, o que agora estamos a trilhar, só nos levará ao abismo e aqui, em Oliveira de Frades, ninguém o deseja.
Mas precisamos de gente e este interior perde-a ano a ano, Censos a Censos, como aconteceu neste ano de 2011, em S. Pedro do Sul, com menos 2335 habitantes, Vouzela, menos 1203 e Oliveira de Frades a perder 389 pessoas nesta última década. Uma calamidade bem maior que aquela que a Moody's nos traz, porque esta fala de falta de guita e aquela refere-se a um bem mais precioso: gente, gente, gente, que escasseia e não se sabe para onde vai, num País assimétrico, desorientado e sem um plano de equilíbrio que impeça esta fuga em massa de quem tão necessário é ao bem estar de uma região e de um povo.
Esse é o problema, que o resto resolver-se-á a seu tempo...
Sei que assim é e acompanho o cortejo de lamentos e condenações, mas não deixo de observar que, com cerca de um século de vida, todas essas organizações conviveram com o nosso sistema, sem grandes queixumes.
Só que, agora, o caso muda de figura e o dólar sente-se ameaçado pelo seu novato parceiro, o euro. Como a Moody's e afins estão todas localizadas nos EUA, eis uma "boa"razão para desancarem na malta europeia. Aqui, a Oliveira de Frades, vieram dizer-nos que esta é uma estratégia que, fazendo cair Portugal, depois a Grécia, a Irlanda e já a Itália se chegará ao cerne alemão e, por via disso, ao euro em si mesmo: derrubá-lo é o objectivo final. Pelo meio, que se lixem os pequenotes, do tamanho de uma casca de noz, aquelas que correram mundo, divulgaram culturas e ciência e, nestes tempos, são facilmente descartáveis.
Não é este o mundo que quero e esta solidariedade bem a dispenso. Repito o que disse há muito tempo: ou a Europa se une, ou cai estatelada em chão movediço, lodacento.
Que Bruxelas abra os olhos! Isto já não vai com meias medidas, nem com falinhas mansas. É preciso bater o pé e dar cabo das políticas que nos querem abafar. Só em bloco isso se pode conseguir.
Uma voz é necessária e só uma, mas proclamada por estadistas e não por quadros de meia tigela.
Esse é o caminho.
Este, o que agora estamos a trilhar, só nos levará ao abismo e aqui, em Oliveira de Frades, ninguém o deseja.
Mas precisamos de gente e este interior perde-a ano a ano, Censos a Censos, como aconteceu neste ano de 2011, em S. Pedro do Sul, com menos 2335 habitantes, Vouzela, menos 1203 e Oliveira de Frades a perder 389 pessoas nesta última década. Uma calamidade bem maior que aquela que a Moody's nos traz, porque esta fala de falta de guita e aquela refere-se a um bem mais precioso: gente, gente, gente, que escasseia e não se sabe para onde vai, num País assimétrico, desorientado e sem um plano de equilíbrio que impeça esta fuga em massa de quem tão necessário é ao bem estar de uma região e de um povo.
Esse é o problema, que o resto resolver-se-á a seu tempo...
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