Veio,há dias, a público o Índice de Poder de Compra concelhio. Prova-se, uma vez mais, apesar de se notarem evoluções positivas generalizadas, que o País está mesmo virado do avesso: uma nesga de terra, com três pólos, absorve mais de metade desse capacidade de adquirir qualquer coisa. Lisboa, Porto e Setúbal são esses sugadouros da nossa riqueza. A "paisagem" continua na mesma: tesa que nem um carapau.
Num planeamento nacional que anda torto desde há séculos, que as democracias não foram capazes de corrigir, é natural que o grosso do território só fique com as migalhas. Resta-nos uma consolação: como essas terras não têm ninguém, praticamente, que não tenha origem no Portugal profundo, muito desse carcanhol volta às origens por vias travessas.
No meio em que me insiro, gostei de saber que o meu concelho, Oliveira de Frades, mostra estar sempre a subir e que se destaca dos demais pela positiva, muito embora desejasse, eu próprio, que assim acontecesse com todo o interior. Como não é possível, enquanto se não encarar a descentralização a sério, fica-me esta consolação doce, mas com o tal travo amargo que dói a todos nós.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Fado a património
Está prestes a ser conhecido o veredicto da UNESCO sobre o fado como património imaterial da humanidade. Só acredito numa possibilidade: a sua aprovação. Ouvindo-o, reconhece-se um povo, o nosso, o lisboeta e todo o país. "Descentralista" como sou, nesta matéria sou de Lisboa dos pés à cabeça. E de Coimbra, que também merece - e bem - ser incluído nessa mesma classificação.
Espero de Bali uma decisão favorável.
E torço por isso.
Vamos a isso!...
Espero de Bali uma decisão favorável.
E torço por isso.
Vamos a isso!...
terça-feira, 15 de novembro de 2011
A esperança
Se tenho andado um pouco com a moral em baixo, que não é para menos, tantas são as más notícias, hoje estou com esperanças de que, pela via do futebol, vou arribar um niquito. Tenho cá uma fezada especial: a de que a nossa malta do futebol nos leve ao Euro 2012. Com todas as razões para nisso acreditar, acrescento mais uma, que isto de jogar na Luz é outra coisa. Para além de não ser uma qualquer horta, longe disso, aquilo é um estádio a valer.
Logo, daqui a curtas horas, força Portugal!
Logo, daqui a curtas horas, força Portugal!
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Olhos turvos
Com esta maré de carestias apertadas, de notícias que nos põem os cabelos em pé, aqui em Oliveira de Frades, há sinais de que a crise tem escapatórias, como esta de sabermos que a Martifer já ganhou mais um Estádio no Brasil, o terceiro nesta fornada, quando detém um saber de reconhecido interesse que lhe vem do Euro 2004. Antes, porém, na Expo 98 teve um enorme baptismo de fogo em obras de vulto. Com estes pergaminhos, esperamos, vivamente, que assim continue, dentro e fora de portas, tal o efeito de alavanca que tem para a nossa economia.
Numa história de vida, que vale sempre a pena recordar, aqueles Irmãos Martins (e, de início, o Primo Bastos) mostraram bem o que pode fazer a veia empreendedora e muito, muito trabalho. Desde a pequena oficina, feita a pulso, ao império actual vão cerca de 20 anos.
Um dia, esta gente tem de ser homenageada, por tanto que tem feito em prol desta terra, Oliveira de Frades e região de Lafões.
Vestida a camisola do empreendedorismo e do risco que lhe está inerente, o seu exemplo merece ser sempre posto em evidência.
É isso que aqui estamos a fazer com muito gosto e reconhecimento.
Com esta Martifer, é meio caminho andado para o sucesso, melhor até que o código postal.
Força, rapaziada!
Numa história de vida, que vale sempre a pena recordar, aqueles Irmãos Martins (e, de início, o Primo Bastos) mostraram bem o que pode fazer a veia empreendedora e muito, muito trabalho. Desde a pequena oficina, feita a pulso, ao império actual vão cerca de 20 anos.
Um dia, esta gente tem de ser homenageada, por tanto que tem feito em prol desta terra, Oliveira de Frades e região de Lafões.
Vestida a camisola do empreendedorismo e do risco que lhe está inerente, o seu exemplo merece ser sempre posto em evidência.
É isso que aqui estamos a fazer com muito gosto e reconhecimento.
Com esta Martifer, é meio caminho andado para o sucesso, melhor até que o código postal.
Força, rapaziada!
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Os gregos põem-nos gregos a nós
Neste Dia de Finados, espero bem que da Grécia não venha um qualquer mau sinal em termos de União Europeia e projecto Euro. Por estarmos a recordar os nossos queridos e saudosos antepassados, não nos apetece nada que, daqui a um ano ou dois, alguém venha recordar, com saudade, o sonho lindo de continuarmos numa Europa cada vez mais unida. Por aqui, por este recanto de Oliveira de Frades, uma terra que pensa sempre em andar para a frente, temem-se os efeitos nefastos que o referendo proposto para a Grécia possa vir a provocar. Se somos defensores de todo o aprofundamento da democracia (de que o referendo é meio importante, talvez um dos maiores), esta peregrina ideia, neste tempo e neste contexto europeu e mundial, é o pior que nos pode acontecer.
Se queremos que os gregos tenham sempre uma palavra a dizer sobre o seu futuro, não desejamos, porém e agora, que atrapalhem as nossas vidas, eles que até chegaram a "aldrabar" dados para entrar neste comboio do euro que, agora, tantas aflições nos dá.
Depois de Bruxelas ter descoberto uma meia medida para salvar este nosso mundo atribulado, o pior que pode vir a acontecer é perder-se tudo para salvar a dita "honra" de um governante, pondo tudo em polvorosa, que quer sacudir a água do capote. É disso que se trata e nada mais. De apego à democracia, não vemos nesta atitude um qualquer sinal de que assim seja. Cheira a tacticismo do mais refinado que há em matéria de opções políticas. Isso e só isso.
Só que brincar assim com o fogo é perigoso demais.
E pode colocar-nos ainda mais de cócoras do que aquilo que estamos.
Por isso, tenho medo, muito medo destas achas postas numa fogueira que arde demais e pode queimar tudo à sua volta.
SOS precisa-se. E quanto antes!...
Se queremos que os gregos tenham sempre uma palavra a dizer sobre o seu futuro, não desejamos, porém e agora, que atrapalhem as nossas vidas, eles que até chegaram a "aldrabar" dados para entrar neste comboio do euro que, agora, tantas aflições nos dá.
Depois de Bruxelas ter descoberto uma meia medida para salvar este nosso mundo atribulado, o pior que pode vir a acontecer é perder-se tudo para salvar a dita "honra" de um governante, pondo tudo em polvorosa, que quer sacudir a água do capote. É disso que se trata e nada mais. De apego à democracia, não vemos nesta atitude um qualquer sinal de que assim seja. Cheira a tacticismo do mais refinado que há em matéria de opções políticas. Isso e só isso.
Só que brincar assim com o fogo é perigoso demais.
E pode colocar-nos ainda mais de cócoras do que aquilo que estamos.
Por isso, tenho medo, muito medo destas achas postas numa fogueira que arde demais e pode queimar tudo à sua volta.
SOS precisa-se. E quanto antes!...
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Conselhos vazios de conteúdo
Em matéria de Conselhos,isto não anda bem: o Europeu entrou numa fase de empates atrás de empates, para não ser indelicado e falar de empatas, enquanto o nosso piedoso Conselho de Estado, de apoio ao Presidente da República, ontem, numa longa maratona, pouco acrescentou ao que já se sabia, tendo dito quase nada.
Se o Comunicado é escasso em ideias novas e mobilizadoras, todos nós sabemos que é um documento de circunstância: serve apenas para nos entreter, naquele simpático apelo a um diálogo, quando anda meio mundo, pelo que se vislumbra daqui, de Oliveira de Frades, a tentar calar outro meio e ninguém quer falar com ninguém, muito menos Governo e oposição, ou Oposição e governo.
Se um dos partidos do arco, que está fora da actual governação e com largas culpas em tudo isto, está calado, ou pensa até, atrevidamente, em desviar a água do capote, se o Governo sente que está amarrado a si mesmo, falar em pô-los a dialogar é sopa sem sal.
Para bem do país, melhor fora que o CE dissesse que "ou sabem que têm de se entender, ou ficamos a um passo do abismo", isto é, chamando essa gente à responsabilidade, de modo a fazer-se ouvir, com voz forte e motivadora. Assim, com este nem é carne, nem é peixe, tem-se a sensação de um preocupante vazio que não augura nada de bom.
Mas, para sermos sinceros, não acreditamos que aquela gente toda, metade a olhar de lado e a morder em outra metade, tenha passado todo o tempo a falar destas minhoquices.
Só que dessa eventual discussão nada se sabe, por enquanto.
Nem saberá, talvez, nunca.
Mas que se disse mais do que veio a público, lá isso se disse!...
Se o Comunicado é escasso em ideias novas e mobilizadoras, todos nós sabemos que é um documento de circunstância: serve apenas para nos entreter, naquele simpático apelo a um diálogo, quando anda meio mundo, pelo que se vislumbra daqui, de Oliveira de Frades, a tentar calar outro meio e ninguém quer falar com ninguém, muito menos Governo e oposição, ou Oposição e governo.
Se um dos partidos do arco, que está fora da actual governação e com largas culpas em tudo isto, está calado, ou pensa até, atrevidamente, em desviar a água do capote, se o Governo sente que está amarrado a si mesmo, falar em pô-los a dialogar é sopa sem sal.
Para bem do país, melhor fora que o CE dissesse que "ou sabem que têm de se entender, ou ficamos a um passo do abismo", isto é, chamando essa gente à responsabilidade, de modo a fazer-se ouvir, com voz forte e motivadora. Assim, com este nem é carne, nem é peixe, tem-se a sensação de um preocupante vazio que não augura nada de bom.
Mas, para sermos sinceros, não acreditamos que aquela gente toda, metade a olhar de lado e a morder em outra metade, tenha passado todo o tempo a falar destas minhoquices.
Só que dessa eventual discussão nada se sabe, por enquanto.
Nem saberá, talvez, nunca.
Mas que se disse mais do que veio a público, lá isso se disse!...
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Novos comboios a chegarem-se aos carris
Neste meu postigo da Serra do Ladário, Oliveira de Frades, ponho-me já a imaginar um novo e ressuscitado comboio, em bitola europeia ( que estranha UE é esta que ainda tem perfis ferroviários variados e praticamente incompatíveis, sobretudo entre Portugal e Espanha!...), a atravessar o corredor Aveiro/Viseu/Salamanca, fruto das novas ideias que visam não deixar fugir a maquia do nado-morto TGV, que, em boa hora, foi de abalada antes de vir. Bato palmas, mesmo em maré de aflição financeira e económica, a quem conseguir tão alto objectivo.
Se me desgosta, por outro lado, ver morrer o que resta da velha e saudosa Linha do Vale do Vouga, esta nova aposta deixa-me em grande euforia. Peço até que se inicie um movimento público nesse sentido: lutar por este novo comboio. Por aquilo que hoje li, ainda que de raspão, estão na calha as linhas Sines/Lisboa/Poceirão/ Caia/ Espanha, Lisboa/Porto/Norte/Galiza e a nossa, a mais desejada, Aveiro/Viseu/ Salamanca, com a promessa ministerial, confessada na sua terra, por parte do Professor Álvaro Santos Pereira, de que Viseu vai ter uma Estação. Mais uma ideia de excelência!
Se é pesado o OE 2012, cheio de cortes e restrições, valha-nos ao menos esta boa notícia, assim se venha ela a concretizar!...
Força, comboio novo, de carga e de passageiros! Passa por aqui e depressa!...
Se me desgosta, por outro lado, ver morrer o que resta da velha e saudosa Linha do Vale do Vouga, esta nova aposta deixa-me em grande euforia. Peço até que se inicie um movimento público nesse sentido: lutar por este novo comboio. Por aquilo que hoje li, ainda que de raspão, estão na calha as linhas Sines/Lisboa/Poceirão/ Caia/ Espanha, Lisboa/Porto/Norte/Galiza e a nossa, a mais desejada, Aveiro/Viseu/ Salamanca, com a promessa ministerial, confessada na sua terra, por parte do Professor Álvaro Santos Pereira, de que Viseu vai ter uma Estação. Mais uma ideia de excelência!
Se é pesado o OE 2012, cheio de cortes e restrições, valha-nos ao menos esta boa notícia, assim se venha ela a concretizar!...
Força, comboio novo, de carga e de passageiros! Passa por aqui e depressa!...
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