segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Despedida

Tenho por norma gostar pouco de despedidas. Prefiro as chegadas. Mas há excepções e esta, a que vou referir, cabe por inteiro nesse sector: adeus 2013. Saio deste ano sem saudades. Pessoalmente, fiquei muito mais pobre, por ter perdido a maior das referências familiares. Economicamente, acabei por perder também. Só ganhei em experiência, em mais um ano de contactos e conhecimentos, em convívio familiar e com os amigos. O resto quero esquecê-lo e varrê-lo do velho baú de minhas memórias. Este 2013, já o disse, até pela terminação, foi ano de azar. Com várias lutas travadas, perdi também muitas delas: as freguesias, a perda de outros serviços e mesmo a esperança em tempos melhores, sobretudo nos mais próximos, são algumas dessas assumidas e tristes derrotas. Mas fica-me uma convicção: não vou desistir, nem ficar quieto e calado sempre que for necessário manifestar-me. Usando mais a palavra e a escrita, esses são os meus instrumentos preferidos e, em jornais, já levo mais de quarenta anos de participação activa. Em rádio, mais de vinte. Isto está feio: pesam os anos que se farta. Mas a vida tem valido a pena. Sinto, com orgulho, que tenho muitos amigos e também alguns inimigos. É mesmo a vida. Adeus 2013. Parte, que não me dói nada o coração com tua ida. Venha 2014, mas muito melhor que o seu antecessor...

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Cambra, uma terra a correr para a frente

Hoje, por razões de ordem social, fui a Cambra, no concelho de Vouzela. Terra de Igreja com duas torres, com um ar que cheira a cultura e artesanato, ali se respira, agora, também uma forte vertente social: o Centro de Dia, o JI, a Extensão de Saúde e, sobretudo, o LAR em construção,deixaram-me com os olhos em bico:aquilo é obra de estalo. Destes aspectos, muito se poderá dizer,hoje e no futuro, próximo e distante. Mas há uma outra nota que gosto de aqui registar: ali conhecia a restauração boa do "Palmeira", do "Mira Serras", da "Taberna do Lavrador", todos locais em que a gastronomia sai sempre a ganhar. Junto agora uma nova proposta: a "Casa dos Pereiras", em Santa Comba, que serve muito bem, que tem umas instalações de sonho, com uma paisagem que nos cativa até ao tutano e que está à mão de semear. Recomendo.

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Mais de vinte anos de histórias de sucesso - Martifer

A Martifer, empresa de Oliveira de Frades, anda agora nas bocas do mundo, porque quer entrar na operação de revitalização dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo e foi apanhada num turbilhão de emoções, contradições e confusões, que, creio eu, lhe são absolutamente alheias. Empreendedores, os Irmãos Martins, Carlos e Jorge, têm no sangue aquele entusiasmo que me habituei a ver-lhe desde sempre, a partir do momento em que, com o Primo Bastos, que, entretanto, se afastou destes seus projectos, iniciaram, com pá e picareta nas mãos, a criação de uma pequena, mas atrevida firma, esta, a Martifer, num lote na ZI deste mesmo concelho. Estava-se nos princípios dos anos noventa. Eram três jovens: um engenheiro, um economista e um jurista, unidos por laços familiares e pela ambição de singrar na vida. Vieram de Sever do Vouga e instalaram-se em Oliveira de Frades. De princípio, eram apenas três aventureiros das coisas empresariais. A vida sorriu-lhes e a primeira fábrica tornou-se pequena para a realização de seus sonhos. Mais além, uns pavilhões nascidos e não alimentados devidamente estavam às moscas. Decisão: compra-se aquilo. Dito e feito. Depois, vieram mais um e outro e outro e outro edifício e sector de actividades. Os meninos das estruturas de ferro não se contentaram com isso: puseram-se a fazer parques na Expo 98, ventoinhas e painéis eólicos, estádios de futebol, centros comerciais, foram para os EUA, Austrália, Brasil, Polónia, Moçambique, Angola, Arábia Saudita, Espanha, etc, etc, e afirmaram uma presença global. Certos de que estavam bem em terra, foram para os rios e para os mares. Criaram. Inventaram. Progrediram. Caíram também algumas vezes. Mas o certo é que têm continuado a manterem-se de pé. Aparecem agora os ENVC e a polémica toda em seu redor. Como alguém que conhece a sua obra e o seu génio, custa-me ver que queiram questionar a sua mais valia empresarial e a sua capacidade de fazer obra e assumir riscos. Em matéria de barcos, a sua Navalria, um dos muitos braços da gigantesca Martifer, diz tudo: tem paquetes de luxo na Douro Azul e navegam no Rio Tejo criações suas. Viana do Castelo, que tem nos seus velhos estaleiros uns montes de sucata e um império destroçado, muito pode ficar a ganhar com esta entrada em cena da Martifer. E os trabalhadores, os melhores, os bons, os voluntariosos têm tudo a ganhar com esta reactivação dos seus ENVC agora com outra designação. Por conhecermos bem esta gente, por habitarmos o concelho onde têm a sua Sede, dói-nos este alarido e estas sucessivas desconsiderações. Ninguém nos encomendou isto nem aquilo. Mas é nosso dever testemunhar em seu favor...

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Uma visita relâmpago

Tive o grato prazer de ter estado, há poucas horas, com meu Amigo, Comendador José Ferreira Trindade, Presidente do Centro de Apoio Social e Associativo (CASA), do Luxemburgo, que por aqui passou com sua esposa, filho e nora. Recebido o telefonema da praxe, percebi uma de suas vontades: comer a boa Vitela de Lafões no Restaurante S. Frei Gil, o "Meu Menino", em Vouzela, e assim aconteceu. No meio do cumprimento desta "promessa",nos poucos momentos que tem para dar um abraço a esta malta, houve espaço para saber novidades e as que chegam daquela terra de emigrantes portugueses, em número assinalável,não são as melhores. A crise também anda por lá... Mas o que muito gostei de ouvir foi a sua confissão de que os filhos e os netos, sempre que podem, não deixam de por aqui aparecer. Isto é: em três gerações passa a vontade de não esquecer as raízes e isso é o que importa realçar. Relembro: o Zé Trindade saiu de Levides-Cambra, onde nasceu, viveu e trabalhou em Águeda e, um dia, partiu para o Luxemburgo. Aqui fez vida. Aqui criou uma obra, o seu CASA, aqui ajuda, permanentemente, portugueses em dificuldade, já que conhece aquela realidade local melhor do que ninguém. Com pontes estabelecidas com as autoridades locais (com ele tive a honra de conviver com o Grão-Duque e Esposa, com o então Primeiro-Ministro Claude Juncker, com as entidades municipais daquela Cidade do mesmo nome),com Embaixadores e Cônsules, enfim, com tanta gente que, a partir destas portas abertas, olham até os nossos conterrâneos como seus quase concidadãos. E assim todos ficam a ganhar. E rematou, com um brilho nos olhos: o passo que está a dar, presentemente, é estabelecer com essas mesmas altas Entidades um novo Estatuto para os nossos Emigrantes, deixando que assim seja considerados para começarem, de facto, a serem tratados como luxemburgueses, sem rótulos... Bom sucesso lhe desejamos nesta, mais uma, enorme diligência. Obrigado, Zé. Um abraço.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

No Centenário do Comboio em Vouzela - Os órfãos dos comboios

Linha do Vale do Vouga e os órfãos dos comboios - REPORTAGEM São os comboios filhos de um progresso que foi corrido à pedrada. Por ocasião da inauguração da linha do caminho de ferro, que iria ligar Lisboa ao Carregado (1856), a população, avessa a mudanças e cheia de medo dos efeitos das máquinas a vapor, premeia com palmas, talvez, a passagem do primeiro comboio, mas não deixa de lhe atirar uma pedras de raiva e revolta. Escusado será dizer-se que vivíamos uma época histórica em que a carruagem da mala-posta, no percurso entre Lisboa e Coimbra, no ano de 1798, demorava cerca de 40 horas, e que as estradas de maior importância vinham, sem apelo, nem agravo, das realizações romanas de há 1800 anos. Nesta Reportagem e neste fim de mês de Julho, o que nos move é o extinto comboio do Vale do Vouga e o que ele representou para as nossas comunidades e para o desenvolvimento de uma vasta região, que ia de Aveiro e de Espinho a Viseu, cidade que se habituou a “mandar” os seus habitantes para aquela cidade (Espinho), precisamente pela influência directa deste meio de transporte. Sernada sentiu nas suas entranhas a força criativa do saudoso Vale do Vouga, devido às oficinas ali existentes e ao entreposto que constituía. Hoje, é quase um cemitério com algumas memórias vivas. Alguns quilómetros além, temos o Museu de Macinhata do Vouga, valha-nos isso, onde este nosso passado está bem retratado e recordado. Mas, aqui entre nós, em Figueiredo das Donas, o comboio do Vale do Vouga e as automotoras deixaram marcas de muitos ordenados ganhos, de muitas viagens feitas, de muita boca a quem se matou a fome, de muito estudante que pôde prosseguir a vida académica, porque, talvez mais, de 80% de suas famílias tinham o seu sustento na linha ferroviária. Antes de falarmos em nomes concretos, fruto de uma pesquisa de nosso correspondente Fernando Silva Pereira e da achega de outros amigos, de quem não nos esqueceremos, vamos dar uma volta pela história desta Linha do Vale do Vouga e dos seus 176 quilómetros de via estreita, com o Ramal de Aveiro. A partir, sobretudo, das “ Memórias do Vale do Vouga”, obra de Manuel Castro Pereira, do ano de 2000, editada no Porto, e que se encontra, por exemplo, na Biblioteca Municipal de Vouzela, muito ficámos a saber, juntando-lhe o “Guia dos Caminhos de Ferro”, de 1933, e outras fontes. O traçado que, neste caso nos interessa, é o que ligou Vouzela a Bodiosa, que esta via foi feita por fases e por troços distintos quanto à sua abertura e que viu a luz do dia, em termos de conclusão, em 1 de Fevereiro de 1914. Nesse momento, pediu-se à Companhia a comparência da Comissão de Exame para apreciar o trabalho feito, de modo a poder pô-lo em funcionamento no mais breve prazo possível. A este propósito, o “Jornal de Lafões” de então, relatava assim esse acontecimento: “… É com a maior satisfação que damos a notícia que ontem (30 de Novembro de 1913), cerca das três da tarde, passou nesta vila – S. Pedro do Sul –, em fiscalização, o primeiro comboio da nossa Linha… “ Em jeito de elogio e gratidão, ali se destaca a acção de José Vaz Corrêa Seabra de Lacerda, descrito como o filho de Lafões que mais lutou por este comboio, o que talvez melhor se compreenda se for dito, por ser verdade, que o seu projecto sofreu muitas alterações para servir, por exemplo, as Termas de S. Pedro do Sul… Antes, porém, em 1 de Dezembro de 1913, era aberta à exploração a linha entre Ribeiradio e Vouzela e Bodiosa/Viseu, também por essa mesma altura. Ficando encravado no meio, o espaço de Ribeiradio para cima até Moçâmedes e antes, Figueiredo das Donas, esperaria então mais algum tempo. Mas esta base de recrutamento profissional não tardaria a dar os seus frutos, passando a ser, tal como Sernada, uma espécie de Meca desta Linha, ali mãe e rainha. Em resumo, quanto à entrada em funcionamento de cada itinerário, anotemos estes dados: 1908 – Espinho/Oliveira de Azeméis; 1911 – Daqui a Sernada; 1913 – Sernada/Vouzela e Bodiosa/Viseu; 1914 – Vouzela/Bodiosa. Se hoje muito se fala em CP e na possibilidade de vir a ser privatizada, é bom dizer-se que, no ano de 1907, aqui se instalava a Companhia Francesa de Construção e Exploração de Caminhos de Ferro que liderou todo este processo. Mais tarde, a Linha do Vale do Vouga passa por alguma autonomia, mas a CP nunca a perdeu de vista. Num transporte de passageiros que foi determinante para o desenvolvimento e sustentabilidade desta zona, são ainda de assinalar-se os aspectos relacionados com as mercadorias, a ponto de, em 1916, se porem em destaque as estações ferroviárias e os respectivos apeadeiros como fontes de bastante tráfego de materiais diversos, citando-se, nomeadamente, Macinhata do Vouga, Vila Chã, Pinheiro de Lafões e Real. Logo, no ano a seguir, vem a assistir-se a uma monumental greve do pessoal desta Companhia, que a muito a afectou, até porque os comboios estiveram paralisados durante cerca de vinte dias, reiniciando-se o seu curso normal em 1 de Julho de 1917, depois de 15000$00 de prejuízo, só na Linha do Vale do Vouga. A determinada altura, em 5 de Março de 1941, inaugura-se o serviço de autorail (automotoras) no troço Espinho/Viseu, sendo um dos modelos utilizados a Panhard Levassol, de 23 cavalos. Por ironia do destino, logo que o comboio acabou de por aqui passar, no início dos anos setenta, ressuscitando por volta de 1975, mas por pouco tempo, condenado por culpas que teve e que não teve, foram as automotoras que o vieram substituir, em exclusivo. Mas até estas desapareceram e a Linha se fez em farrapos dispersos, para darem lugar aos autocarros, primeiro, da própria CP e, posteriormente, da Empresa Guedes, serviço que ainda perdura, mas bem menos eficiente, pelo menos em horários, dizem. Assim, até Dezembro de 1989, circulou-se muito nas automotoras Allan. Em 1 de Janeiro de 1990, tudo isso teve um fim inglório, morrendo, com essas mudanças, de certa forma, a própria CP, que os veículos, que aqui colocou, andando pelas estradas normais, cavaram a sepultura daquilo que tinha sido a acção da via ferroviária. Figueiredo das Donas com o comboio no coração A introdução, que acima acabou de ser feita, foi apenas o pretexto para o enquadramento daquilo que tínhamos em mente: homenagear as gentes de Figueiredo das Donas, que viveram décadas e décadas seguidas ao ritmo da passagem dos comboios e automotoras. Para esse efeito, pedida a colaboração de nosso correspondente, Fernando da Silva Pereira, ali nos deslocámos para um contacto directo com essa mesma realidade. Sente-se, por aquelas bandas, uma profunda nostalgia por esses tempos. Ali ainda há trabalhadores na CP e subsistem muitos aposentados dessa mesma Companhia, podendo também falar-se em beneficiários de transportes gratuitos ou bonificados, que abrangiam os funcionários, seus pais, filhos e irmãos, estes até aos 21 anos e as irmãs e filhas até ao casamento, única situação que põe termo a essa “oferta”. Com tudo isto, a CP era uma boa mãe, que não desamparava seus filhos. Não admira, por aquilo que estamos a dizer e que é sempre pouco, que ali se evoque a Linha do Vale do Vouga, na toponímia da moderna Variante local, no Largo do Apeadeiro de Real das Donas e na Travessa da Linha. Desta maneira, a sua memória não se perde, transmitindo-se de geração em geração, porque, merecendo-o, assim o quiseram os homens e mulheres de agora. Sem grande dificuldade, há sempre alguém, familiar directo, ou um tanto mais afastado, que tem ligação à tão falada Linha. Numa freguesia, em que cerca de 80% da sua população masculina activa, foi empregada da CP, muitos são os nomes que se podem referenciar. Com o risco de incorrermos em falhas involuntárias, atrevemo-nos a colocar aqui todas estas pessoas, a razão de ser desta nossa Reportagem, contando com a preciosa ajuda de Fernando da Silva Pereira e ainda de Manuel Carvalho e Ernesto Sousa Santos, a quem agradecemos o esse mesmo contributo. Para uma mais fácil compreensão, associamos nomes a funções, ainda que aproximadamente, sobretudo em categorias profissionais. Aqui se regista, para a posteridade, esta listagem de gente que passou pela Companhia: Inspecção – Idalécio Serra; Chefia – Albano Cardoso; Chefia do Via – Agostinho Cardoso, José Cardoso, Fernando Serrano, David Cardoso, Fernando Sousa Santos e Carlos Cardoso; Chefia de Estação – António Amaral, genro do nosso amigo e colaborador, Alberto Serôdio; Factores – Idalécio Rodrigues, Adelino Serrano, Manuel Almeida e António Rodrigues; Maquinistas – Arlindo Marques da Silva, Aires Presas, Pedro Quintal, José Cardoso, Manuel Almeida, Paulo Serôdio e Valdemar Serra; Revisores – Custódio Cardoso, António Sousa Rocha, Manuel Silva, Paulo Jorge Marques e José Carlos Marques; Trabalhos de Via – António Fernandes Almeida, Manuel Carvalho, João Chaves, António Pinto Serra, Virgílio Almeida, António Fernandes, Horácio Serra, Aurélio Silva, Afonso Pereira, António Pereira, Gilberto Matos, Bernardino Sousa, Delfim, Ângelo Rodrigues, Norberto Chaves; Oficina, S. Pedro do Sul – António Serra, Celso Castro, Evaristo de Matos e Norberto Rocha; Oficinas, Viseu – Valentim Serôdio, António Chaves, Joaquim Matos, Augusto Cardoso, António Silva; Trabalhadores de Estação – Ernesto Sousa Santos, Henrique Almeida, Fernando Rocha, António Rocha, António Almeida, Edmundo Pereira de Almeida, José Serôdio, Alberto Bandeira, Diogo; Construção Civil e Vias – Albano Ramos, Valentim Mendes, Fernando Chaves e Armando Rocha.; Revisor de Material – António Silva Carvalho. Habituados a ver passar os comboios e a servirem-se deles, por ali circulavam, mais ou menos por estas horas, os seguintes trajectos: Sernada/Viseu – 9 horas, 11.40 h, 14.10 h, 15.30 h, 18.30 h e 23 horas; Viseu/Sernada – 6.30 h, 9.40h, 13h, 15.30 h, 18.40 horas. Com Santo Amaro como padroeiro dos ferroviários, o milagre maior não foi feito: o comboio não resistiu e morreu, cedo demais. Hoje, em Figueiredo das Donas, permanece a sua memória e o desejo de, um dia, quem sabe, o verem voltar, que se fala na ligação Aveiro/Salamanca e não se sabe por onde irá passar. Carlos Rodrigues, in “Notícias de Vouzela”

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Uma lei cheia de água

Na Assembleia da República, no ano de 2005, foi aprovada uma Lei peregrina, no mês de Novembro, que aponta para o seguinte, em linhas gerais: quem tiver terrenos privados à beira de águas públicas, mar, rios, riachos, talvez, lagos, lagoas e outras aguadas que tais, tem de provar a propriedade privada, com DOCUMENTOS, desde o longínquo ano de 1864, em acção judicial que tem de intentar até 1 de Janeiro de 2014, daqui a curtos meses. Se esta legislação é demasiado estranha (não sei como é que não se lembraram de recuar mais na data da posse, aí até ao tempo dos Castros!...)e palermice pegada, é este o termo que me ocorre, para ser meigo, mais se lamenta o facto de os actuais deputados, em vez de anularem aquela Lei, se terem limitado a prorrogar o prazo, salvo erro, até Julho de 2014. Aqui nesta minha terra da Serra do Ladário, no concelho de Oliveira de Frades, pouca gente sabe disto. E também não perde nada em desconhecer tal parvoíce. Como estou em crer que ela vai morrer por morte natural, ou por uma qualquer decisão mais ajuizada, não me ponho em bico de pés (eu, que até tenho mania de chafurdar em tudo o que seja Arquivo, Biblioteca e outras valências do género)para procurar essa papelada. A uma decisão sem pés nem cabeça só se pode responder desta maneira: vão dar uma curva ao Bilhar Grande, se sabem onde é, que desses papéis tem Vexas, Srs. Deputados, extremas dificuldades em conseguir aquilo que legislaram...E nós muito mais...

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A dois anos de distância, um texto sobre a Ciência nas Termas de S. Pedro do Sul - Notícias de Vouzela

Professor Fernando Manuel Silva em destaque na vida académica termal Este nosso conterrâneo, docente universitário e estudioso das questões termais, o Professor Fernando Manuel Silva, com ligações fortes a esta região, está a desenvolver um muito assinalável trabalho de investigação e divulgação acerca de tudo aquilo que se relaciona com este mundo da ciência das águas com virtudes especiais. Presentemente, lidera um Curso de Especialização da Universidade Lusófona, do Porto, na área do Turismo de Saúde e Bem-estar. Para além desta iniciativa, há a destacar várias obras de sua autoria, que muito úteis são para quem se dedica a este ramo da saúde e do lazer, sobretudo para uma terra que alberga as maiores termas da Península Ibérica. Inserem-se nesta nossa curta, mas merecida notícia, o “Manual de Auditoria e Diagnóstico de Monitorização da SST em Unidades Termais”, “ A SST em Unidades Termais: Manual de Boas Práticas” e “ O state of the art nas Unidades Termais em matéria de SST”, todas estas obras com a chancela de Petrica Editores. Com tudo isto tem-se em vista dar um contributo da academia ao mundo da acção prática, o que, em parceria e partilha de conhecimentos, é de um alcance extraordinário. As nossas felicitações ao Professor Fernando Silva, com votos de muito sucesso na sua carreira.