terça-feira, 1 de abril de 2014

Lágrimas de emoção na reintegração de trabalhadores da ASSOL na CM de S. Pedro do Sul

Hoje, logo pela manhã, o dia começou muito bem para seis trabalhadores, apoiados pela ASSOL, que eram funcionários da CM de S. Pedro do Sul, em projecto lançado em cooperação com o IEFP, há anos. Em 2011, esta entidade cortou os subsídios e o enclave fechou, com uma consequência trágica, o despedimento destas pessoas com deficiência. Hoje, repito, depois de muitas diligências e de processos em Tribunal, agora retirados, de uma nova lei de enquadramento, de múltiplas negociações, foi possível restituir a esta gente a dignidade de se sentirem úteis e felizes, trabalhando. Justificam-se assim as lágrimas vertidas no Salão Nobre, quando, após uma Conferência de imprensa, assinaram, de novo, os contratos para ali exercerem as suas funções. Grande dia este um de Abril, na mais grata das verdades para quem tanto precisa de apoios e, neste caso, de regresso ao local onde foram felizes, durante anos!...

quarta-feira, 19 de março de 2014

Oliveira de Frades em movimento, apesar da crise

Lutar contra a força de ventos contrários Em cada dia que passa, mil catástrofes se anunciam. Para vencer aquelas que os homens, eles próprios, provocam, nada melhor do que curar a ferida com o pelo do mesmo cão. Reside neles, em cada um de nós, a força que pode conduzir-nos, de novo e sempre, à vitória. Só nos tornamos impotentes perante as investidas da natureza, como acabou de acontecer, em Itália, onde um tremor da terra, trouxe, uma vez mais, a destruição e a morte, o que muito lamentamos. Condenamos, por outro lado, uma outra loucura humana que, numa escola, também italiana, semeou o terror e tirou do nosso convívio uma jovem na flor da idade, com uma bomba ali colocada. Com um sinal negativo, temos ainda e agora o corte do QREN – Quadro de Referência Estratégica Nacional – onde houve a suspensão da aprovação de financiamentos comunitários, por via de hipotéticos novos concursos, o que leva à queda do investimento que lhe está inerente. Desta feita, até à conclusão da reprogramação que está em curso, e que pode continuar por mais uns meses, não há verbas que possam surgir dessa fonte de receitas. Se de fora ficam os incentivos às empresas e iniciativas ligadas ao apoio ao emprego e ao empreendedorismo, bem como os programas “Estímulo 2012” e “Impulso Jovem”, esta não é, seguramente, uma boa notícia. Mas, no meio desta hecatombe e de tudo aquilo que a crise nos tem trazido de mau, há dados que mostram um outro lado muito mais agradável, muito mais promissor. Enquanto há quem semeie tempestades, outros são capazes de das pedras fazer pão. Para comprovar esta verdade, lançamos um convite a quem tem a pachorra de nos ler: que venham até à Zona Industrial de Oliveira de Frades, numa manhã e com vagar e poder de observação. Aquela rua principal, em hora de entrada no trabalho, nas unidades fabris e nos respectivos serviços administrativos e de apoio às actividades produtivas, é uma chuva de veículos e pessoas em correria desenfreada para os seus postos de emprego. Temos a certeza que é de trabalho que estamos a falar, não de uma mera ocupação para preencher tempo e ver as horas passar. Ali, para onde aquela gente vai, qualquer que seja o seu destino, há produção pela certa e o país tem de saber que assim acontece. Em fila contínua, os carros sucedem-se uns atrás dos outros. Fazer ultrapassagens é processo arriscado e desaconselhado. Aliás, dado que todos os condutores sabem o que estão a fazer e que os espera uma missão a cumprir, não há razões para se querer inverter a marcha serena dessas manhãs de criação de riqueza e de afirmação empresarial. Por mais que se destruam instrumentos decisivos para a economia funcionar, como é aquele que citámos relativo ao atrofiamento do QREN, há sempre quem saiba e queira resistir. Aquelas manhãs de corrida para as fábricas são disso impressionante e inegável testemunho. Mas não fica por aqui esta nossa observação: em resposta às crescentes dificuldades de se usarem carros individuais, entram em cena os transportes colectivos em viaturas fretadas, que para ali vêm mal começa o dia e dali vão quando o relógio de ponto disse que está na hora de partir. Em autocarros das firmas “Murtosa” e “Marques”, maiores, ou mais pequenos, são às dezenas, muitas dezenas, os jovens que ali aportam, porque ali encontraram pão, quando, em tantos outros lados, ele escasseia. De mochila e mala de computador aos ombros ou às costas, um dia de dedicação às suas funções os espera. Uma semana e um mês se seguem. E anos também, assim o cremos. Entre o meio dia e as catorze horas, muita dessa gente busca os restaurantes das redondezas e o ciclo económico constrói-se com esses fluxos financeiros. Mas há “sacos” que indiciam uma outra realidade: a de quem traz a marmita de casa, que os orçamentos familiares são cada vez mais magros e apertados. Esses, hoje, já não saem do seu canto, onde comem e laboram. Mas vêm e isso é o que mais nos importa. Quando o desemprego sobe vertiginosamente e deixa milhares e milhares de pessoas e famílias na angústia de dias sem caldo e sem pão, esta alegria de ver que, ali, assim há ranchos de empregados a acorrerem às suas sedes de trabalho é um gosto que muito nos anima. Sendo assim, são cheias de sol as manhãs em Oliveira de Frades, um celeiro que os governantes têm o dever de acarinhar e estimar. Por isso, não podem afogar esta gente criativa, e que faz do risco empresarial o seu dia a dia e o sustento de milhares de bocas, em incertezas quanto ao dia seguinte. Ouvindo-se palavras de incentivo ao crescimento, é esta postura (nova) que se exige de quem nos governa. Carlos Rodrigues, in “Notícias de Vouzela”

terça-feira, 11 de março de 2014

Um Tribunal com serviço

Sem termos ido bisbilhotar o que se passa, soubemos ( e vimos pelo aparato)que o Tribunal de Vouzela, enquanto ainda respira cinco réis de vida, que vai passar a ser um daqueles marcos do correio, até já em desuso, tem ali, nestes dias, gente até dar com um dedo. Fala-se em mais de uma dezena de arguidos. Desta vez, este MOVIMENTO ainda se faz (fez) sentir na vila com os mirones, as testemunhas e todo o pessoal que faz parte destes processos. Cremos que até os restaurantes bateram palmas... E os cafés também... Amanhã, quando tudo isto passar para Viseu, os comerciantes ficarão a ver navios e o hino da desertificação terá mais umas infelizes quadras. Triste sina a destas nossas terras!...

segunda-feira, 10 de março de 2014

Lafões com pouca fibra óptica para tão vasto território...

Lafões com fibra óptica a meias A partir de um programa do Mais Centro, há partes dos concelhos de S. Pedro do Sul e de Vouzela que têm vindo a ser contemplados com rede de fibra óptica, em instalação já praticamente concluída, em financiamento Lafões com fibra óptica a meias público, num orçamento total de 30189591 euros e uma comparticipação comunitária de 21132713 euros, para certas localidades de 42 concelhos da Região Centro. Em Lafões, ficou de fora Oliveira de Frades, que, quanto a este projecto, aparece como uma ilha isolada no meio de concelhos contemplados. Integrada esta acção no âmbito da Agenda Digital, em que se visa dotar com redes de nova geração parte do país, partiu-se deste princípio, estabelecido pelo Ministério das Obras Públicas Transportes e Comunicações (MOPTC), em 2009, ano em que se lançou este programa: “… O critério que determinou os municípios abrangidos por esta iniciativa foi a inexistência, num passado recente, de investimentos em infraestruturas de rede de cabo coaxial e a inexistência de investimento, por parte de operadores alternativos, em infraestrutruras próprias… “. Com esta operação, na Região Centro, chegar-se-á a 594 localidades, a 90000 habitações, a 205000 habitantes e a 15000 empresas, através de 4300 quilómetros de cabos, tudo isto em números redondos e aproximados. Como entidade que realiza, no terreno, todo este trabalho, temos a empresa Fibroglobal, do Grupo Visabeira/Viatel. Espera-se que se possa aceder a Internet de alta velocidade, a TV interactiva e a outros serviços avançados em termos de novas tecnologias. Como ideia, estamos perante mais um factor de competitividade, de coesão territorial e social e de aproximação das pessoas e empresas ao mundo das modernas comunicações. Mas, como aplicação prática, nos moldes em que está definido este investimento público, revela lacunas de todo o tamanho: destinado apenas a algumas povoações, tendo havido a preocupação de optar pelos lugares com maior densidade populacional, as exclusões são óbvias e as discriminações atingirão sempre quem menos poder reivindicativo parece mostrar. Se, no que se refere a Oliveira de Frades, se crê que a sua não inclusão neste projecto advenha de anteriores investimentos nesta área (tendo nós sérias dúvidas quanto ao seu alcance territorial no seu aspecto global) e na convicção de que ali não há apenas serviços de banda larga e um único operador, o facto de não estar nesta listagem acarreta, como vimos a nível geral, assimetrias acrescidas. Esperamos, por isso, que esta matéria seja reanalisada e que, um dia, se venha a repor a justiça devida, bem como nos sítios que, agora, ficaram à margem destes benefícios nas demais zonas. Muito embora devamos dizer que estas nossas críticas têm toda a razão de ser, é também altura de afirmarmos que à citada firma, a Fibroglobal, não podem ser assacadas quaisquer culpas, porque se limita a colocar no terreno aquilo que o concurso previa e determinava, através das decisões do Governo de então e das indicações que este recebeu da própria União Europeia. Por outro lado, na investigação que conduziu a este trabalho, que nasceu duma nossa ida a Campia, onde descobrimos umas caixas alusivas a esta rede de fibra óptica, foi decisivo o muito bom contributo que recebemos do seu Director Comercial, Carlos Oliveira, que foi de uma simpatia e eficiência bem dignas do nosso agradecimento público, que aqui se regista. Graças a esta fonte informativa, podemos assinalar, povoação a povoação, todos os lugares onde este sistema de “Redes de Nova Geração – Zonas Remotas” tem vindo a ser concretizado. E são estes: - No concelho de S. Pedro do Sul – S. Pedro do Sul, Pindelo dos Milagres, Santa Luzia, Drizes, Termas, Freixo, Bordonhos, Sul, Fermontelos, Pouves, Sobral, Rio de Mel, Valadares, Carvalhais, Negrelos, Eiras, Oliveira, Calvário, Manhouce, Sá, Lourosa da Trapa, Passos, Ladreda, Goja, Abados, Outeiro do Concelho, Covelo, Covilhã, Arcozelo e Covelas, a perfazer 53% da população total, segundo o Censos de 2011, cabendo à Fibroglobal assegurar um mínimo de 50%. - No município de Vouzela – Vouzela, Vasconha, Cercosa, Fataunços, Rebordinho, Carvalhal do Estanho, Caria, Queirã, Loumão, Vilharigues, Cambra de Baixo, Paredes Velhas, Campia, Real das Donas, Moçâmedes, Carregal, Crescido, Fornelo, Mogueirães, Quintela, Sacorelhe, Touça, Farves e Tourelhe, sendo 52% dos seus habitantes, com base no citado Censos de 2011. Na sequência da entrada em funcionamento desta operação, que teve em 2013 a sua conclusão, em grande medida, passam a ser postos à disposição de quem teve esta (boa) sorte três tipos de serviços: acesso virtual à rede, ligação física a elementos da rede e infraestruturas, como se lê na documentação consultada para esse efeito. Quando estávamos com as mãos nesta moderna massa, veio ter à nossa mesa de trabalho mais um dado precioso acerca desta mesma realidade: anunciou-se a ligação, por cabo deste género, entre Lisboa e Fortaleza, ou seja, a unir Portugal e o Brasil. Mas, repetimos, ficou de fora parte do sempre sacrificado País profundo e isso não é política que se recomende, nem se aceite de bom grado. Aliado ao gosto que tivemos em dar esta novidade, fica-nos a mágoa de saber que há muita gente que fica cada vez mais distante do progresso. E isso tem de ser evitado em nome da governação inclusiva, equitativa, justa e solidária. Parte destas componentes sociológicas falharam estrondosamente. Infelizmente. Carlos Rodrigues, em “Notícias de Vouzela”, 6 de Março de 2014

segunda-feira, 3 de março de 2014

Um Cartório vazio e um Tribunal feito balcão de atendimento em Oliveira de Frades

Há tempos, criticámos, no jornal Notícias de Vouzela, o facto de o velho Cartório Notarial de Oliveira de Frades estar às moscas. Assim continua. Com o Tribunal a caminho de passar a ser um mero balcão de atendimento, esta é a imagem dos investimentos feitos nas últimas décadas. Nasceram para morrer. E nós a vermos a desgraça a bater-nos à porta, todos os dias. Há ainda as PPP e uma delas para nada valer, a da nossa A25, onde estamos a pagar portagens e a bufar, mas pouco...

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Querem matar a pequena agricultura

Acabei de ler as palavras escritas por um amigo meu, o Henrique, de S. Félix-S. Pedro do Sul, em que se insurge, e com carradas de razão, contra as exigências feitas aos nano-agricultores relativamente à inscrição nas Finanças para venda de um pau de cebolas e um saco de batatas, à "carta" para usar produtos fito-sanitários, sulfatos e afins,tudo a complicar a sua vida e nada a fazer com que este sector continue de pé. O "Notícias de Vouzela" mostrará este texto quinta-feira, dia 27. Antecipo a mensagem deixada, assinando por baixo. É uma tristeza: quando é preciso voltar a pôr os campos e florir e a produzir, o Estado, em vez de ajudar, com tanto simplex que diz ter, só está a estragar... Merece, por isso, um valente puxão de orelhas, este e outros...

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Em tempo de chuva, falar de floresta é exercício preventivo...

A floresta em Oliveira de Frades, uma pequena visão Em tempo de incêndios, que são o nosso pavor de todos os verões, ao olharmos para a floresta do concelho de Oliveira de Frades, não obtemos um quadro que seja muito diferente dos municípios vizinhos, da região em que se integra e do interior nacional em geral. A haver especificidades, que as há, são mais do domínio dos pormenores que de leitura global. Numa viagem breve e não muito aprofundada, são visíveis alguns aspectos que resultam de acções de ontem e de hoje, com infraestruturas construídas ao longo dos tempos, umas em bom aproveitamento, sempre que necessário, outras nem por isso, ou pior, não passam de esqueletos mortos que os homens foram continuamente esquecendo. Neste último caso, temos o Aeródromo da Pedra da Broa, que nasceu sob um espírito de visão de futuro, ligado ao combate a fogos florestais, em apoio aéreo, campo em que foi muito útil, mas que a incúria de alguns responsáveis do sector, para não falarmos em outro tipo de atitudes, se encarregou de ir apagando do mapa. Por ali vegeta em triste e lamentável abandono. Contrariamente a esta área, a dos pontos de água, recordando de cor alguns deles, continua de pedra e cal ao serviço dessas causas: referimos a Vessada do Salgueiro, o Rio Águeda, em Paranho, o Rio do Carregal, a Barragem das Cainhas ( em emergência, por se destinarem as suas águas a consumo público), a de Pereiras (de rega), o Rio Vouga, o Teixeira e o Alfusqueiro, como reservas naturais, entre outros. Também em matéria de aceiros e caminhos, há obra a registar e que ainda hoje é bom suporte em travão ao avanço das chamas e em acessibilidades, podendo dizer-se, como se lê em “ O risco de incêndio no distrito de Viseu – uma visão integrada das estruturas existentes, Helder Viana, Nuno Amaral e Rui Ladeira, Governo Civil de Viseu, 2005”, que há “… uma boa densidade de estradas e caminhos florestais”, até porque, de 1997 a 2003, ano da extinção das CNEFF, este concelho viu serem aplicados nestas áreas de apoio à floresta322795,50 euros, um dos maiores investimentos a nível distrital. Há, ainda, dois equipamentos, que, sendo pertença da Direcção Geral das Florestas, são de um inestimável valor, falando nós aqui dos Postos de Vigia de Arca (Urgueira) e do Ladário (Cruzes), com os identificadores 150 e 151, respectivamente, e ambos na região da Beira Litoral, freguesias de Arca e Destriz, de acordo com as informações da página oficial. Ladeiam estes pontos, os de Sever do Vouga, Arestal e Doninhas, de S. Pedro do Sul, Gravia e S. Macário e de Vouzela, Penoita. Destinados a detectar focos de incêndio e a comunicá-los, logo de seguida, são peças essenciais e determinantes no campo do combate aos fogos que despontam, até porque estão alerta 24 horas por dia, nas épocas determinadas para esse efeito. Com uma Associação de Bombeiros com grande força de operacionalidade, a actuar nos 14535 hectares do concelho e nos seus 8847 ha de floresta, constituindo 60.9% daquele total, com dois grupos de Sapadores, em Oliveira de Frades, a Verde Lafões, e em Ribeiradio, a Biosfera, meios humanos, a esse nível, não escasseiam. Mas há condições e adversidades que têm de estar em linha de conta, desde o clima à falta de limpeza das matas, primeiro, em grossa omissão dos próprios Serviços Florestais e, depois, também dos particulares, estes a olharem para mais essa despesa, na ordem dos 350 euros por hectare, muitas vezes sem quaisquer resultados práticos, porque, se houver uma falha na vizinhança, é dinheiro deitado ao lixo, sem apelo nem agravo. Ao aludirmos aos Serviços Florestais, vejamos os respectivos Perímetros, partindo da fonte citada, em que se integra o município de Oliveira de Frades, o que dá uma ideia dos agentes que têm a direcção destas matas, com a inerente confusão que pode gerar: CARAMULO – Vouzela, Oliveira de Frades (OFR) e Tondela; LADÁRIO – OFR, Vouzela e Sever do Vouga; PRÉSTIMO – OFR e Águeda; VOUGA – OFR e S. Pedro do Sul; ARCA – OFR e Vouzela e S. PEDRO DO SUL – SPS, OFR e Castro Daire. Com uma taxa de arborização de 53.7% e uma média de 2.1 ha de superfície por unidade de exploração, em meia dúzia de parcelas, eis os ingredientes para as dificuldades que há em encontrar o bom ponto de equilíbrio e as melhores respostas preventivas, que passam muito pelo corte dos matos em tempo útil. Tendo como outra fonte a www.unimadeiras.pt, constata-se que, com enfoque na produção de eucaliptos, em áreas das explorações, temos estas percentagens, regra geral: até 1 ha – 55%; de ½ a 1 ha – 19.70%; de 1 a 2.5 – 17.60%; de 2.5 a 5 – 4.20%; de 5 a 10 – 2.20 e com mais de 10 ha apenas 1.30%. Isto diz tudo quanto a índices de dispersão e dificuldades de gestão e rentabilização. Operando nas freguesias de Pinheiro de Lafões, Arcozelo das Maias, Ribeiradio e Destriz, em 2011, a Unimadeiras levou a cabo operações de controle de vegetação, fertilização, selecção de rebentos, manutenção de caminhos, etc. Ali se cita uma ideia veiculada pelo então Secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e da Floresta, que, no ano de 2006, em pleno monumental incêndio que destruiu a Serra do Ladário, veio declarar que este mesmo Baldio seria um dos primeiros a ter um Plano de Gestão Florestal devidamente concluído. Temos de confessar que não sabemos se assim aconteceu. Entretanto, nesse mesmo ano de 2006, aprovara-se o Plano Regional de Ordenamento Florestal do Dão e Lafões, com o Decreto Regulamentar nº 7/2006, de 18 de Julho, publicado no DR nº 137. Se muito mais haveria a dizer sobre estas matérias, uma das outras condições de cuidados a ter com a floresta está na constituição, em 2005, do Gabinete Técnico Florestal, que tão boa conta de si tem dado, desde então até agora. Porém, sendo este sector um poderoso meio no xadrez das nossas economias locais, muito dele haveria a dizer. Mas hoje ficamo-nos por aqui, com votos de que seja e se mostre sempre muito próspero. Carlos Rodrigues, “Notícias de Vouzela”