quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Vouzela em história
Nvouzela18jun15
Vouzela no centro de Lafões
A meio da encosta do Monte Castelo e de seu irmão Lafão, que, juntos, segundo se crê, deram origem à própria designação desta Região, a de Alafões, ou Lafões, mais especificamente, fica a vila de Vouzela, a terra de Vaucella, com o Vouga aos seus pés. Com este Rio como sua marca, uma outra se lhe cola na perfeição, a da sua profunda ligação à Serra do Caramulo. Com uma grande antiguidade, a sua história está cheia de dados de extrema importância, daqui tendo saído alguns dos mais prestigiados obreiros do nosso passado nacional, local e regional e até em termos de além-mar.
Sede de freguesia, por si só, desde há muitos anos, agora faz parte da União que congrega também Paços de Vilharigues, que, com sua Torre, nesta tem um bom farol, a indicar tempos de outrora, renovados recentemente, estabelecendo um bom diálogo com a Nossa Senhora do Castelo e com o Monte Gamardo.
Partindo nós de uma recolha de dados que remonta a a 1889, esta terra de S. Frei Gil, D. Duarte de Almeida, João Ramalho, Padre Simão Rodrigues de Azevedo e Morais Carvalho, entre tanta outra gente de peso, distribuía-se então pela Vila, Igreja (sic), Valgode, Caritel e os casais de Linhares, Cabrela, Ribeirinha, Candeeira, Pombal, S. Paio, Foz, Crujo, Ermida, Cavada, Pinheiro, Matas e Costeira, contando ainda com as Quintas da Sarnada (?), Continha, Lamas, Costeira, Matas, Regadas, Caritel, Poldras, Portelo, Porto-Salto, Cavalaria, Valgode, Avelar e Linhares, falando-se apenas da freguesia dessa época.
Na vila, duas praças, a de Cima, a Velha, e a de Baixo, a Nova, rivalizavam entre si, isto é, a Praça da República e o Largo Morais Carvalho eram os centros que aqui se distinguiam. Entre estes espaços e a Igreja Matriz, ficava o Largo da Corredoura, local da Feira de então, pensando nós de que se trata da actual Alameda. Por estes sítios, ganhavam o seu sustento alguns comerciantes, dois farmacêuticos, ferreiros, serralheiros, sapateiros, alfaiates, havendo ainda oficinas de tecelagem de panos de linho, de estopa e burel, quatro fornos de poia (pão) e pisões nos Rios Vouga, todo o ano, e no Zela, em época de fortes caudais.
Com uma boa centralidade política, a associação, por exemplo, do Pai de S. Frei Gil à corte e à “Câmara” de Coimbra, de D. Duarte de Almeida aos homens do D. Afonso V, de João Ramalho à colonização do Brasil, do Padre Simão de Azevedo à fundação da Companhia de Jesus e de Morais Carvalho à fina flor do Liberalismo fazem com que todas estas evidências sejam disso um testemunho indesmentível.
Num tempo em que os aspectos religiosos também andavam de mão dada com as forças políticas, justificam-se as Igrejas e Capelas que por aqui foram existindo ao longo dos tempos: Igreja Matriz, da Misericórdia, de S. Frei Gil, Capela de Nossa Senhora do Castelo, de S. Sebastião, de S. João (Casa das Ameias, em preocupantes ruínas), de S. Pedro (Valgode), de Santa Catarina (Quinta da Sarnada).
Em monumentalidade, porém, há muito mais a citar: Ponte, na Rua do mesmo nome, toda ela um património incalculável, Fonte da Nogueira, edifício da Antiga Câmara (Biblioteca Municipal), Museu Municipal, Estátua de Morais Carvalho, casas senhoriais e brasonadas, sendo por isso quase lícito afirmar-se que se está perante uma Vila-Museu. Assim sendo, se é importante valorizá-la e preservá-la, não menos determinante é, para um seu futuro sustentável, rasgar-lhe outros horizontes fora de muros, se assim se pode falar.
Como é reduzido o espaço a ocupar, fiquemo-nos com estas datas e respectivas evocações, extraídas de um desdobrável das Festas do Castelo: 1093 – um dos primeiros documentos escritos sobre esta vila; 1307 – criação da Feira; 1436 – concelho de Lafões, D. Duarte; 1882 – estátua Morais Carvalho; 1885 – fundação dos Bombeiros; 1904 – ponte sobre o Rio Vouga; 1926 – Mercado Municipal; 1927 – extinção da Comarca, restaurada em 1973; 1929 – iluminação eléctrica; 1929 – Associação os Vouzelenses; 1931 – em segunda fase, Sociedade Musical Vouzelense; 1935 – Notícias de Vouzela; 1959 – Hospital da Misericórdia; 1962 – Colégio de S. Frei Gil; 1964 – Cooperativa Agrícola de Lafões; 1966 – Quartel dos Bombeiros/Prédio das Colectividades.
Para se conhecer esta terra e toda a região de Lafões, entre muitos outros valiosos contributos que têm vindo a surgir, não podemos deixar de referir o papel do Professor Amorim Girão, que, em toda a sua vida académica, com uma notável obra realizada na Universidade de Coimbra, em torno da Geografia e da Arqueologia, sobretudo a partir dos anos vinte do século passado, se tornou pioneiro na divulgação da história e património destas nossas localidades de Lafões. Devem-se-lhe descobertas e análises registadas para a posteridade de um valor incalculável.
Foi tal a sua importância neste campo científico que a atribuição de seu nome a um qualquer espaço, não perecivel no tempo, como uma sala da Biblioteca ou algo do género, seria uma boa ideia e um acto de justiça.
Indissociável da região em que se insere, Lafões, nela sempre permaneceu, podendo até dizer-se que chegou a ser, em certa medida, um de seus lugares cimeiros. Por este facto, recebeu, por exemplo, uma das primeiras Misericórdias do País, mal D. Leonor criara em Lisboa, em 1498, esta preciosa Instituição.
Com uma área de cerca de 193 quilómetros quadrados, tem hoje 9 freguesias por força de uma legislação algo sem pés nem cabeça, que, esvaziando ancestrais órgãos de governação local, fez desaparecer, integrando-as, as restantes três. Com essa medida, por mais que nos esforcemos em ver vantagens, muito se perdeu e pouco se ganhou. Mas em termos de perdas e fugas de serviço, corariam D. Dinis, D. Duarte e D. Manuel que tanto fizeram em aqui acrescentarem mais-valias, desde a Feira, já citada, a outras benesses. Cabe aqui uma palavra de muito apreço em louvor de todos aqueles – e muitos foram – que tanto fizeram pelo recuperação da Comarca, que teve, assinale-se, no então Governador Civil de Viseu (1973), Eng. Armínio Quintela, uma alavanca essencial. O mesmo se diga de quem fez erguer o velho Hospital, de construir um novo Palácio da Justiça que, depois de pouco mais de duas décadas de serviços prestados, está praticamente às moscas, em mais um desacerto governamental de todo o tamanho.
Se uns tiram, outros semeiam e a vinda do IP5/A25 é um pilar essencial para o desenvolvimento deste concelho, que tem os melhores pastéis do mundo e é parceiro de um espaço onde podem pastar as nossas famosas vitelas de Lafões.
Em matéria de equipamentos, importa também lamentar os cortes na Saúde, outra facada nas nossas costas que ainda sangra a bom sangrar.
Já agora, diga-se que, ao falarmos de desaparecimentos cruéis, temos de recuar muito no tempo, porque o Covento aqui existente outrora quase não deixou rasto, o mesmo tendo acontecido com as muralhas do Castelo no sítio do mesmo nome. Triste sina é a desta terra. Ficam, no entanto, vivas e imortais as suas belezas e memórias, que ninguém mais vai apagar.
Do passado recente, muito anda por aqui escrito. E dos tempos de outrora fica quase tudo por dizer, mas não é possível ir mais longe, por agora.
Carlos Rodrigues, in “Notícias de Vouzela”, Junho 2015
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Ao lado do Porto para defesa de seu e nosso Aeroporto
Porto em luta por voos da TAP
Há questões em que o “Notícias de Vouzela” não tem por costume meter o seu bedelho, por considerar que estão para lá da missão que tem entre mãos, como seja a da defesa intransigente da Região em que exerce a sua espinhosa, dura, mas gratificante missão: Lafões. No que se refere ao Aeroporto do Porto, isto muda de figura: em causa está a mobilidade de uma parte substancial do nosso País, o norte de Portugal, e por isso não podemos ficar calados quando a TAP quer acabar com voos que se revelam essenciais às deslocações de muitos de nossos conterrâneos.
Dizendo-se que, a partir de 27 de Março de 2016, serão suprimidas as ligações directas entre o Porto e Bruxelas e ainda Milão, Roma e Barcelona, estamos fortemente ao lado do Presidente da Câmara Municipal daquela cidade, o independente Rui Moreira, no momento em que trava uma acesa batalha pelos direitos da terra e zona em que é autarca, contestando essa intenção.
Fomos tentar saber as razões que tem para assim falar. E descobrimos que está cheio de argumentos para actuar desta maneira. Aludindo ao facto de se desviarem passageiros, em trânsito, para Lisboa, na ordem dos três milhões, bate na tecla certa, a de um centralismo que muito nos incomoda e de que somos férreos opositores. Por outro lado, argumenta com os números em causa: se levar por diante este seu propósito, a TAP perde 1867 voos e cerca de 190000 passageiros que se podem passar para outras companhias. À espreita sabemos estarem a Ryanair, a EasyJet e outras operadoras estrangeiras.
Por outro lado, refere um pomenor que, agora, veio, de novo, a estar em cima da mesa: ao que parece esta Companhia de bandeira “voltou” a ter um certo controle estatal, depois de ter sido renegociado o acordo que, há meses, tinha sido estabelecido com o Grupo que havia adquirido 61%. Logo, o Estado tem o dever de zelar por todo o seu espaço e não pode deixar prejudicar a área de influência do Porto em matéria de voos aéreos. Tem assim Rui Moreira o nosso apoio.
Gostando imenso de Lisboa, onde temos mil laços familiares, o Porto assume-se como a nossa capital em acessos aéreos para todo o lado, dado a proximidade a que estamos do Aeroporto Sá Carneiro e das facilidades rodoviárias existentes. Perder hipóteses de ligações, quaisquer que elas sejam, merece todo o nosso repúdio.
Por conhecimento pessoal, Bruxelas será um murro no estômago se for ao ar em termos de voos directos. Por influência de muita gente que conhecemos, Milão, para quem vive numa certa zona da Suíça, é fundamental. Citamos estes dois casos, mas talvez haja motivos, mais do que muitos, para os outros pontos, só que, não tendo à mão conversa para os apresentarmos, calamo-nos, mas este silêncio não significa menos apreço por esses destinos.
Posto isto, dizemos que queremos para o Porto uma TAP de corpo inteiro e que Rui Moreira pode contar connosco nesta sua batalha. Pensamos mesmo que a nossa Região tem de estar ao seu lado nesta questão, antes que nos comam o caldo na careca.
Carlos Rodrigues, in “Notícias de Vouzela”, Fevereiro, 2016
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016
Força, novo COMBOIO de Aveiro a Salamanca, mas pelo sítio certo, via Lafões
Confesso: esta é uma posição interesseira, mas legítima. Ninguém pode condenar quem luta pelo desenvolvimento de sua terra. Se a pressão pela utilização da linha da Beira Alta, para ligar Aveiro a Salamanca, tem a sua razão de ser, no meu caso, estou no pólo oposto: defendo uma NOVA LINHA que ligue Aveiro a Viseu, seguindo para a Espanha, mas sem meias medidas ou a criação de atalhos, sendo este a falada ligação entre a linha da Beira Alta-Viseu de ida e volta. Como habito, com gosto, uma zona, a de Lafões, que fica a meio do percurso (que preconizo) Aveiro-Viseu, assumo esta posição de alto a baixo, inteiramente e sem tibiezas. Espero é que as forças vivas de Aveiro, Albergaria, Sever, OLIVEIRA DE FRADES, VOUZELA, S. PEDRO DO SUL e VISEU façam o seu papel. E esse passa por não deixarem morrer mais este projecto, ou vê-lo fugir para outras paragens... Dado o toque, mãos à obra... Toca a actuar...
domingo, 14 de fevereiro de 2016
Chuva e frio à antiga
Por estas terras da Serra do Ladário, no concelho de Oliveira de Frades, com a chuva que tem caído, incessantemente, engrossam os caudais dos rios e ribeiros que nela têm origem, indo desaguar no Alfusqueiro que, uma vez mais, em Destriz passou por cima de sua Ponte e, em Águeda, entrou pelas ruas adentro, inundando casas e lojas, como já se não via há anos, dizem que desde 2001. Infelizmente, aqui perto, em Albergaria-a-Velha, há a lamentar o desaparecimento de uma pessoa levada pela corrente do Rio Vouga que fez das estradas e das propriedades agrícolas o seu leito de passagem ameaçadora. É o Inverno em toda a sua força. Agora, até o frio faz bater o dente e gelar os ossos. E já ouvi uns trovões barulhentos. Nas imediações, houve quem tivesse visto neve, para completar este quadro de meados de Fevereiro, um mês pequeno, mas enorme em carga de água e outras coisas que tais. Para não destoar, até o meu querido Rio do Eirô deu mais um ar de sua graça. Isto é Inverno, ponto final.
Dicas sobre a extinta Adega Cooperativa de Lafões
Nlafões24dez15
- III - Adega e Junta Nacional do Vinho em convívio nos anos cinquenta
Nestas nossas conversas publicadas aqui no jornal “Notícias de Lafões”, as últimas têm andado à volta da vida da extinta Adega Cooperativa de Lafões, cuja sede, na Várzea, por lá se encontra de pé, mas apenas como memória museológica, ou nem isso. Perdida a batalha em defesa de seu futuro, um dia acabou, em morte lenta e em prolongada agonia. De nada valeram os esforços feitos e os chás quentes de mel com açúcar. Nem as sopas de cavalo cansado, naqueles tempos de aflição, fariam o milagre de a manter no exercício de suas valiosas funções. Perdeu-se, ingloriamente.
Em busca de dados e informações sobre o seu passado, fomos encontrar mais alguns bons testemunhos num livro, editado em 1958, com um nome muito simples: “Lafões”, da autoria de Correia de Azevedo, estando disponíveis ainda meia dúzia de exemplares, sobretudo em Bibliotecas Municipais e outras. Dando uma panorâmica global desta Região, por concelhos e por freguesias, é um razoável ponto de partida para uma visão de conjunto, não obstante a sua simplicidade e algumas falhas notórias, fruto, quem sabe, do próprio estado da insuficiente investigação por essa altura.
Sem falarmos em muitos outros aspectos de interesse, hoje tratamos apenas de vinhos e tudo quanto lhes diga respeito. Como bom alicerce para esta exposição, aí temos uma novidade de vulto: nessa época, S. Pedro do Sul era a sede da Delegação da Junta Nacional do Vinho, numa Brigada constituída pelos então Regentes Agrícolas Joaquim Casa Nova Morais Gradil, no posto de Chefe, e José Paulo Carvalho Rocha. Estava-lhes confiada uma extensa área com os concelhos de Oliveira de Frades, Vouzela, S. Pedro do Sul, Vila Nova de Paiva, Castro Daire, Tarouca, Moimenta da Beira, Sernancelhe e partes dos de Viseu, Lamego, Armamar, Tabuaço e S. João da Pesqueira.
Com as funções principais de prestarem assistência técnica, de regularem o mercado do vinho e fiscalizarem as suas características legais e estado sanitário, não era pequena a sua tarefa, nem grandes os meios. Como suporte, possuíam um laboratório e até armazém próprio.
Quanto à Adega, fazia-se uma referência ao seu alvará de 16 de Novembro de 1949, muito embora já estivesse legalmente em funções desde o dia 23 de Outubro desse mesmo ano, através do título de constituição emitido pelo Notário João Marques Guimarães. Sem grandes considerações, apenas se punham em evidência os corpos sociais dessa altura: Direcção – Dr. António Henriques de Sousa, D. Maria Luiza Saldanha, Dr. Fernando Marques do Nascimento Ferreira, Padre Jacinto Ferreira de Campos, Prof, Manuel Pereira da Silva e Joaquim Lourenço da Silva; Assembeia Geral – Dr. José Augusto de Almeida, Dr. Aloísio Pereira de Paiva e César Augusto da Costa Martins; Conselho Fiscal – Dr. António de Almeida Pinho Bandeira, Américo Correia de Paiva e Luís Marques Teixeira.
Porque a Adega está intimamente relacionada com a agricultura, trazemos para estas páginas uma outra valência, a do Grémio da Lavoura, a ter iniciado funções em 15 de Abril de 1944, para prestar assistência técnica agrícola, por via da respectiva Delegação da Direcção-Geral, esta com sede em Vouzela, e Estação Agrária de Viseu. O apoio ao sector vinícola competia à atrás referida Delegação da JNV, o que prova a sua existência já nesta década. Em maquinaria, era posta ênfase em 4 semeadores, 1 grade de molas, 2 sachadores e 2 pulverizadores mecânicos ao dispor dos seus associados.
Paralelamente, funcionava no âmbito deste Grémio a Associação de Seguro Mútuo de Gados, apenas para os bovinos, estando inscritos, em 31 de Dezembro de 1957, setenta e um elementos mutualistas, com 208 bovinos e um valor de 647200$00.
Eram estes os responsáveis do Grémio: Direcção – D. Diogo Francisco de Almeida Azevedo e Vasconcelos, José Alexandre Henriques de Paiva Pinto de Sousa e Luís Marques Teixeira; Conselho Geral – Dr. Manuel Marques Teixeira, Dr. Francisco Manuel Cardoso Moniz, Manuel Pereira Guimarães e Arnaldo Lino Ribeiro dos Santos. Geria, no dia a dia, os destinos desta Instituição José Alexandre Henriques de Paiva.
Citando-se neste livro o poeta sampedrense António Correia de Oliveira, em matéria de paisagem vinícola, assim a descrevia: “ ... Para norte (de S. Pedro do Sul), sucede a íngreme esacalonada de arretos, onde a videira se requebra em redeais de enforcado ou se entrelaça nas armações das latadas, dando a sensação, desde Abril a Setembro, de ciclópica cascata de esmeraldas, a cair lá do alto sobre o Rio (Vouga)... “.
E de vinho se fez esta crónica, continuando a dar-e uma ideia do que foi a Adega Cooperativa de Lafões e serviços afins. Neste fim de ano de 2015, Boas Festas e Bom Ano Novo!...
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016
Carnaval molhado
Isto de o Carnaval ser à terça-feira, atirado para o Inverno, tem, aquém e além, um enorme contratempo: raramente o sol é rei por esta altura. Por aqui, este ano, é o que está a acontecer. Uma chuvinha miúda, aborrecida, cai grande parte do tempo e não se avizinha que isto mude assim do pé para a mão. Com estas terras a terem como tradição as brincadeiras carnavalescas em moldes modernos, longe dos velhos entrudos, esses, muito mais ao sabor genuíno do nosso povo, espera-se que Campia e Negrelos, amanhã, possam dar corda à alegria com o bom tempo a ajudar. Mas duvidamos que assim venha a acontecer. Pelo sim e pelo não, umas fatiotas impermeáveis serão uma preciosa ajuda. Quanto a Fataunços, Santa Cruz da Trapa e Oliveira de Frades, já o viveram no Domingo Gordo, outra data que se revela muito importante neste contexto. Não falamos já nas Escolas e Misericórdias, que essas Instituições costumam antecipar para sexta-feira, como, em regra, já aconteceu. Viva a folia, que a vida são mesmo dois dias...
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Aeródromo da Pedra da Broa com nova vida
Após um protocolo assinado entre a Empresa Flying e a Câmara Municipal de Oliveira de Frades, a que se junta uma parceria estabelecida com a Universidade do Porto, foi decidido dar, de novo,uso ao Aeródromo da Pedra da Broa, construído na década de oitenta do século passado e que, no âmbito da então CNEFF - Comissão Nacional Especializada de Fogos Florestais - tão bons frutos deu no combate aéreo aos incêndios em ligação com os Bombeiros locais. Desactivado e abandonado durante anos, ressuscita agora para bem da minha terra e de toda a Região de Lafões.Excelente ideia!...
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