segunda-feira, 29 de junho de 2026
Em Vouzela continuam as escavações arqueológicas...
Mais uma época de escavações em Vouzela
CR
Já é um bom costume no concelho de Vouzela procurarem-se, anualmente, vestígios arqueológicos no solo e subsolo dos seus montes e lugares cheios de segredos, que, desvendados, nos mostram melhor as nossas origens e até um passado remoto. Desta vez, é o Monte dos Castelo que está a proporcionar uma boa quantidade de descobertas. Logo a seguir, parte-se para o Castro de Paços de Vilharigues com a mesma intenção.
Vários estudantes de arqueologia da Universidade Nova de Lisboa, com a alta responsabilidade da Professora Catarina Tente, encarregam-se desses trabalhos em duas equipas: uma, coordenada por João Veloso, outra, por Fabian Cuesta. A seu cargo, têm os alunos Joana Ribeiro, Madalena Betencout, Carolina Marques, Guilherme Pimenta, Guilherme Ribeiro, Gustavo Macedo, Inês Cascabudo, Margarida Matos, Rodrigo Quental e Francisco Leitão. Por parte do Município de Vouzela, são ainda apoiados por Daniel Melo e João Rocha.
Se estas acções se integram no Projecto Mons, deve notar-se que toda esta busca das nossas raízes nasceu já há alguns anos (2016) e desde então tem vindo a continuar regularmente com uma paragem no tempo em virtude do Covid em 2020. Pelo meio, a catástrofe dos incêndios de 2017 veio trazer, apesar de todas as desgraças, um forte manancial de pontos de interesse arqueológico. Com tudo isto, o acervo de peças e testemunhos tem vindo a crescer exponencialmente.
A juntar a tudo quanto já existe, disse-nos João Veloso que acabaram de ser descobertas muitas peças de cerâmica com incisões e desenhos numa das casas em análise, sendo que ainda a procissão vai no adro. Nas estruturas postas à vista de todos no dia aberto, 20 de Junho, pôde-se observar um portal, uma mó, umas instalações produtivas, ligadas ao vinho ou ao azeite, talvez do século XII ou perto dessa data, o que mostra a importância deste local, o Monte do Castelo.
Povoado desde há milénios, esse factor continuou até há uns séculos, como se pode deduzir, por exemplo, das sepulturas em rocha que se vêem ao lado da escadaria que vai para o Santuário.
Sabendo-se que um território vale por tudo aquilo que contém, estes trabalhos de nos mostrarem o passado remoto têm todo o interesse e valor documental. É que nem só de alcatrão se faz o nosso percurso humano. Isso seria muito pouco. Curiosamente, sem que nada fosse combinado, cruzámos com o Presidente da Câmara Municipal, Carlos Oliveira e sua equipa, que tinham ido ver também o que ali se estava a descobrir. Bom sinal…. Carlos Rodrigues, Notícias de Vouzela, Jun2026
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