Conheci a Madeira, enquanto ali prestei serviço militar em 1972. Foi terra que logo me encantou. Depois disso, por razões profissionais e outras, várias foram as vezes que me desloquei a esta Ilha. Do seu encanto, quase tudo está dito e nunca se conseguiu retratar, de corpo inteiro, tanta maravilha, tanta graça e tanta beleza e trabalho feito.
Mas o que muito nos dói, no dia de hoje, é a terrível tragédia de que está a sofrer. Muitos são os escombros e os destroços. Infinitamente pior - e sem qualquer remédio - é a onda de morte que acompanhou este temporal, ceifando dezenas de vidas e deixando muitas pessoas a caminho dos hospitais, segundo as últimas informações. As imagens que nos chegam mostram a dimensão de tão assustadora realidade e ainda se não descobriu tudo.
A Madeira está de profundo luto. A Madeira precisa da nossa generosidade. Voemos para ali, depressa, que aquela gente bem merece a nossa solidariedade.
sábado, 20 de fevereiro de 2010
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
De um banquito para um cadeirão
Dizem que somos terra pequena, que não passamos de um qualquer torrão à beira-mar, mas daqui sai gente da alta, como se vê agora com a ida de Víctor Constâncio para a vice-presidência do Banco Central Europeu, o conhecido BCE.
Deixa assim de dirigir o nosso Banco de Portugal, mas não perde importância nem, talvez, proveitos. Se esses pormenores não nos importam, por cheirarem a buraco de fechadura, como alguém dizia há dias, o relevo vai todo inteirinho para esta escolha, que não pode passar despercebida a quem gosta de ser quem é: gente que se sente com aquilo que acontece a cada um dos seus compatriotas. E este caso de sucesso sabe bem reconhecê-lo, verdade seja dita.
Agora, daqui a meses, vai haver mudanças na grande casa do dinheiro português. O senhor que se segue é, para já, uma enorme incógnita. Eu não sou, de certeza absoluta.
Mas que vou estar atento, isso posso garantir. Fica, no entanto, uma sugestão: aproveite-se esta oportunidade para trabalhar com razão de estado aquilo que com o estado tanto mexe. Por qualquer prisma que o vejamos, mais social, menos liberal, mais regulador, menos controlador, o estado, o nosso, não pode ser deixado ao acaso nem ao capricho de ocasião. Pede-se uma outra postura: elevação, eis o termo que me ocorre, de momento.
A mesma palavra gostaria de a ver aplicada à adivinhada contenda que começa a estalar no PSD e já não é sem tempo.
Com três candidatos, pelo menos por agora, dirimam-se argumentos, mas preserve-se o essencial: eleve-se então o discurso, para se poder ver ao fundo do túnel uma qualquer alternativa, credível e apetecida.
É isso que se aguarda, tanto aqui na Vagueira, como lá em cima, na encosta da Serra do Ladário, terras de Oliveira de Frades, que ontem tiveram mais encanto com o manto de neve que as ornamentou.
Deixa assim de dirigir o nosso Banco de Portugal, mas não perde importância nem, talvez, proveitos. Se esses pormenores não nos importam, por cheirarem a buraco de fechadura, como alguém dizia há dias, o relevo vai todo inteirinho para esta escolha, que não pode passar despercebida a quem gosta de ser quem é: gente que se sente com aquilo que acontece a cada um dos seus compatriotas. E este caso de sucesso sabe bem reconhecê-lo, verdade seja dita.
Agora, daqui a meses, vai haver mudanças na grande casa do dinheiro português. O senhor que se segue é, para já, uma enorme incógnita. Eu não sou, de certeza absoluta.
Mas que vou estar atento, isso posso garantir. Fica, no entanto, uma sugestão: aproveite-se esta oportunidade para trabalhar com razão de estado aquilo que com o estado tanto mexe. Por qualquer prisma que o vejamos, mais social, menos liberal, mais regulador, menos controlador, o estado, o nosso, não pode ser deixado ao acaso nem ao capricho de ocasião. Pede-se uma outra postura: elevação, eis o termo que me ocorre, de momento.
A mesma palavra gostaria de a ver aplicada à adivinhada contenda que começa a estalar no PSD e já não é sem tempo.
Com três candidatos, pelo menos por agora, dirimam-se argumentos, mas preserve-se o essencial: eleve-se então o discurso, para se poder ver ao fundo do túnel uma qualquer alternativa, credível e apetecida.
É isso que se aguarda, tanto aqui na Vagueira, como lá em cima, na encosta da Serra do Ladário, terras de Oliveira de Frades, que ontem tiveram mais encanto com o manto de neve que as ornamentou.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Em plano inclinado
Até me tenho desviado de pegar nesta página da Net, a minha amiga de muitas horas, porque são pesados os tempos que estamos a viver. Aqui, no ponto em que a Serra do Ladário deve rondar os 400 metros de altitude, chegam dados de todo o mundo. O tempo de saber pouco, de acreditar em que a chuva e o sol eram universais em cada segundo, iguaizinhos nos seus efeitos em todas as partes deste mundo, já passou. O meu concelho, o de Oliveira de Frades, anda de ouvido atento e nada lhe foge. Nem este desconchavo de ver um país, o seu, a quase afundar-se nos leva a tapar os ouvidos e a cegar os olhos.
É triste o panorama que vivemos: ninguém acredita em ninguém, todos falam, não há razão alguma em qualquer das partes, advogados atiram-se a juízes e magistrados, estes dizem mal daqueles, e aqueles destes, os jornais divertem-se em minar tudo o que seja ponto de pólvora, a rádio e a televisão seguem o mesmo caminho, a voz pública anda desconfiada e, pior, muito pior do que isso, as carteiras estão cada vez mais vazias.
Na minha terra, vive-se com o credo na boca. Na estranja, os grandalhões teimam em querer deitar a nossa credibilidade abaixo, os ricalhões bancos falam já em encontrar meios de continuar a encher os bolsos, o governo local acena com um outro forte apertar do cinto - o do congelamento dos salários até 2013 - e, no meio de tanta gritaria, já se sabe quem vai pagar o maior quinhão da crise: o mexilhão, a arraia miúda do meu amigo Dr. Jaime Gralheiro.
Vem aí o Carnaval.
Máscaras?
Tenho que chegue. Esta, a da crise e dos desvarios que por aí abundam.
Mais?
Porra!... Nunca.
É triste o panorama que vivemos: ninguém acredita em ninguém, todos falam, não há razão alguma em qualquer das partes, advogados atiram-se a juízes e magistrados, estes dizem mal daqueles, e aqueles destes, os jornais divertem-se em minar tudo o que seja ponto de pólvora, a rádio e a televisão seguem o mesmo caminho, a voz pública anda desconfiada e, pior, muito pior do que isso, as carteiras estão cada vez mais vazias.
Na minha terra, vive-se com o credo na boca. Na estranja, os grandalhões teimam em querer deitar a nossa credibilidade abaixo, os ricalhões bancos falam já em encontrar meios de continuar a encher os bolsos, o governo local acena com um outro forte apertar do cinto - o do congelamento dos salários até 2013 - e, no meio de tanta gritaria, já se sabe quem vai pagar o maior quinhão da crise: o mexilhão, a arraia miúda do meu amigo Dr. Jaime Gralheiro.
Vem aí o Carnaval.
Máscaras?
Tenho que chegue. Esta, a da crise e dos desvarios que por aí abundam.
Mais?
Porra!... Nunca.
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Portugal à deriva no mar das ilhas
Já não vale a pena viver no remanso desta Serra do Ladário, mesmo quando se nota uma chuva miudinha, porque os ventos tempestuosos das nossa ilhas atlânticas tudo parecem levar à sua frente. Este é um país em mar sem controle de si mesmo. A água entra por todos os lados. Os políticos andam a brincar com o lume. Um buraquito de 50 ME é mais forte que o bom senso. No entanto, em matéria de TGV, não se recua um milímetro. O Governo arma-se em vítima. A Oposição estica a corda, na esperança de colher dividendos. O PR ouve o CE e fica, amarrado, à espera. O Presidente da AR assina um adiamento da votação - vi-o escrito há minutos - sem o Plenário se ter pronunciado. Este meu país é um perfeito-imperfeito desatino. As Finanças da rica Madeira ameaçam devorar-nos. A UE - verdade ou mentira? - diz que somos assim-assim uma Grécia afundada. A Bolsa dá um enorme trambolhão. O meu amigo, funcionário público, já pôs as barbas de molho. O Zé, dali perto, pensa no carro que pode ter de entregar no prego. Alguns espertinhos do PS, que têm assento na AR, até querem que nos ponhamos nus perante todo o mundo, com as notas estendidas. Os miúdos do Secundário, felizmente, barafustam nas ruas. O PR anda pelos locais do Interior a pescar boas práticas...
E eu, modestíssimo cidadão de Oliveira de Frades, interrogo-me: vale a pena continuar a querer acreditar no futuro? Teremos nós, país de 900 anos, ainda energias para vencer estas crises, as reais e as imaginárias? As minhas filhas, uma na Serra, outra na Capital, têm razões para crer num destino melhor? A minha mãe pode confiar no Sistema de Saúde? Os meus primos terão a certeza que a sua Escola é a melhor? Poderei eu circular no A25, sem ter outra via plausível para dar umas voltas, sem ter medo de me irem ao bolso? A Serra do Ladário ainda continuará a poder dar-me ar puro, ou também vai ser taxada? Os meus amigos, produtores industriais e agrícolas, poderão avançar com mais projectos?
Em suma: com estes políticos e com esta gente, vale a pena ter-se esperança? Vale?...
E eu, modestíssimo cidadão de Oliveira de Frades, interrogo-me: vale a pena continuar a querer acreditar no futuro? Teremos nós, país de 900 anos, ainda energias para vencer estas crises, as reais e as imaginárias? As minhas filhas, uma na Serra, outra na Capital, têm razões para crer num destino melhor? A minha mãe pode confiar no Sistema de Saúde? Os meus primos terão a certeza que a sua Escola é a melhor? Poderei eu circular no A25, sem ter outra via plausível para dar umas voltas, sem ter medo de me irem ao bolso? A Serra do Ladário ainda continuará a poder dar-me ar puro, ou também vai ser taxada? Os meus amigos, produtores industriais e agrícolas, poderão avançar com mais projectos?
Em suma: com estes políticos e com esta gente, vale a pena ter-se esperança? Vale?...
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Sim "SCUT", olhe, pense...
Vivo com o A25 a dois palmos. Vejo-o da minha varanda, sinto parte do zum-zum das suas viaturas - muitas e ainda bem, por serem sinal que sempre se justificou - e até quase que as podia contar, se para tanto tivesse pachorra e jeito.
Tenho como suporte de sangue e terra um concelho, Oliveira de Frades, que respira bastante bem, porque teve a sorte de ter sabido aproveitar o anterior IP 5 e o actual A25, uma via a suceder à outra e não em paralelo. Esta realidade faz toda a diferença: sem alternativa à vista, sem uma qualquer resposta satisfatória em termos de acessos para além deste auto-estrada, pensar em portagens é uma ofensa ao desenvolvimento - que ainda está, a nível geral deste eixo - muito longe de qualquer média europeia.
Estes têm sido requisitos essenciais para o actual estatuto. Mascarar esta realidade, para aplicar quaisquer encargos, aqui e agora, aqui e agora, aqui e agora, é uma bofetada de mão pesada que, por muito doer e muita ferida fazer, não pode ser tolerada e tem de ser evitada a todo o custo.
Cá estou. Sim"SCUT" é o meu lema.
Sim "SCUT" mesmo tudo.
Tudo e é tudo de SCUT, neste A25 e noutros que tais.
Tenho como suporte de sangue e terra um concelho, Oliveira de Frades, que respira bastante bem, porque teve a sorte de ter sabido aproveitar o anterior IP 5 e o actual A25, uma via a suceder à outra e não em paralelo. Esta realidade faz toda a diferença: sem alternativa à vista, sem uma qualquer resposta satisfatória em termos de acessos para além deste auto-estrada, pensar em portagens é uma ofensa ao desenvolvimento - que ainda está, a nível geral deste eixo - muito longe de qualquer média europeia.
Estes têm sido requisitos essenciais para o actual estatuto. Mascarar esta realidade, para aplicar quaisquer encargos, aqui e agora, aqui e agora, aqui e agora, é uma bofetada de mão pesada que, por muito doer e muita ferida fazer, não pode ser tolerada e tem de ser evitada a todo o custo.
Cá estou. Sim"SCUT" é o meu lema.
Sim "SCUT" mesmo tudo.
Tudo e é tudo de SCUT, neste A25 e noutros que tais.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Mudar
À primeira vista, isto parece p(e)lágio, perto de um Santo padroeiro da Igreja "velha" da sede do meu concelho, Oliveira de Frades, mas não se trata de nada disso. É apenas coincidência: estou a falar do tempo, daquela converseta da treta que todos temos quando nada mais há a dizer.
É isso mesmo: da minha varanda só escuto - e com algum prazer - a surdina da chuva, mas do sol não vejo nem o rasto, agradecendo-lhe, todavia, a energia que nos fornece, quer de dia, quer de noite. Este astro-rei, e só ele para os incrédulos, que não para mim, é a maior das realidades que cercam a nossa vida. Colocando-o, p' ra aí num segundo (? ) lugar de importância, dele, visível, já tenho saudades.
Mas voltemos ao " Mudar ": isto não é tirado a ninguém, mas não posso deixar de dizer que gostei de ouvir uma voz, uma daquelas que muito tem falado, a agarrar neste tema e a trazê-lo a público, dela fazendo um alerta para novos rumos de que tanto se precisa.
É "a" voz?
Essa é que continua a ser a minha grande dúvida.
Mas como a perfeição nunca se alcança, por muito que porfiemos em a conseguir, esta postura já é mais do que o pouco que tenho visto e que até mereceu a minha aprovação então entusiástica... Dadas as circunstâncias, já vejo uma luzita ao fundo do túnel.
Que ainda brilha pouco, isso é verdade. Chega? Não, para já. Será ela o futuro? Talvez, se nada de melhor por ai se der à luz...
É isso mesmo: da minha varanda só escuto - e com algum prazer - a surdina da chuva, mas do sol não vejo nem o rasto, agradecendo-lhe, todavia, a energia que nos fornece, quer de dia, quer de noite. Este astro-rei, e só ele para os incrédulos, que não para mim, é a maior das realidades que cercam a nossa vida. Colocando-o, p' ra aí num segundo (? ) lugar de importância, dele, visível, já tenho saudades.
Mas voltemos ao " Mudar ": isto não é tirado a ninguém, mas não posso deixar de dizer que gostei de ouvir uma voz, uma daquelas que muito tem falado, a agarrar neste tema e a trazê-lo a público, dela fazendo um alerta para novos rumos de que tanto se precisa.
É "a" voz?
Essa é que continua a ser a minha grande dúvida.
Mas como a perfeição nunca se alcança, por muito que porfiemos em a conseguir, esta postura já é mais do que o pouco que tenho visto e que até mereceu a minha aprovação então entusiástica... Dadas as circunstâncias, já vejo uma luzita ao fundo do túnel.
Que ainda brilha pouco, isso é verdade. Chega? Não, para já. Será ela o futuro? Talvez, se nada de melhor por ai se der à luz...
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Museu Grão Vasco, um bom viveiro
Se às três é de vez, desta feita apenas podemos falar em duas situações. Mas a sua sequência mostra que o Museu Grão Vasco, em Viseu, é um bom laboratório e viveiro para a carreira de quem quer singrar na vida. Primeiro, Dalila Rodrigues saiu desta casa e foi dirigir o MNAA. Agora, calhou a sorte a António Filipe Pimentel, que fez as malas e aí vai de abalada para a casa lisboeta, uma espécie de céu museológico a que todos aspiram.
Como diz o "Público", aqui temos mais um profissional com uma grande ambição, mas, acescentamos nós, com uma lacuna de vulto: a veia para a gestão. Acreditamos, no entanto, que a sua experiência profissional e académica possa ultrapassar aquilo que a Ministra não viu em Paulo Henriques, se tal argumento não tiver sido a poeira para os olhos com que, frequentemente, somos brindados.
Mas, com esta partida de terras de Viriato para a Capital, pela parte que nos toca, ficamos algo agradecidos. Afinal, ao menos, servimos para gerar gente que salta do interior para a Casa Grande, aquela que, em carreira, todos desejam.
Tememos é que tal ida cheire a muito passsageiro, porque a longevidade daquele cargo não é presságio de nada de bom: Dalila viu-se forçada a abandoná-lo, com muita pena nossa; Paulo Henriques, idem-idem.
Resta saber quais são as cenas seguintes do livro que agora se reinicia. Se Deus quiser, aqui estaremos, então, para o saber.
Cá por mim, que de História também sou, MNAA, uf!, nunca: não tenho vocação para fechar e abrir portas vezes demais.
Ao novo Director, apesar de tudo, boa sorte!
Resta esperar para descobrir quem está a caminho de Viseu, que o seu Museu, sendo bom viveiro, não pode ser visto como uma qualquer rectaguarda para Directores em trânsito, uma espécie de comarca de ingresso, daquelas de antigamente.
Se nos agrada que a escolha tenha recaído em quem viveu de perto com "Grão-Vasco", esta constatação não augura nada de bom. É que Dalila Rodrigues teve o triste destino que se conhece e, como agora, os prazos também foram água-vai, bem pode acontecer que Pimentel não aqueça o lugar.
Está visto que a Arte Antiga não se dá muito bem com esta "modernice" de nomeações: por dá cá aquela palha lá se pira o Director pela porta pequena, para não falarmos numa outra "corrida" qualquer...
Ou há ali uma grande pedra no sapato, ou aquela Casa tem enguiço.
De História sou eu, mas, uf!, ali nunca poria os pés
Como diz o "Público", aqui temos mais um profissional com uma grande ambição, mas, acescentamos nós, com uma lacuna de vulto: a veia para a gestão. Acreditamos, no entanto, que a sua experiência profissional e académica possa ultrapassar aquilo que a Ministra não viu em Paulo Henriques, se tal argumento não tiver sido a poeira para os olhos com que, frequentemente, somos brindados.
Mas, com esta partida de terras de Viriato para a Capital, pela parte que nos toca, ficamos algo agradecidos. Afinal, ao menos, servimos para gerar gente que salta do interior para a Casa Grande, aquela que, em carreira, todos desejam.
Tememos é que tal ida cheire a muito passsageiro, porque a longevidade daquele cargo não é presságio de nada de bom: Dalila viu-se forçada a abandoná-lo, com muita pena nossa; Paulo Henriques, idem-idem.
Resta saber quais são as cenas seguintes do livro que agora se reinicia. Se Deus quiser, aqui estaremos, então, para o saber.
Cá por mim, que de História também sou, MNAA, uf!, nunca: não tenho vocação para fechar e abrir portas vezes demais.
Ao novo Director, apesar de tudo, boa sorte!
Resta esperar para descobrir quem está a caminho de Viseu, que o seu Museu, sendo bom viveiro, não pode ser visto como uma qualquer rectaguarda para Directores em trânsito, uma espécie de comarca de ingresso, daquelas de antigamente.
Se nos agrada que a escolha tenha recaído em quem viveu de perto com "Grão-Vasco", esta constatação não augura nada de bom. É que Dalila Rodrigues teve o triste destino que se conhece e, como agora, os prazos também foram água-vai, bem pode acontecer que Pimentel não aqueça o lugar.
Está visto que a Arte Antiga não se dá muito bem com esta "modernice" de nomeações: por dá cá aquela palha lá se pira o Director pela porta pequena, para não falarmos numa outra "corrida" qualquer...
Ou há ali uma grande pedra no sapato, ou aquela Casa tem enguiço.
De História sou eu, mas, uf!, ali nunca poria os pés
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