Era um homem simples, mas simpático. Atencioso, delicado, acenou-nos, vezes sem conta, ora no Restelo, ora no Saldanha, sempre que por aí passámos. Ao dizer adeus, implicitamente estava a pedir-nos, pela sua atitude, que ali voltássemos, até porque, neste Portugal sisudo, cada sorriso, cada gesto destes tem muito mais encanto.
Tanto deu que se esgotou, partindo para sempre naquele adeus definitivo que ninguém controla. Mas as horas que nos ofereceu, sem greves, nem reivindicações, sem cartazes, nem tarjetas, sem um berro, nem um esgar de desagrado, reservaram-lhe, de certeza, o melhor dos lugares, lá em cima, onde pode acenar-nos, sempre, cá para baixo. Obrigado, João.
Vi-o um montão de vezes. Nunca lhe retribuí aquilo que, sem nada pedir em troca, me deu cada dia que com ele cruzei de carro, mais no Restelo, a caminho de Alcântara, que no Saldanha.
Falhei.
Peço-lhe, João, que me perdoe a falta de sensibilidade que então revelei.
Descanse em paz.
Este João, simples, fez da amizade e do sorriso, do aceno e da saudação um pouco da sua vida.
Deu-se.
Agora, na altura em que deixou de realizar o seu "ofício", resta-nos dizer-lhe adeus, num gesto de gratidão do tamanho da sua alma, que era muito grande...
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Hospital Distrital de Viseu com distinção
Aquilo, aquele, este, o meu Hospital é uma Instituição de saúde pública. Depende do Estado, é do Estado, é gente da FP que ali trabalha. Tudo ali tem marca de coisa pública, de bem público, de serviço público.
Por razões que a falta de saúde obriga, tenho tido muitas oportunidades (que não queria) de ali me deslocar e de aguardar atendimento.
Ontem e hoje, vivi essas situações com duas pessoas que me são, obviamente, muito queridas. Num e noutro caso, vi responsabilidade, vi capacidade, vi apoio, vi humanismo nos gestos e nos actos médicos e afins, vi a ânsia de tudo fazer bem, descobri também ansiedade nas respostas que, às vezes, mais tardavam, senti que estava, afinal, no meio de gente que sabe ser funcionário público sem ser uma carga de maus vícios, maus costumes, más práticas, más educações. Nada disto, nada mesmo.
Era a perfeição? Não.
Era o melhor dos Hospitais? Talvez e também não.
Mas que era uma CASA de SAÚDE que quase parecia o céu, por tantas estrelas apresentar, disso não tenho dúvidas.
Que ainda pode brilhar muito mais, que ninguém tal desconheça.
Mas é muito bom o que ali se faz.
Obrigado, em nome também de meus familiares, claro.
Por razões que a falta de saúde obriga, tenho tido muitas oportunidades (que não queria) de ali me deslocar e de aguardar atendimento.
Ontem e hoje, vivi essas situações com duas pessoas que me são, obviamente, muito queridas. Num e noutro caso, vi responsabilidade, vi capacidade, vi apoio, vi humanismo nos gestos e nos actos médicos e afins, vi a ânsia de tudo fazer bem, descobri também ansiedade nas respostas que, às vezes, mais tardavam, senti que estava, afinal, no meio de gente que sabe ser funcionário público sem ser uma carga de maus vícios, maus costumes, más práticas, más educações. Nada disto, nada mesmo.
Era a perfeição? Não.
Era o melhor dos Hospitais? Talvez e também não.
Mas que era uma CASA de SAÚDE que quase parecia o céu, por tantas estrelas apresentar, disso não tenho dúvidas.
Que ainda pode brilhar muito mais, que ninguém tal desconheça.
Mas é muito bom o que ali se faz.
Obrigado, em nome também de meus familiares, claro.
domingo, 7 de novembro de 2010
ASSOL no mundo das boas práticas
Tive o prazer e a honra de me ter deslocado à Holanda, a fim de participar numa Conferência Internacional sobre pessoas com deficiência: a Gentle Teaching, um forum de excelência em termos de ver todas as pessoas, todas, como elas são - PESSOAS.
No meio de mais de uma dezena de representações de três continentes, Ásia, América do Norte e do Sul e Europa, esta Instituição de Oliveira de Frades, que tem pólos ainda em Vouzela, S. Pedro do Sul, Castro Daire e Tondela, mostrou o seu grande portefólio de realizações, que são apreciados e louvados nos quatro cantos do mundo.
Os meus olhos viram a forma como a ASSOL é acarinhada. Os meus ouvidos escutaram palavras de um enorme apreço. O meu coração - e é de pedagogia baseada nesta parte do nosso corpo que se trata, quando se fala de Gentle Teaching - palpitou de contentamento nos muitos momentos em que se notava um ambiente de satisfação em redor da comitiva que ali se deslocou.
Se muito há a dizer sobre esta viagem de aprendizagem e oferta de ideias sobre obra feita, o que ficará para as próximas ocasiões, numa primeira impressão, temos de confessar que, tal como afirmou o Professor MacGee, grande mentor e obreiro desta iniciativa, a ASSOL soube, a seu tempo, agarrar esta mensagem de inclusão e pô-la em cima de suas mesas de trabalho, aplicando-a com garra para levar todos os seus apoiados a sentirem-se felizes e gente da nossa gente, GENTE, apenas GENTE.
Se parti com vontade de vasculhar muito do que se deve fazer em matéria de boas práticas, afinal, por aquilo que a ASSOL constrói em cada dia, cheguei à conclusão que, estando muito longe de atingir a perfeição, esta Instituição já mostrou que segue um bom caminho e é por isso que tem praticamente aprovado um projecto de Certificação europeu, pioneiro nessa área, galardão que, a não acontecer nada de muito estranho, virá a receber dentro de dias.
Com pouco mais de vinte anos, tudo isto é fruto de um todo que tem essa juventude e essa bonita idade. A quem ali está, agora, cabe essa felicidade, mas os alicerces vêm de há muitos anos atrás.
Na Holanda, sentimo-nos bem.
Há muito para contar, mas não é hoje que tal acontecerá.
Aguardemos.
No meio de mais de uma dezena de representações de três continentes, Ásia, América do Norte e do Sul e Europa, esta Instituição de Oliveira de Frades, que tem pólos ainda em Vouzela, S. Pedro do Sul, Castro Daire e Tondela, mostrou o seu grande portefólio de realizações, que são apreciados e louvados nos quatro cantos do mundo.
Os meus olhos viram a forma como a ASSOL é acarinhada. Os meus ouvidos escutaram palavras de um enorme apreço. O meu coração - e é de pedagogia baseada nesta parte do nosso corpo que se trata, quando se fala de Gentle Teaching - palpitou de contentamento nos muitos momentos em que se notava um ambiente de satisfação em redor da comitiva que ali se deslocou.
Se muito há a dizer sobre esta viagem de aprendizagem e oferta de ideias sobre obra feita, o que ficará para as próximas ocasiões, numa primeira impressão, temos de confessar que, tal como afirmou o Professor MacGee, grande mentor e obreiro desta iniciativa, a ASSOL soube, a seu tempo, agarrar esta mensagem de inclusão e pô-la em cima de suas mesas de trabalho, aplicando-a com garra para levar todos os seus apoiados a sentirem-se felizes e gente da nossa gente, GENTE, apenas GENTE.
Se parti com vontade de vasculhar muito do que se deve fazer em matéria de boas práticas, afinal, por aquilo que a ASSOL constrói em cada dia, cheguei à conclusão que, estando muito longe de atingir a perfeição, esta Instituição já mostrou que segue um bom caminho e é por isso que tem praticamente aprovado um projecto de Certificação europeu, pioneiro nessa área, galardão que, a não acontecer nada de muito estranho, virá a receber dentro de dias.
Com pouco mais de vinte anos, tudo isto é fruto de um todo que tem essa juventude e essa bonita idade. A quem ali está, agora, cabe essa felicidade, mas os alicerces vêm de há muitos anos atrás.
Na Holanda, sentimo-nos bem.
Há muito para contar, mas não é hoje que tal acontecerá.
Aguardemos.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
Eureka, temos Orçamento!
Com a consciência clara de que o Orçamento para 2011 é um ataque sem tréguas ao bolso do português-médio, baixo, médio-alto e afins, sinto-me, no entanto, consolado com a sua aprovação, o que resulta do acordo obtido, há momentos, entre o Governo e o PSD.
Ao confiar naquele pedacinho de bom senso que ainda resiste na nossa carga genética, por mais perversa que a queiramos fazer, sempre tive esperança em que o entendimento viesse a ser conseguido. Assim aconteceu. Viva Portugal!
Estranho, porém, a comunicação do Presidente da República, à saída de uma importantíssima reunião do seu Conselho de Estado. Pelo teor das afirmações lidas, fiquei com a ideia que esta boa notícia ali não tinha chegado até àquele momento. Estranha é essa lentidão, tão perto estão uns dos outros!...
Eu, aqui na minha varanda da Serra do Ladário, em Oliveira de Frades, a ouvir a chuva cair, consegui saber essa boa novidade, quase em cima da hora. Pelos vistos, na capital, as comunicações são mais lentas, mas, nalguma coisa, nós, as gentes de cá de cima, tínhamos de ser vencedores...
Pelos vistos, demorou mais a tocar as cercas de Belém, mas não deixará de lá arribar, para gáudio do Presidente-meu-Candidato e das gentes que o acompanham.
Porque queremos um Portugal melhor, esta aprovação antecipada é um bom sinal. E de desgraças a mais estamos cheios até à raiz dos cabelos.
Ao confiar naquele pedacinho de bom senso que ainda resiste na nossa carga genética, por mais perversa que a queiramos fazer, sempre tive esperança em que o entendimento viesse a ser conseguido. Assim aconteceu. Viva Portugal!
Estranho, porém, a comunicação do Presidente da República, à saída de uma importantíssima reunião do seu Conselho de Estado. Pelo teor das afirmações lidas, fiquei com a ideia que esta boa notícia ali não tinha chegado até àquele momento. Estranha é essa lentidão, tão perto estão uns dos outros!...
Eu, aqui na minha varanda da Serra do Ladário, em Oliveira de Frades, a ouvir a chuva cair, consegui saber essa boa novidade, quase em cima da hora. Pelos vistos, na capital, as comunicações são mais lentas, mas, nalguma coisa, nós, as gentes de cá de cima, tínhamos de ser vencedores...
Pelos vistos, demorou mais a tocar as cercas de Belém, mas não deixará de lá arribar, para gáudio do Presidente-meu-Candidato e das gentes que o acompanham.
Porque queremos um Portugal melhor, esta aprovação antecipada é um bom sinal. E de desgraças a mais estamos cheios até à raiz dos cabelos.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Cavaco com um voto, o meu
Há poucas horas soube da notícia que aguardava com alguma certeza, mas com um misto de ansiedade. Ouvi o Professor Marcelo anunciar que o dia 26, às 20 horas, no CCB, tinha sido escolhido para esta recandidatura, mas pus-me um pouco na retranca, não estivesse ali a nascer mais um de seus factos políticos, daqueles de antigamente e que tanta gente punham de orelhas afiadas...
Enganei-me redondamente no meu raciocínio. Afinal, O Professor Marcelo teve toda a razão antes do tempo. Como o descobriu? Eis mais um enigma e não sou eu que vou desvendá-lo. É até, a meu ver, matéria de pouca monta....
Para mim o essencial resume-se em curtas palavras: o Professor Cavaco Silva recandidatou-se e pode acreditar, desde já, que tem um voto certo - o meu.
Faço-o por ser quem é, por aquilo que tem feito, pelos seus silêncios, pelas suas afirmações, pelas suas deslocações, pela confiança que me inspira, pelo sossego que me traz, pelo passado de seriedade que transporta em si mesmo, por ser digno desse Alto cargo e por Portugal se sentir intrinsecamente sereno, com a firme convicção que ao seu leme há um Homem, o mais certo dos certos que surgiram já como candidatos.
Esta minha escolha não exclui ninguém. Mas inclui o melhor dos melhores e só isso justifica o meu voto.
Enganei-me redondamente no meu raciocínio. Afinal, O Professor Marcelo teve toda a razão antes do tempo. Como o descobriu? Eis mais um enigma e não sou eu que vou desvendá-lo. É até, a meu ver, matéria de pouca monta....
Para mim o essencial resume-se em curtas palavras: o Professor Cavaco Silva recandidatou-se e pode acreditar, desde já, que tem um voto certo - o meu.
Faço-o por ser quem é, por aquilo que tem feito, pelos seus silêncios, pelas suas afirmações, pelas suas deslocações, pela confiança que me inspira, pelo sossego que me traz, pelo passado de seriedade que transporta em si mesmo, por ser digno desse Alto cargo e por Portugal se sentir intrinsecamente sereno, com a firme convicção que ao seu leme há um Homem, o mais certo dos certos que surgiram já como candidatos.
Esta minha escolha não exclui ninguém. Mas inclui o melhor dos melhores e só isso justifica o meu voto.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Outubro 2010/Maio 1968, França
Sou daqueles que, aqui na minha varanda de Oliveira de Frades, acredita em duas ideias: uma, a que diz que a história se não repete; outra, a que assegura que esta área do conhecimento social tem a virtude de nos ensinar. França pode ser - e oxalá que tal não aconteça, por um lado, mas seria desejável que o fosse, por outro - o laboratório desta tese: em Maio de 1968 turbilhou, a todo o vapor, pelas ruas, questionou tudo, remexeu as ciências sociais, acalentou novas esperanças, fez da rua o "parlamento" activo e essa caldeirada, aparecida um tanto a contragosto e a conta gotas, deu volta ao mundo. Na Revolução Francesa, esse fora também o resultado mais visível.
Hoje, em 2010, em Outubro, a rua é, de novo, um palco de agitações e preocupações, aqui a dois metros de minha casa, mesmo que aconteça em França, que o A25 veio fazer diminuir todas as distâncias e a Internet, essa, nem se fala: tudo é tudo e tudo nos chega em cima de si mesmo.
Com o nosso Orçamento no centro de todas as preocupações, agora que até já há equipas negociadoras, com vista a evitar o colapso, sim, o colapso, tudo parece mais calmo e sereno. Mas nada está seguro e será bom que olhemos, ainda que com uma qualquer lupa, para França e analisemos, seriamente, o fenómeno que ali está a acontecer.
Se os números são o que são, o HOMEM é sempre o que é: compreensível quanto baste à sua sobrevivência, um furor se lhe tocam no órgão mais detonador de revoltas, sejam elas quais forem, e este chama-se, linearmente, estômago. Quando esta nossa "peça" está vazia - e muito para lá caminha - e a consciência se encontra turba, a rua, a temível rua, pode emergir.
E, se ela vier com o seu estilo ciclónico, há desastres nunca previsto, nem desejáveis, mas possíveis.
Aprendamos, então, com esta França de 2010, que pode muito bem ser a de 1968 e até aquela do século XVIII, que mudou o mundo e arrredores.
Hoje, em 2010, em Outubro, a rua é, de novo, um palco de agitações e preocupações, aqui a dois metros de minha casa, mesmo que aconteça em França, que o A25 veio fazer diminuir todas as distâncias e a Internet, essa, nem se fala: tudo é tudo e tudo nos chega em cima de si mesmo.
Com o nosso Orçamento no centro de todas as preocupações, agora que até já há equipas negociadoras, com vista a evitar o colapso, sim, o colapso, tudo parece mais calmo e sereno. Mas nada está seguro e será bom que olhemos, ainda que com uma qualquer lupa, para França e analisemos, seriamente, o fenómeno que ali está a acontecer.
Se os números são o que são, o HOMEM é sempre o que é: compreensível quanto baste à sua sobrevivência, um furor se lhe tocam no órgão mais detonador de revoltas, sejam elas quais forem, e este chama-se, linearmente, estômago. Quando esta nossa "peça" está vazia - e muito para lá caminha - e a consciência se encontra turba, a rua, a temível rua, pode emergir.
E, se ela vier com o seu estilo ciclónico, há desastres nunca previsto, nem desejáveis, mas possíveis.
Aprendamos, então, com esta França de 2010, que pode muito bem ser a de 1968 e até aquela do século XVIII, que mudou o mundo e arrredores.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Mirtilo à mesa
Na busca de encontrar experiências novas, eis que, aqui a dois passos de minha casa, a tocar no meu concelho, Oliveira de Frades, damos de caras com um produto agrícola novo: o mirtilo, que é já imagem de marca do município de Sever do Vouga.
Combinando condições naturais com determinação, conhecimento, arrojo e capacidade de risco, a gente do campo entendeu dar esse salto, elegendo este novo fruto como um baluarte económico e uma agradável fonte de receita individual e até colectiva.
Se, nos anos sessenta do milénio anterior, Oliveira de Frades soube agarrar a avicultura, mais ou menos nascida em Tondela, e dela fazer a alavanca do seu desenvolvimento - hoje, aliás, mais apoiado na indústria -e criar condições para estabelecer uma espécie de cluster, em Sever do Vouga esse caminho passou pelo mirtilo.
Nestes cem anos de República, estas iniciativas também podem e devem ser enfatizadas e dadas a conhecer.
Neste final de tarde, depois de ter saboreado uma agradável dose de compota de mirtilo, logo pensei dedicar-lhe este espaço. Sendo uma distinção merecida, nada custa escrever estas linhas em sua honra.
Mas tudo isto foi dito sem esquecer aquilo que ajudou a fazer a minha Oliveira do futuro, que aí está cada vez mais forte e actual, curiosamente mercê, entre outros activos agentes, da força empreendedora da Martifer, filha dilecta de gente de Sever, a terra dos mirtilos, aqui assim retratada.
Combinando condições naturais com determinação, conhecimento, arrojo e capacidade de risco, a gente do campo entendeu dar esse salto, elegendo este novo fruto como um baluarte económico e uma agradável fonte de receita individual e até colectiva.
Se, nos anos sessenta do milénio anterior, Oliveira de Frades soube agarrar a avicultura, mais ou menos nascida em Tondela, e dela fazer a alavanca do seu desenvolvimento - hoje, aliás, mais apoiado na indústria -e criar condições para estabelecer uma espécie de cluster, em Sever do Vouga esse caminho passou pelo mirtilo.
Nestes cem anos de República, estas iniciativas também podem e devem ser enfatizadas e dadas a conhecer.
Neste final de tarde, depois de ter saboreado uma agradável dose de compota de mirtilo, logo pensei dedicar-lhe este espaço. Sendo uma distinção merecida, nada custa escrever estas linhas em sua honra.
Mas tudo isto foi dito sem esquecer aquilo que ajudou a fazer a minha Oliveira do futuro, que aí está cada vez mais forte e actual, curiosamente mercê, entre outros activos agentes, da força empreendedora da Martifer, filha dilecta de gente de Sever, a terra dos mirtilos, aqui assim retratada.
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