quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
Idosos isolados, um problema a ter em conta
Idosos isolados com apoio da GNR
Carlos Rodrigues
Em cada ano que passa nestes últimos tempos, a GNR tem vindo a realizar uma acção de proximidade com os idosos isolados, fazendo o respectivo recenseamento e, simultaneamente, levando uma palavra de conforto e um gesto de solidariedade social que importa que sejam realçados.
Em 2025, no distrito de Viseu, temos mais de 3300 pessoas nesta situação, o que é deveras preocupante com as situações mais gritantes a acontecerem em Moimenta da Beira, Vila Nova de Paiva e S. João da Pesqueira tendo em conta os anos anteriores que os resultados detalhados deste ano ainda não são do domínio público.
Muito embora se verifique uma ligeira queda em relação a 2024, ou seja menos 21 casos, este pequeno consolo não pode, de modo algum, fazer baixar os braços, porque ainda há muito a fazer neste domínio social. Numa espécie de balanço nacional, temos a Guarda com 5852 isolados, Vila Real com 5167, Bragança com 4192 e Faro com 3414. Olhando para estes números, lá vamos nós para a triste conclusão: é sempre, regra geral, o Interior a pagar a maior factura também neste panorama.
Com 35143 visitas porta a porta no País, visou-se além da citada contagem, sensibilizar os idosos para as questões da segurança e mesmo de, em diálogo, quebrar a situação de abandono em que se encontram a maior parte deles. Tendo em conta a especial vulnerabilidade de muitas destas pessoas, estes contactos são também essenciais para despiste de necessidades de saúde e de cuidados de higiene e habitacionais entre outros factores.
Esta é uma população que, na pirâmide demográfica, cresce em flecha e isso, que é altamente positivo sobre a esperança média de vida, traz consequências a implicarem atitudes positivas e pró-activas, como esta do isolamento que a GNR tanto tem vindo a combater, que importa pôr sempre na linha das nossas preocupações.
Segundo alguns estudos, os idosos isolados vivem ainda problemas psicológicos e psiquiátricos que aumentam à medida que os anos passam e, com isso, apressam até a sua morte, devida a este abandono, tantas vezes mesmo por parte de seus familiares mais próximos o que dói a valer. E isto não pode ser esquecido em matéria de políticas públicas.
Carlos Rodrigues, Notícias de Lafões, 2025
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