segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Vouzela com novo restaurante

Fontelo com um novo restaurante CR O universo turístico do concelho de Vouzela e de Lafões ganhou uma nova unidade no campo da restauração, designado Restaurante da Quinta do Fontelo. Aproveitando a boa marcha do tradicional projecto com aquela mesma designação, a curta distância da vila de Vouzela, meio caminho andado até se chegar a Vilharigues pela velha EN 333, o casal Ana Rita Pereira e Zé Carlos pegou nessa ideia e avançou agora com este novo empreendimento turístico. Olhando para umas velhas instalações, deu-lhe uma nova roupagem e agora ali se vê uma obra de estalo. No passado dia 31 de Agosto, procedeu-se à inauguração desta nova casa, em ambiente de festa e agradável convívio, porque tudo quanto para ali se pensou, nesse dia, a isso convidava. Num espaço de sonho, pelas obras em si e pelo local em que se encontra, nem sabíamos se devíamos olhar para os pratos dos bom acepipes se para a paisagem em redor, quer de dia, quer de noite. Numa opção difícil, a melhor ideia foi conseguir fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Com os momentos culturais a serem animados pelo Grupo Vozes da Terra e por uma parelha de palhaços, a solenidade do acto passou pela bênção solene a cargo do Cónego Mário Dias e pelas palavras do casal anfitrião e do Presidente da Câmara, Carlos Oliveira. Depreendeu-se destes curtos discursos que aquele restaurante vai, para já, funcionar em regime de eventos, tendo como objectivo essencial privilegiar e valorizar a vitela certificada de Lafões. Com uma unidade hoteleira integrada na Quinta em causa, ali se unem duas valências que muito enriquecem o turismo nesta região de Lafões… Carlos Rodrigues, in “ Notícias de Vouzela”, Setembro, 2026

Um novo livro de história em Lafões

Lafões em mais um livro de romance histórico CR Carlos Almeida, nascido em Lisboa, mas com larga vivência em Santa Cruz da Trapa e em Viseu, professor de História, tem dedicado uma boa parte de sua vida à escrita e à arte. Se nesta área abundam a pintura e a banda desenhada, naquela, são os livros e as revistas que têm preenchido esse seu labor. Assim, muito recentemente publicou mais um de seus livros, em cerimónia pública que quis que tivesse acontecido naquela vila lafonense. Intitula-se “Lafões – O despontar de um reino (romance histórico”, em edição de editor que vem já do ano de 2021. Pegando no Real Mosteiro de S. Cristóvão de Lafões, assim designando este notável e secular monumento da nossa região, agarra-se às figuras do Conde D. Henrique e Rainha D. Teresa e seu filho, o Infante D. Afonso Henriques, para, com todo o enredo que foi construindo, ter afirmado que nas diversas conversas e decisões entre estes nobres e os clérigos João Cirita, D. João Peculiar e outros, se veio a construir a nossa identidade nacional. A este Mosteiro juntou ainda a importância das então Caldas do Banho, muito presentes em toda a vida do nosso primeiro Rei. Como ponto de partida, começa pela tentativa, de acordo com algumas fontes, de explicar a origem e o desenvolvimento da palavra e seu conteúdo “Lafões”. Situa tudo isto no contexto das lutas pela Reconquista, essa fase do passado cristão em que tudo se fez para expulsar os mouros da Península Ibérica e destes recantos em particular. Desta forma, associa a génese deste vocábulo ao árabe “Alafões”, depois de muitas transformações nascidas no “Alavoenis” ou algo semelhante até se chegar ao Lafões de hoje como filho dos montes irmãos, Lafão e Castelo. Não deixa de evocar a sua terra, Santa Cruz da Trapa, e um seu possível Mosteiro beneditino que vigorou aí até os anos 920, antes de o seu sucessor se ter instalado nas margens do Rio Baroso, em S. Cristóvão de Lafões, mas da Ordem de Cister. A propósito da afirmação deste espaço regional, alude ao cavaleiro-vilão, Fernão de Vilharigues, um dos tenentes das nossas terras. Pega também na família Rabaldes cujos bens, importância e envergadura foram determinantes para este torrão ter singrado nessa época e pelos tempos fora. Numa altura em que as cartas de foral eram imagem de marca de cada concelho, fala da Carta de Couto dada por D. Afonso Henriques, em 1161, à mesma povoação de Santa Cruz, acrescentando nós que, por aqui, a mesma distinção tiveram, por esses anos, Alcofra e S. João do Monte. Em mais de 230 páginas, raramente se sai destas personalidades e dos primeiros anos da fundação de Portugal como nação, em que Lafões teve um papel de primeira grandeza. Com uma vasta e diversificada obra, anotemos alguns de seus livros: Colectânea de Contos, Mitos urbanos, Viriato – meu Herói, o Pagador de Promessas e uma forte influência na Revista Animarte (GICAV). Carlos Rodrigues, in “Notícias de Vouzela”