segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Dias de luto

Nesta Crónica dos Meus Dias, este dia 1 de Novembro, a celebração de Todos os Santos, foi dedicado a visitar os cemitérios onde repousam os nossos antepassados, familiares e amigos. Foi muita a dor. Mas, no meio dessa tristeza, um outro aspecto social revelou-se muito importante: o contacto com tanta gente das nossas relações sociais que vêm às suas e nossas terras com a mesma intenção, a de honrar quem, um dia, acabarm por perder...

domingo, 31 de outubro de 2021

Domingo com cheiro a sábado

Nesta Crónica dos Meus Dias, este domingo, último dia do mês de Outubro de 2021, nem parece sê-lo. Como amanhã é feriado, em segunda-feira, o Dia de Todos os Santos, mais parece um qualquer sábado. Além do mais, chove e faz vento. Mostra uma certa tristeza, própria destes tempos de Finados. Para mim, pouco ou nada do Dia das Bruxas, efeméride que me passa completamente ao lado. Olho para o outro ponto, o da memória e da saudade de quem partiu, que amanhã e depois (Dia dos Fiéis Defuntos) mais se acentuam. Isto é o prisma sentimental. Politicamente, nada me agradam os episódios que se estão a viver no CDS e PSD. Num lado, a debandada e as discussões jurídicas sem fim. No outro, o desentendimento e a crispação que não ajudam nada à construção do futuro... Enfim, guerras intestinais que só destroem e nada constroem... Outros se riem com isto...

sábado, 30 de outubro de 2021

Dias tristes

Nesta Crónica dos Meus Dias, estes tempos são de uma grande tristeza. Para recordar e honrar os nossos saudosos antepassados, ainda hoje fui a uma fábrica de mármores para trazer uma placa funerária. Mau sinal. Entretanto, por estar perto, dei uma saltada ao Restaurante Laranjeira, em S. Pedro do Sul, com propriedade e gerência de um bom amigo e colega confrade, onde degustei um bom bacalhau à liberdade, sendo que só esta designação me deixa altamente feliz, para contrastar com esta época dos finados. Com floreados e sem cortes e com tudo a condizer, aquele bacalhau foi um hino a esse estado de espírito, o de sermos livres e de podermos saborear o que de bom temos. Em maré de preparação de mais umas eleições, que NUNCA percamos a essência do regime em que vivemos, o da democracia e da liberdade...

sexta-feira, 29 de outubro de 2021

Tempo com muita chuva e a política em seca

Nesta Crónica dos Meus Dias, os momentos que estamos a viver são de uma grossa debandada de chuva a partir do céu e a visitar-nos na terra. Nada que não tivesse passado sem os necessários e quase certeiros avisos oficiais. Há anos e no antigamente, na minha aldeia esses avisos vinham ter connosco com os cheiros vindos de Cacia, com as previsões do seringador e com a sábia leitura das núvens. Além disso, tínhamos a cultura popular dos velhos ditados (provérbios), tal como " Com o céu avermelhado para os lados do mar, carrega o teu burrinho e pôe-te a andar". Pronto, hoje chove. Mas em matéria política, os tempos agora vão secos:apenas umas gotinhas chegadas de Belém para sabermos que isto está vivo. Ou uns fogachos saídos de algumas sedes partidárias. De resto, pouco se sabe, por agora, quando as eleições são dadas como adquiridas daqui a poucos meses...

quinta-feira, 28 de outubro de 2021

Depois do suspense, um País em votos antecipados...

Nesta Crónica dos Meus Dias, ontem falei na questão que, nessa altura, estava em discussão, a do OE 2022. Como que a cumprir-se uma morte anunciada, esse documento caiu por terra e com grande estrondo, já que "Geringonça" se desfez a ela própria com os votos contra do PCP, PEV e BE, a juntarem-se à direita. E agora? Com vários caminhos possíveis, o Presidente da República, declarando-o com uma acentuada antecipação, optou pela dissolução da AR. Como consequência, teremos eleições antecipadas. Lá vamos nós, dois anos antes da conclusão do mandato, fazer as nossas escolhas. Com algumas incógnitas partidárias ainda por resolver, nada se sabe do que pode vir a acontecer, incluindo uma hipotética espécie de ingovernabilidade. Tudo é possível e nada é certo. Chegados a este ponto, no meio desta intrincada teia, quem mais perde pode muito bem ser o povo português, isto é, nós próprios...

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Um pais à espera de contas nacionais

Nesta Crónica dos Meus Dias, sem o desejar, tenho de confessar que estou algo apreensívo com o que se passa com as discussões havidas na Assembleia da República sob o dilema do OE para 2022. Depois de um filme de suspense, que tem durado meses, com maior ênfase nas últimas semanas, dá cá uma, dá outra, ainda outra, não dou isso, mas isto que aqui coloco em cima da mesa e nada mais, nada mais ... Enquanto este baile prosseguiu, por aqui o nosso povo ia fazendo contas: por cada discussão, mais se afunda o nosso país. Nessas esferas negociais, apontam-se cenários que apenas mostram cálculos de tacticismo político... Ganhar agora, ou poder perder amanhã... E os portugueses que aguardem... Neste momento, quarta-feira ao princípio da tarde, nada se sabe. Puxa Belém, estica S. Bento e nas sedes dos partidos apenas se pensa a muito curto prazo: nada de futuro, nem que isso possa dar cabo de nós. Este é um dia triste... Mas o que for, será...Que remédio...

quarta-feira, 15 de setembro de 2021

Homenagem a um filho da Prova

Tributo a um filho da Prova CR Numa terra que tem por bom costume valorizar as suas pessoas, tradições e cultura, a Prova, que “está em todos nós”, prestou homenagem e tributo a um de seus ilustres filhos, Alexandre Fernandes de Almeida e esposa, Maria Conceição Moura Gonçalves, residentes em Lisboa, mas ele natural desta aldeia, que nunca tem esquecido e muito tem ajudado ao longo dos anos. Sempre a dizer presente nas diversas iniciativas que ali são levadas a cabo, ainda recentemente cedeu o muro da sua residência para nele se inscreverem uma série de murais. Antes, porém, de passarmos à descrição da cerimónia que lhe foi dedicada, há que dizer-se que se assistiu a uma Missa Solene, abrilhantada por um coro local, com que se pretendeu perpetuar a memória de todos os naturais, residentes e amigos desta povoação, muito em especial Isabel Fernandes, que faleceu no ano passado. Com uma grande colónia de gentes da Prova a viverem em Lisboa e arredores, também a Isabel ali habitava. Há, no entanto, um ponto em comum a unir toda esta comunidade: o amor e a dedicação à sua terra e seus feitos. Desta evocação se incumbiu Sara Carvalho, agradecendo depois o “ Marinho” em nome de toda a sua família. Este acto de gratidão prosseguiu depois no espaço principal da povoação, Largo Cónego Fernando Pereira Rosa, com o descerramento de uma placa-mural e uma sessão solene em que intervieram Maria Irene Rosa, a quem coube falar do homenageado, o Presidente da JF de Pinheiro de Lafões, Carlos Rosa, o Presidente da ACREP, Jorge Fernandes, o pároco local, Padre Gabriel da Paz, com a respectiva bênção e o casal a quem se estava a consagrar este importante acto social e de gratidão. Há largas décadas a viver em Lisboa, Alexandre Almeida, partira da sua terra ainda em criança, para iniciar a sua vida na área do comércio, sector em que veio a singrar pelos tempos fora. Do menino descalço, com o pai a ter emigrado para o Brasil onde acabou por falecer, veio a construir-se o empresário de sucesso que hoje é. Órfão, fez-se à vida e esta, no meio de algumas fortes tristezas, tem-lhe sorrido. Sempre a pensar no solo que o viu nascer, este não o esqueceu, perpetuando a sua memória no citado mural. Para terminar o dia, em contributo partilhado, saborearam-se muitos dos pitéus que na Prova se oferecem aos amigos em dia de festa, ainda que em tempos de pandemia. Carlos Rodrigues, in “Notícias de Vouzela”, 2021