quarta-feira, 8 de abril de 2026

Arquitecta com família de Oliveira de Frades vence prémio da UE

Arquitecta com raízes nesta terra vence prémio da UE Com 31 anos, a Arquitecta Filipa Farreca Sequeira, natural de Viseu e residente em Turim – Itália, foi distinguida com um prémio atribuído pela União Europeia em função do relevante papel que tem tido na área em que se especializou. Com a sua actividade a desenrolar-se essencialmente em território italiano mas com uma dimensão transnacional, foram estes requisitos que estiveram na base desta distinção. Tendo como suporte essencial a recuperação de património arquitectónico e aplicação de técnicas construtivas artesanais, a proposta apresentada a concurso e que o venceu teve como lugar de trabalho Banca del Fare/Comune de Castelleto Uzzone. Está esta iniciativa integrada num departamento da Fundazione Matrice ETS. Nesta primeira edição, apareceram 315 candidaturas oriundas de 26 países da EU, com o alto apoio do Parlamento Europeu para projectos inclusivos, sustentáveis e belos. São seus pais, Ana Maria de Almeida Farreca, técnica superior na Universidade Católica, polo de Viseu, e Carlos Sequeira, professor de Educação Física. Pelo lado materno, as suas raízes estão ligadas a Oliveira de Frades. Em contacto com a Filipa, tivemos acesso a mais uma série de dados que nos permitem melhor compreendermos e integrarmos o alcance desta vitória e o caminho percorrido para ali se chegar. Comecemos então por uma curta viagem pelo seu currículo: com a licenciatura e o mestrado feitos na Universidade do Minho, em 2018 parte para a aventura Erasmus na Itália, colaborando deste essa altura com as actividades em curso na Banca del Fare. Um ano depois, insere-se na equipa do Atelier Studio Ellisse Architetti. Em 2021, torna-se responsável pela programação dos wokshops de verão da respectiva entidade. Com a sua paixão e interesse pelos materiais naturais e saberes artesanais, é nestas áreas que faz assentar todo o seu trabalho, dando corpo, por exemplo, entre outras tarefas, a várias reuniões com artesãos e estudantes com base em modelos de estaleiros-escola. São estes alguns pormenores da carreira desta nossa conterrânea que aqui quisemos expor e destacar. Fazemo-lo com gosto, porque estes sucessos também marcam as nossas terras e as fazem conhecer por esse mundo fora… E ainda bem. Carlos Rodrigues, in “Noticias de Vouzela”, Março 2026

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