segunda-feira, 11 de maio de 2026

Bandas do concelho de Vouzela em actuação em Campia

Campia com uma tarde cheia de música CR – Notícias de Vouzela, Abril, 2026 Numa iniciativa que teve em Eduardo Silva o seu grande timoneiro, a freguesia de Campia, no seu centro, recebeu, no passado dia 26, um Encontro das quatro bandas do concelho de Vouzela. Não sendo uma prática muito habitual, percebe-se, portanto, o bom êxito deste evento, que saiu em desfile desde a zona da Casa da Aldeia (Museu) até ao Largo das Festas de S. Miguel, onde decorreram os concertos individuais e uma peça conjunta entoada pelas centenas de executantes ali presentes. Abrilhantaram estes festejos as bandas da Sociedade Musical Cultura e Recreio de Paços de Vilharigues (1928), Filarmónica Verdi Cambrense (1883), a Sociedade Musical de Moçâmedes (1875) e a Sociedade Musical Vouzelense (1872), isto por ordem de entrada em cena, numa apresentação de Joana Raquel Santos Lopes. Com uma larguíssima experiência de cada uma das Filarmónicas, como se nota pelas datas de suas origens, tudo contribuiu para um bom espectáculo e uma boa receita para as citadas Festas, a avaliar pelo bastante público que ali estava a assistir. Entre os presentes, vimos o Presidente da CM, Carlos Oliveira, os Vereadores Pedro Ribeiro e Inês Paiva, o Presidente da JF, Nuno Ribeiro, o Padre Cláudio Ferreira. Numa breve conversa com Nuno Ribeiro, ficámos ainda a saber que esta terra tinha assistido nesse mesmo dia a outros acontecimentos de nomeada, como a vinda de cerca 300 escuteiros a propósito de uma Concentração Nacional de Caminheiros e a passagem de três centenas de motards de Fataunços, que fizeram, como acrescentou Cristina Farias, uma refeição ligeira na Nossa Senhora Milagrosa. A juntar a tudo isto, também o Rancho Recordações de Campia comemorou o seu aniversário. Com tanta proposta para escolher, cabe-nos aqui falar deste Encontro de Bandas que, até por ser de certa maneira inédito, atraiu então uma agradável mole humana, sobretudo com apoiantes de cada uma das referidas Filarmónicas. Cremos que ninguém se arrependeu de ter vindo não só por ter apreciado a sua “favorita”, o que é facilmente explicável, mas também por ter podido ver e ouvir novas e outras experiências musicais, o que é sempre muito positivo. No meio de tantos acordes, apareceu outro som muito especial vindo da voz do Presidente da JF, que nos falou na ampliação de melhoria daquele recinto para muito breve, sendo que as máquinas até já ouviram esta nossa conversa. Em Setembro, talvez já se possa ter o resultado final. Numa boa conjugação de esforços e vontades, onde já se vê o novo Centro Paroquial, agora o espaço das Festas do Padroeiro S. Miguel vai ter cara lavada, fato novo e bem mais largo. Desta forma, música e outras boas notícias ali deram as mãos…

Canção a Moleirinha ganhou prémio de videoclip

Videoclip da Moleirinha ganhou prémio nacional Carlos Rodrigues Muito rodado em terras do concelho de S. Pedro do Sul, o videoclip que serviu de base para a apresentação da canção a Moleirinha, cantada pelos Karetus, Conan Osíris, Júlio Pereira, Isabel Silvestre e as Vozes da Manhouce, arrebatou o 1º Prémio Play Vodafone em espectáculo recentemente visto e ouvido na RTP. Com o essencial da gravação feita em Manhouce, aproveitando a sua ruralidade, autenticidade cultural, a identidade, a beleza e também a tradição e já muitos traços de inovação, este foi o “chão” encontrado para caracterizar aquilo que se pretendia pôr em evidência pelos seus autores. Analisando ponto por ponto e ao pormenor, tendo em conta os passos que conseguimos observar, o alto da serra, os objectos rurais como a peneira, as fragas, os trajes, o brilhante e muito ouro, os bailes, as rochas serranas, as eólicas como sinais dos novos tempos e da inovação, as vozes na natureza, a corrida pelas ruelas da aldeia, a viola à porta de casa, as sempre agradáveis Vozes de Manhouce, os Karetus, esse símbolo também maior da nossa cultura popular, os efeitos especiais com os penedos a rolar e a voar, eis os ingredientes necessários para o êxito desta gravação. A sonoridade da canção também muito ajudou a que este sucesso fosse conseguido. Ou seja: a amálgama de motivos, a música em si, as vozes e os instrumentos puseram este rico comboio a andar nos carris certos e a estação de chegada foi a melhor que se poderia ter desejado e escolhido: o prémio em causa. Que nos perdoem os restantes elementos, mas a nossa Isabel Silvestre, essa notável sampedrense, faz sempre a diferença. Para melhor, está visto. Com tão boa matéria-prima, de altíssima qualidade, este Prémio Play Vodafone foi o corolário daquilo que temos para mostrar e do génio e mão criativa humana que o puseram de pé… In “Notícias de Lafões”, 7 Maio 2026

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Combustíveis, para subirem, saltos de cavalo, para descerem, pulinhos de pardal

Hoje, estamos a confrontar-nos com uma descida no preço dos combustíveis, porque o cessar-fogo anunciado para o conflito EUA/Irão assim o indicou. Com a queda do valor do Brent, é natural que isso se reflita nos valores a pagar pelos consumidores. À primeira vista, assim deveria acontecer. O certo é que os cortes foram curtinhos, na ordem dos 6 cêntimos por litro de gasóleo e 3.5 na gasolina. Acontece que, por exemplo, de 6 a 12 de Abril, os preços tinham subido 9 cêntimos no gasóleo e 4 na gasolina. Hoje, o barril de Brent andava à volta de 93/95 dólares e ainda há dias surfava perto dos 115/120. Confirma-se assim a razão de ser do nosso título: sobe-se à grande, desce-se devagarinho. Esta é a regra, infelizmente para nós, pagadores. Sem sermos peritos na análise deste tipo de dados e políticas, a evidência dos factos palpáveis leva-nos a estas grossseiras conclusões... A ver vamos o que vai acontecer nos próximos tempos....

quarta-feira, 8 de abril de 2026

Turismo em S. Pedro do Sul

Turismo em alta em S. Pedro do Sul uma vez mais Carlos Rodrigues Num concelho que respira turismo por todos os poros, desde o Rio Vouga e as suas Termas às serras carregadas de beleza e interesses sem fim, há sempre espaço para mais e mais propostas. Nestas linhas, é dessas novidades que vamos falar: num caso particular, o Candal, e noutro, uma abordagem mais genérica e holística espalhada por todo o concelho. Vamos ao Candal: terra fortemente serrana e rural, decidiu o INATEL atribuir-lhe o galardão de “ Aldeia de Sonhos”. Quis assim esta Instituição pôr em destaque o seu modo de vida tradicional, a sua vertente de serrania, a preservação da identidade cultural e paisagística, como anotou a Junta da União de Freguesias de Carvalhais e Candal, mostrando-se muito lisonjeada com este “troféu”. Se nos é permitido, evoquemos aqui e agora a importância que o Padre João Rodrigues teve na afirmação desta terra enquanto lá esteve em funções paroquiais. Tirando-a à sua “pequenez”, catapultou-a para outros voos que estão a ser continuados e com muito sucesso. Voltando ao raciocínio anterior, há a assinalar que este prémio foi atribuído na última Gala do INATEL, realizada no Teatro da Trindade. Tem, deste modo, S. Pedro do Sul mais um produto turístico de excelência. Passemos agora ao citado assunto mais geral: na recente BTL –Bolsa de Turismo de Lisboa -, o município sampedrense resolveu apresentar um novo projecto e visão turística para o concelho. Se ali as Termas foram, uma vez mais, rainhas e senhoras (ou não tivessem acolhido D. Amélia!), desta feita quis-se ir muito mais alto e mais além. Falando-se muito no valor do silêncio e na imersão sonora, saltou para a ribalta uma nova proposta: “ Um destino que se escuta”. Com esta postura, pretende-se arranjar um seguro contraponto ao ruído das grandes urbes e áreas metropolitanas, convidando toda a gente a vir beneficiar deste atraente sossego. Oferece-se assim uma harmonia e serenidade, bem características das Montanhas Mágicas. Foi esta apresentação feita no âmbito do stand da CIM Viseu Dão Lafões, na oportunidade que foi dada a cada uma das 14 autarquias para apresentarem os seus produtos. Entre as várias ideias, sugere-se que se ouça o som icónico das águas termais e se aproveite o silêncio no fundo e no cimo das montanhas. Acrescenta-se que importa ainda dar atenção, por exemplo, ao Grupo de Cantares de Manhouce e outras associações culturais. Com diversos operadores interessados em se associarem a este projecto, parece-nos que tem esta proposta pernas para andar. Juntando-a a tantas outras, esta visão integrada torna-se assim um novo produto turístico que muito vem valorizar o território de S. Pedro do Sul e de Lafões em geral. Ganhar-se-á, ainda, deste modo mais um destino turístico de excelência, este, em todo o Centro de Portugal. In “ Notícias de Lafões”, 2026

Ormuz português e iraniano

Ormuz iraniano de hoje e ontem espaço português CR De repente, há terras e geografias que começam a invadir nossas casas e atenções e frequentemente pelos piores motivos. Acontece agora com Ormuz, lá para os lados do Irão, como consequência da guerra que por ali vem acontecendo a seguir à invasão dos EUA e de Israel. Como poderosa arma estratégica que aquele país tem ao dispor, por onde passa um quinto do petróleo mundial em rota para vários destinos do mundo, logo o Irão se serviu dessa arma, fechando o Estreito de Ormuz, como é conhecida aquela passagem. Hoje o mundo chora esta perigosa decisão, que afecta uma boa parte dos povos de mundo. Já se sentem os seus efeitos com a escalada no preço dos combustíveis e nos bens essenciais. As nossas carteiras acusam essas situações. Se hoje é de lágrimas e choro que nós vivemos, para nós, portugueses, as ruas e praças desta nossas terras, de 1507 a 1622, mais de cem anos, eram de profunda alegria e incontido orgulho porque Afonso de Albuquerque acabara de conquistar aquele ponto marítimo de uma incalculável, tal como actualidade, importância estratégica. Se de 1507 a 1515, as coisas estiveram tremidas, neste último ano tudo ficou em pratos limpos: Portugal tornara-se soberano daquele espaço, tirando-o ao domínio, pasme-se, do Irão de que hoje tanto se fala. Sem petróleo para ali passar, já nesses tempos Ormuz era desejado por muitos países para negociarem a circulação das altas mercadorias de então, desde as especiarias às cerâmicas e muitos outros valiosos produtos. Portugal quis aquele posto de controle para esses efeitos em tributos e, muito especialmente, para que as mercadorias que transportava pudessem circular sem quaisquer obstáculos. Desejando um domínio total do Oceano Índico, o que foi conseguido passo a passo, fortaleza e fortaleza, aquele local estava na primeira linha desses projectos e objectivos, delineados em Lisboa e conquistados ou negociados além-mar. Como rotas de ligação da Ásia à Europa, em que o mar era mais seguro e mais rápido que os percursos terrestres, sobretudo depois que, em 1498, o nosso Vasco da Gama descobriu o Caminho Marítimo para a Índia, para todas as forças europeias ali presentes cada palmo daqueles espaços era ouro. Por isso mesmo, a disputa por Ormuz, mesmo com Portugal e Espanha como um só reino, fez com que estes dois povos andassem anos a baterem-se pelo controle de Ormuz e outras paragens orientais. Num século de ouro, vejam-se algumas praças conquistadas pelos portugueses: Ormuz, 1507-1622, Malaca, 1511, Goa, 1510, Macau, 1527, Nagasaqui, 1542/1543, e ainda Mascate e Timor, etc. Hoje, Ormuz é uma dor. Ontem, era, para nós portugueses, um orgulho desmedido e um enorme ponto positivo pelo controle daquele mares e continente asiático. Sem vermos a História com os olhos de hoje, o que é um enorme erro de análise, nesses tempos Portugal dominava quase a seu bel-prazer meio mundo, à luz do Tratado de Tordesilhas. A outra parte pertencia a Espanha e Ormuz entrou nessas contas, lá longe. Hoje, só nos preocupa a falta do petróleo, em mais uma notória falta de estratégia na Europa como um todo… Carlos Rodrigues, in “Notícias de Vouzela”, 2026

Páscoa em Lafões

Páscoa em recordações por aqui CR São muitas e múltiplas as marcas pascais por estas nossas terras, sempre a recordarem-nos tempos idos carregados de memórias. Recordamos os sapatos novos, talvez até a fatiota a vestir pela primeira vez, tudo guardado religiosamente para o Domingo de Páscoa. Nem um dia a mais, nem um dia a menos. Evocamos as carradas de amêndoas que comíamos, a ementa festiva, as idas de casa em casa, acompanhando a Visita Pascal, que em muitos locais se chama o Compasso. Lembramo-nos de, em Queirã, ouvirmos os foguetes e os cânticos nas mudanças de aldeia em aldeia. Temos tudo isto na memória, sabendo, porém, que hoje tudo é diferente. Quase não há sacerdotes a trazerem a bênção. Esta agora está confiada aos leigos. Falar da Páscoa é ainda trazer à memória muitas outras lembranças, como as ruas de cada terra cheias de abraços a quem vem visitar as suas famílias e amigos por esta altura, é também trazer ao de cima duas iguarias de grande valor, os folares de Vouzela e de Alcofra, as chaminés das cozinhas a espalharem cheiros que avivam sabores de outrora que nunca se perdem, é também olhar para os caminhos e vê-los mais limpos e arranjados e respirar os odores das casas lavadas. Sinais de outros tempos, hoje quase não são mais que evocações de outrora que permanecem connosco, as gerações mais antigas. São desses tempos as ricas visitas pascais (ou compasso), que levavam a bênção do Senhor de casa em casa, com o Sacerdote no comando destes rituais, em que se davam prendas como ovos e outros produtos, incluindo milho, e amêndoas para a as crianças que acompanhavam com a campainha o cortejo sagrado, sem esquecer já algumas verbas em envelopes. Na mesa, cheia de iguarias doces e umas bebidas espirituosas, uma laranja tinha nela metida uma qualquer moeda. Em cada moradia, alinhadas na sala principal, as famílias beijavam a Cruz, o mesmo fazendo os amigos que se associavam a esta festa. Se no Natal, por razões de meteorologia, é o borralho que impera, na Páscoa são as ruas e as praças que se tornam o palco por excelência destes convívios familiares. Importa ainda dizer-se que o povo, por tradição, acabara de viver uma série de restrições quaresmais, como a na não existência de bailes e outras manifestações de alegria mais expansiva. Qual garrafa de champanhe, por estes dias a festança brota em grande e espalha-se por todo o lado. Sendo as celebrações da Semana Santa, momentos muito especiais, como as Endoenças em Campia e as majestosas procissões da Quinta e Sexta -Feira Santas por todo o lado e muito especialmente em Vouzela, há que relembrar também as Encomendações e as Amentações das Almas, práticas com séculos de história e que, na actualidade, as Associações e as Autarquias têm o cuidado de preservar e divulgar. Mais na vertente popular, as festas dos compadres e das comadres e os folares dados aos afilhados fazem parte de todos estes cerimoniais. Memórias para uns, novidades para outros, na Páscoa a cultura popular reaparece em que cada ano que passa. E ainda bem… Carlos Rodrigues/Andreia Mota, in “Notícias de Vouzela”, 8 Abril 2026

Arte religiosa em Lafões

Arte e questões religiosas menos conhecidas CR Há uma boa série de publicações que nos mostram a vida religiosa e da sua arte em grande profusão. Fala-se muito nas imagens mais conhecidas e nos estilos arquitectónicos ou mesmo nas datas da construção e informações afins. Mas muita coisa está ainda por se saber. É disso e muito pela rama que hoje vamos falar quanto à nossa região de Lafões. Damos o ponto de partida com um local muito especial e cheio de significado e simbolismo que nos toca a todos. É o caso da Capela Mortuária de Oliveira de Frades, em que se vê uma arte simbólica que, pegando nos ensinamentos da Igreja, nos remete, de imediato, para problemas dos nossos tempos duma dura actualidade. Agarrando-se no Capítulo XXV do Evangelho de S. Mateus, como nos esclareceu o Padre Manuel Fernandes, pároco local, na doutrina do Juízo Final, e no seguimento da parte em que se anuncia” Vinde benditos de meu Pai para o reino que vos está preparado”, acrescenta-se, porque “destes de comer a quem tinha fome”, “de beber a quem tinha sede” e assim por aí adiante. Perguntava-se “ quando fizemos isso, meu Deus”? “ Sempre que fizestes isto a um irmão, a mim o fizestes… “. Uma a uma, citavam-se as Obras de Misericórdia. Nesta lógica e conformidade, há pelas paredes espalhados um vasto leque de painéis em arte moderna que aludem a situações que nos devem preocupar todos os dias e a cada hora. Refere-se a fome, o álcool, a droga, os cataclismos, os incêndios, os desastres, o abandono, a violência, a guerra e outras questões deveras chocantes mas pertinentes e fortemente invasivas. Doem mesmo e muito. Questionam-nos e interpelam-nos. Conclui-se quanto ao que tenhamos feito de positivo: “ Todas as vezes que fizestes isto aos meus irmãos, a Mim o fizestes”. Numa linguagem moderna, é esta a mensagem que ali se expressa. Dando agora um salto até ao Monte e a Nossa Senhora do Castelo, se muito se tem falado destes dois temas, pouco gente sabe que aquela Capela, Santuário Mariano, se ficou a dever a Vasco de Almeida, que, em virtude de um desgosto de amor, ali se refugiou em meados do século XV, vivendo numa rudimentar habitação (ele que usufruíra de todas a regalias e mordomias na Quinta da Cavalaria), mandando edificar uma pequena ermida, onde hoje existe o citado Santuário. Morreu a 10 de Fevereiro de 1510. Agora, falemos de Campia e da Virgem Milagrosa. A sua imponência física, 15 metros, condiz com a grandeza mística do milagre a que se dedicou: a cura de uma jovem, depois de todos os cuidados médicos, e a tenacidade de seus Pais, que se lembraram de tudo para a salvar. Um dos últimos passos foi o da oração e do pedido feito à Virgem Milagrosa para obterem a o seu salvamento. Como uma espécie de “ex-voto”, aquele monumento atesta a sua gratidão e eterno reconhecimento. A terminarmos, uma curiosidade: na velha Igreja de S. Miguel do Mato, outrora em ruínas e hoje restaurada, a sua torre ostentou durante décadas um pinheiro vivo e são, que nem os ventos conseguiram derrubar… Agora, desapareceu para sempre mas por uma boa causa. Carlos Rodrigues, in “ Notícias de Vouzela”