segunda-feira, 3 de janeiro de 2022
Aqui vai o autocarro de Janeiro de 2022
Nestas Crónicas dos Meus Dias, numa segunda-feira, depois de umas miniférias para despedida do dito ano velho e entrada no também dito ano novo, só sei que, em matéria de finanças e economia, os preços, em geral, dos diversos produtos vão trepar por aí acima. Dizem-nos que é a lei da vida. Ficámos a saber que a inflação do ano anterior, aquele que nos deixou há três dias, se ficou pelos 1.3%. Qualquer dia, vamos assistir aos juros a subir, ao BCE a deixar de nos comprar dinheiro, as dívidas pública e privada a aumentarem e lá se vai parte do nosso sossego a esse respeito. São estas dúvidas e incertezas que gostaria de ouvir discutir nesta campanha eleitoral e não apenas coisinhas menores e algumas sem interesse algum. A par disto, um desabafo: o Presidente do meu clube, o Rui Costa, deu um abraço a outro Costa, o Pinto do Porto. Caiu por aí o Carmo e a Trindade. Querem saber qual a minha opinião? Aplaudo com ambas a mãos e atiro foguetes para o ar em favor deste gesto... Gostei...
sábado, 1 de janeiro de 2022
Conversa sem resposta
Nestas Crónicas dos Meus Dias, neste bom meio rural em que tenho o gosto de viver, ao meio da manhã deste primeiro dia do ano de 2022, encontrei-me com dois grupos especiais, a curta distância um do outro: acima, um rebanho de ovelhas, mais abaixo umas pachorrentas vacas a devorarem, com gosto, erva verde. Perguntei a cada um destes vizinhos novas deste ano de 2022. Nem um levantar do chão verde com que se deliciavam em refeições apetitosas. 2022 para aqueles bons animais era apenas a continuação dos dias de ontem e todos os outros que para trás ficaram. Estes calendários humanos, nada lhes dizem. Pensei para comigo: têm toda a razão. As convenções sociais são isso e isso mesmo. Que a terra, sem parar, nem delimitar as suas circunferências, anda sempre em volta, sempre, sempre. Nós é que inventámos o champanhe, as passas, as festas de fim de ano, estas coisadas todas com que o comércio se diverte e nós pensamos que algo vai mudar de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro do ano seguinte. Pura ilusão. Pura ilusão. Pura ilusão... Apesar de tudo, BOM ANO NOVO...
sexta-feira, 31 de dezembro de 2021
Virar de página
Nestas Crónicas dos Meus Dias, quero dizer que me despeço de 2021 sem grandes, ou nenhumas, saudades. Já lá vai e não deixa boas memórias. Nem a Covid vinda de 2019 nos deixou. Baralhando os dados e ganhando novas roupagens, continua a correr por aí e a fazer estragos, ainda que agora mais mitigados fruto dessa extraordinária conquista que foram as vacinas. Vem aí 2022. Uma verdade absoluta: estou a ficar mais velho. Mas por cá vou andando e, para honrar as minhas raízes culturais, enquanto Deus quiser. Sede todos muito felizes. Bom ano novo... Bjs e abraços
quinta-feira, 30 de dezembro de 2021
a desabrocharem e a darem-se a conhecer. Foi assim que vi aparecer, em Oliveira de Frades, a ASSOF, primeiro, e a ASSOL, uns tempos depois. Antes, estivera com o Mário Pereira, numa reunião em Vouzela, onde ele deu a conhecer o que então fazia na ARCIL, na Lousã, e os sonhos que alimentava para a sua e nossa região. Este foi o fermento, que a forte e altamente louvável fornada de pão veio logo a seguir. Passo a passo, tudo avançou para a dimensão fantástica que a ASSOL hoje tem. Já não é a quintinha desta nossa região, é antes uma grande herdade que saltou barreiras e obstáculos e se estendeu por outros mundos. Entre as suas muitas valências e funções, conta-se o seu pequenino, mas muito querido, Jornal, que este ano conta com 100 números publicados. Isto é obra a valer. São 100 vezes a voz dada aos utentes desta Instituição. São 100 vezes a pôr a falar quem, por esta via, nos dá a conhecer os seus sentimentos, os seus gostos e estados de alma. E a sua arte. São 100 vezes a mostrar a vitalidade desta ASSOL, que, muito antes da Estratégia Nacional para Pessoas com Deficiência, 2021/2025, já trabalhava para uma verdadeira comunidade inclusiva, porque, diz-se neste documento, “ … Só uma só uma sociedade que inclui todas as pessoas pode concretizar o seu verdadeiro potencial… “. E aqui esta é a regra de todos os dias e horas, minutos e segundos. São 100 vezes a vir para a rua e, em ambiente de transparência aberta, dar a conhecer, nos testemunhos das suas primeiríssimas pessoas, o que nesta Casa se faz em Oliveira de Frades, Vouzela, S. Pedro do Sul, Castro Daire, Vila Nova de Paiva, Viseu, Tondela, Mortágua, Albergaria-a-Velha e tantos locais por esse país além e até com umas ricas incursões pelo estrangeiro. Neste jornal de algibeira, mas cheio de afectos, não é de leis, políticas e outras grandes arengas que aqui se fala, mas da vida concreta de quem, precisando, tem neste aconchegante berço um colo amigo, um gesto de carinho, uma lufada de formação e uma alavanca para prosseguir a vida que entender e quiser levar para a frente. Um dia, um dia feliz, aqui vim ter. Já lá vão uns anos e só posso dizer que essa foi uma boa, uma óptima hora. Porque nesta Instituição toda a gente conta, como 100 vezes este nosso jornal tem mostrado a todo o mundo. Jornal, ASSOL, Dezembro 2021 Em
Caminhar com a ASSOL faz bem e dá saúde
Carlos Rodrigues
Um dia, há alguns anos, dezenas deles, descobri que Lafões acabara de dar um passo de gigante no sentido de fazer de cada pessoa um ser individual e social com vida própria, com a sua palavra a vir ter connosco, com as suas potencialidades a desabrocharem e a darem-se a conhecer. Foi assim que vi aparecer, em Oliveira de Frades, a ASSOF, primeiro, e a ASSOL, uns tempos depois. Antes, estivera com o Mário Pereira, numa reunião em Vouzela, onde ele deu a conhecer o que então fazia na ARCIL, na Lousã, e os sonhos que alimentava para a sua e nossa região. Este foi o fermento, que a forte e altamente louvável fornada de pão veio logo a seguir.
Passo a passo, tudo avançou para a dimensão fantástica que a ASSOL hoje tem. Já não é a quintinha desta nossa região, é antes uma grande herdade que saltou barreiras e obstáculos e se estendeu por outros mundos. Entre as suas muitas valências e funções, conta-se o seu pequenino, mas muito querido, Jornal, que este ano conta com 100 números publicados. Isto é obra a valer.
São 100 vezes a voz dada aos utentes desta Instituição.
São 100 vezes a pôr a falar quem, por esta via, nos dá a conhecer os seus sentimentos, os seus gostos e estados de alma. E a sua arte.
São 100 vezes a mostrar a vitalidade desta ASSOL, que, muito antes da Estratégia Nacional para Pessoas com Deficiência, 2021/2025, já trabalhava para uma verdadeira comunidade inclusiva, porque, diz-se neste documento, “ … Só uma só uma sociedade que inclui todas as pessoas pode concretizar o seu verdadeiro potencial… “. E aqui esta é a regra de todos os dias e horas, minutos e segundos.
São 100 vezes a vir para a rua e, em ambiente de transparência aberta, dar a conhecer, nos testemunhos das suas primeiríssimas pessoas, o que nesta Casa se faz em Oliveira de Frades, Vouzela, S. Pedro do Sul, Castro Daire, Vila Nova de Paiva, Viseu, Tondela, Mortágua, Albergaria-a-Velha e tantos locais por esse país além e até com umas ricas incursões pelo estrangeiro.
Neste jornal de algibeira, mas cheio de afectos, não é de leis, políticas e outras grandes arengas que aqui se fala, mas da vida concreta de quem, precisando, tem neste aconchegante berço um colo amigo, um gesto de carinho, uma lufada de formação e uma alavanca para prosseguir a vida que entender e quiser levar para a frente.
Um dia, um dia feliz, aqui vim ter. Já lá vão uns anos e só posso dizer que essa foi uma boa, uma óptima hora.
Porque nesta Instituição toda a gente conta, como 100 vezes este nosso jornal tem mostrado a todo o mundo.
Jornal, ASSOL, Dezembro 2021
Não me lixem com mais um ano às avessas...
Nestas Crónicas dos Meus Dias, ando mesmo preocupado com o que me dizem que aí vem, que não é o mesmo que a realidade nos pode apresentar. O coronavírus Delta e os seus antecessores puseram-nos a cabeça à roda, mas este Omícron, grego de nome mas de origem e alcance desconhecidos e imprevisíveis, parece que ainda será mais desagradável e aborrecido, para não não dizermos lixado de todo. Espero que, surgindo em 2021, não nos venha dar cabo de 2022. Arreda para lá... De desgraças já temos que sobre e não precisamos de mais nenhuma... Nem por sombras...
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segunda-feira, 27 de dezembro de 2021
A despedida de mais um Amigo...
Hoje, dois dias depois das alegrias do Natal, voltaram as tristezas ao despedir-me de um grande e bom Amigo, o Augusto Rocha, de Ameixas, que nos deixou aos 73 anos. Psicólogo de formação e profissão, nomeadamente nos serviços do Ministério da Justiça, pautou a sua vida ainda pela dedicação ao associativismo e à causa pública. Foi atleta e Presidente da Direcção da Associação "Os Vouzelenses". Ocupou os lugares de Vice-Presidente da Direcção e Presidente da Assembleia Geral da Banda de Música de sua terra, Paços de Vilharigues. Exerceu funções na Confraria de Santo António de Viseu, uma IPSS de apoio à juventude. Foi vereador da Câmara Municipal de Vouzela. Depois de um longo período de doença, veio a finar-se ontem, dia 26, no Hospital de Viseu. Jaz agora para sempre no Cemitério de sua freguesia. Sentidas condolências para sua esposa, filha e demais família. Partiu um Homem bom. Que descanse em paz...
sábado, 25 de dezembro de 2021
Um Natal com muitos opostos
Nestas Crónicas dos Meus Dias, é impossível deixar passaar mais um Natal em claro. Por mais esforços que faça, esta data, depois de 1975, faz-me recuar a um dos dias mais tristes de minha vida: o funeral de meu irmão Tonito, que, aos 14 anos, partiu deixando a nossa família destroçada. Transportando consigo uma doença durante cerca de oito anos, com inúmeros meses de internamentos sucessivos e alternados no Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde veio a falecer, não conseguiu, infelizmente, resistir-lhe. Com cuidados extremos prestados por aquela unidade hospitalar durante anos a fio, não quero esquecer também o apreço e a gratidão por quem o tratou e lhe deu, ao mesmo tempo, tanto carinho e afecto. Um dia, por alturas do Natal desse ano de 1975, foi-se embora. MAS continua connosco pelos tempos fora. Comigo, ando sempre associado, pesando imenso, às festas natalícias que nunca foram como eram desde esses dias de uma tristeza sem fim. Nem serão daqui em diante...
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